Guiné Equatorial: Oposição critica acções contra Londres e França

Malabo - O principal partido da oposição na Guiné Equatorial criticou a "atitude irresponsável" do Governo, por encerrar a sua embaixada em Londres, acusando o executivo de conduzir "uma campanha absurda de hostilidade contra a França".

O Convergência para a Democracia Social (CPDS), um dos poucos partidos da oposição autorizados a falar, mas cujos líderes passam regularmente tempo na prisão, "não pode permanecer em silêncio, perante a gravidade dos factos e a atitude irresponsável do Governo da Guiné Equatorial", afirmou numa declaração.

"Para o CPDS, tanto a decisão do Governo britânico, como a sentença do Tribunal de Cassação em Paris, são dirigidas contra Teodoro Nguema Obiang como cidadão, e não são dirigidas" contra a Guiné Equatorial, prossegue a declaração.

Teodoro Nguema Obiang Mangue, conhecido como 'Teodorin', vice-Presidente deste país centro-africano foi alvo de sanções em 23 de Julho por Londres, nomeadamente pela "apropriação indevida de fundos públicos".

As medidas incluem o congelamento de bens e a proibição de entrada no Reino Unido. Em retaliação, as autoridades equato-guineenses anunciaram na segunda-feira o encerramento da sua embaixada em Londres.

O sistema judicial francês também rejeitou na quarta-feira o recurso do vice-Presidente no processo sobre "lucros obtidos ilegalmente".

A sua condenação pelo tribunal de recurso de Paris, em Fevereiro de 2020, a três anos de prisão, com pena suspensa, uma multa de 30 milhões de euros e o confisco de todos os seus bens apreendidos por "lavagem de bens sociais, desvio de fundos públicos e quebra de confiança", entre 1997 e 2011, é, portanto, definitiva.

O Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE, no poder), indignou-se com a decisão da justiça francesa, que considerou "tendenciosa e discriminatória" e que procura "humilhar o povo da Guiné Equatorial".

O partido referiu-se a "uma farsa judicial", que se assemelha a "um plano neocolonial concebido ao milímetro pela República francesa, num desejo nostálgico inextinguível de continuar a torturar e a espoliar o povo africano".

Na sequência da decisão, 'Teodorin' ameaçou na quinta-feira encerrar a embaixada francesa na Guiné Equatorial.

Antiga colónia espanhola, governada há 42 anos por Teodoro Obiang, a Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014.

 

O Convergência para a Democracia Social (CPDS), um dos poucos partidos da oposição autorizados a falar, mas cujos líderes passam regularmente tempo na prisão, "não pode permanecer em silêncio, perante a gravidade dos factos e a atitude irresponsável do Governo da Guiné Equatorial", afirmou numa declaração.

"Para o CPDS, tanto a decisão do Governo britânico, como a sentença do Tribunal de Cassação em Paris, são dirigidas contra Teodoro Nguema Obiang como cidadão, e não são dirigidas" contra a Guiné Equatorial, prossegue a declaração.

Teodoro Nguema Obiang Mangue, conhecido como 'Teodorin', vice-Presidente deste país centro-africano foi alvo de sanções em 23 de Julho por Londres, nomeadamente pela "apropriação indevida de fundos públicos".

As medidas incluem o congelamento de bens e a proibição de entrada no Reino Unido. Em retaliação, as autoridades equato-guineenses anunciaram na segunda-feira o encerramento da sua embaixada em Londres.

O sistema judicial francês também rejeitou na quarta-feira o recurso do vice-Presidente no processo sobre "lucros obtidos ilegalmente".

A sua condenação pelo tribunal de recurso de Paris, em Fevereiro de 2020, a três anos de prisão, com pena suspensa, uma multa de 30 milhões de euros e o confisco de todos os seus bens apreendidos por "lavagem de bens sociais, desvio de fundos públicos e quebra de confiança", entre 1997 e 2011, é, portanto, definitiva.

O Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE, no poder), indignou-se com a decisão da justiça francesa, que considerou "tendenciosa e discriminatória" e que procura "humilhar o povo da Guiné Equatorial".

O partido referiu-se a "uma farsa judicial", que se assemelha a "um plano neocolonial concebido ao milímetro pela República francesa, num desejo nostálgico inextinguível de continuar a torturar e a espoliar o povo africano".

Na sequência da decisão, 'Teodorin' ameaçou na quinta-feira encerrar a embaixada francesa na Guiné Equatorial.

Antiga colónia espanhola, governada há 42 anos por Teodoro Obiang, a Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014.