Jornalista crítico do presidente da República do Congo libertado

Brazaville - O director de um semanário satírico crítico do Presidente da República do Congo, Raymond Malonga, que tinha sido condenado a seis meses de prisão por difamação em Maio, foi hoje libertado.

"Estou aliviado por deixar a prisão, mas estou doente porque sofro de hipertensão", disse Raymond Malonga, 60 anos, citado pela agência France-Presse.

"As condições de detenção são realmente deploráveis (...) vou descansar um pouco antes de voltar ao trabalho", acrescentou o jornalista, que segundo a agência francesa estava "visivelmente cansado".

A libertação de Malonga foi assistida por vários líderes de organizações de defesa dos direitos humanos que tinham viajado para a prisão central de Brazzaville para assistir à sua capital.

Malonga é o director do semanário satírico 'Sel-Piment', e foi condenado por difamação de Georgette Okemba, mulher do almirante Jean-Dominique Okemba, conselheiro especial do Presidente Denis Sassou Nguesso, acusando-a de desviar um bilião de francos cfa, o equivalente a 1,5 milhões de euros, do erário público.

Foi detido no início de Fevereiro num hospital onde estava a receber tratamento e foi levado directamente para uma prisão, tendo, antes disso, o jornal sido suspenso indefinidamente pelo Conselho Superior para a Liberdade de Comunicação, chefiado por Philippe Mvouo, antigo ministro e membro do Partido Trabalhista Congolês (PCT), no poder.

Malonga tinha sido também multado em 30 milhões de francos cfa (cerca de 45 mil euros), que deve pagar no prazo de quatro meses, segundo a família.

A República do Congo ficou em 118.º lugar entre 180 países no índice de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em 2020.

"Estou aliviado por deixar a prisão, mas estou doente porque sofro de hipertensão", disse Raymond Malonga, 60 anos, citado pela agência France-Presse.

"As condições de detenção são realmente deploráveis (...) vou descansar um pouco antes de voltar ao trabalho", acrescentou o jornalista, que segundo a agência francesa estava "visivelmente cansado".

A libertação de Malonga foi assistida por vários líderes de organizações de defesa dos direitos humanos que tinham viajado para a prisão central de Brazzaville para assistir à sua capital.

Malonga é o director do semanário satírico 'Sel-Piment', e foi condenado por difamação de Georgette Okemba, mulher do almirante Jean-Dominique Okemba, conselheiro especial do Presidente Denis Sassou Nguesso, acusando-a de desviar um bilião de francos cfa, o equivalente a 1,5 milhões de euros, do erário público.

Foi detido no início de Fevereiro num hospital onde estava a receber tratamento e foi levado directamente para uma prisão, tendo, antes disso, o jornal sido suspenso indefinidamente pelo Conselho Superior para a Liberdade de Comunicação, chefiado por Philippe Mvouo, antigo ministro e membro do Partido Trabalhista Congolês (PCT), no poder.

Malonga tinha sido também multado em 30 milhões de francos cfa (cerca de 45 mil euros), que deve pagar no prazo de quatro meses, segundo a família.

A República do Congo ficou em 118.º lugar entre 180 países no índice de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em 2020.