Governo do Sudão nomeia antigo líder rebelde como governador de Darfur

Cartum - O primeiro-ministro sudanês, Abdalla Hamdok, nomeou hoje o líder de um dos movimentos rebeldes que assinaram, no ano passado, um acordo de paz com o governo como governador da conflituosa região de Darfur.

Minni Arco Manaui, chefe de um dos ramos do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), foi nomeado para o cargo, como previa o pacto assinado na capital do Sudão do Sul, Juba, em 03 de Outubro de 2020, disse a presidência do Conselho de Ministros em comunicado.

No documento também ficou acordado o restabelecimento do sistema de governo federal com base em oito regiões, em vez dos actuais 18 estados.

No entanto, o cargo de Manaui, o primeiro a ser nomeado governador regional, por enquanto está vazio de conteúdo, pois a nova estrutura territorial ainda não foi adoptada, uma vez que essas regiões continuam ainda por delimitar.

Também está pendente da aprovação uma lei que determina os poderes e atribuições dos respectivos governadores e de outros níveis de governo.

O acordo de paz de Juba entre o governo de transição sudanês, que mantém as rédeas do país desde a queda do ditador Omar al-Bashir, em Abril de 2019, e os principais grupos rebeldes armados do país abriu a porta à resolução dos conflitos que ocorriam há uma década em várias regiões do país.

Entre os signatários do acordo de paz estavam os grupos pertencentes à Frente Revolucionária (incluindo o Manaui MLS), que surgiu em 2011 para enfrentar o regime de Al-Bashir, e outros movimentos armados, mas outros foram deixados de fora, como o Movimento de Libertação do Povo do Sudão/Sector Norte e o Movimento de Libertação do Sudão, presentes precisamente em Darfur.

Embora as negociações decorram com o primeiro desses grupos, a tensão continua alta em Darfur, palco de um conflito étnico brutal entre 2003 e 2008, principalmente devido à violência entre tribos árabes e africanas.

Em cumprimento ao acordo de paz de Fevereiro passado, seis membros dos grupos rebeldes também aderiram ao governo.

Minni Arco Manaui, chefe de um dos ramos do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), foi nomeado para o cargo, como previa o pacto assinado na capital do Sudão do Sul, Juba, em 03 de Outubro de 2020, disse a presidência do Conselho de Ministros em comunicado.

No documento também ficou acordado o restabelecimento do sistema de governo federal com base em oito regiões, em vez dos actuais 18 estados.

No entanto, o cargo de Manaui, o primeiro a ser nomeado governador regional, por enquanto está vazio de conteúdo, pois a nova estrutura territorial ainda não foi adoptada, uma vez que essas regiões continuam ainda por delimitar.

Também está pendente da aprovação uma lei que determina os poderes e atribuições dos respectivos governadores e de outros níveis de governo.

O acordo de paz de Juba entre o governo de transição sudanês, que mantém as rédeas do país desde a queda do ditador Omar al-Bashir, em Abril de 2019, e os principais grupos rebeldes armados do país abriu a porta à resolução dos conflitos que ocorriam há uma década em várias regiões do país.

Entre os signatários do acordo de paz estavam os grupos pertencentes à Frente Revolucionária (incluindo o Manaui MLS), que surgiu em 2011 para enfrentar o regime de Al-Bashir, e outros movimentos armados, mas outros foram deixados de fora, como o Movimento de Libertação do Povo do Sudão/Sector Norte e o Movimento de Libertação do Sudão, presentes precisamente em Darfur.

Embora as negociações decorram com o primeiro desses grupos, a tensão continua alta em Darfur, palco de um conflito étnico brutal entre 2003 e 2008, principalmente devido à violência entre tribos árabes e africanas.

Em cumprimento ao acordo de paz de Fevereiro passado, seis membros dos grupos rebeldes também aderiram ao governo.