Líder sindical cabo-verdiano morre vítima da covid-19

Praia – O presidente do Sindicato das Instituições Financeira (STIF) de Cabo Verde, Aníbal Borges, morreu domingo aos 62 anos de idade, vítima da covid-19, anunciou nesta segunda-feira a organização sindical.

Aníbal Borges morreu, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, onde se encontrava internado na unidade de cuidados intensivos por causa covid-19, segundo a mesma fonte.


Ele era também o coordenador da Plataforma Sindical que reúne 12 sindicatos da família da União dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTC-CS).
 
Em nota, o STIF considera que a morte de Aníbal Borges representa “uma grande perda para o Movimento Sindical Cabo-verdiano, com destaque para a Família da UNTC-CS, em particular para o Sindicato das Instituições Financeiras”, que é um dos mais bem organizados do país.


A fonte revela ainda que mesmo doente em casa, o sindicalista insistiu que a sua última mensagem dirigida aos trabalhadores do STIF saísse antes do 1º de maio na Revista «A Voz do STIF», que foi posta a circular no dia 28 de abril, quatro dias antes da sua morte.


Nela, Aníbal Borges apelava aos trabalhadores para aproveitarem esta data para refletirem e darem um sinal de que esperam um ano de 2021 diferente e de respeito pelos direitos humanos e obviamente dos direitos dos trabalhadores, “que infelizmente vêm sendo ameaçados e condicionados conforme as conveniências dos poderes económicos e políticos instalados”.


“Comemoramos mais um dia internacional dos trabalhadores, o 1º de Maio, numa conjuntura extremamente difícil para os trabalhadores, a nível mundial, tendo em conta a pandemia da covid-19 que se arrasta desde o ano de 2020 com tendência para agravamento com a nova vaga, que continua a ceifar vidas humanas.
 
“A nível nacional, os trabalhadores que já vinham sofrendo com a situação de congelamento dos salários, há vários anos, e a consequente redução do seu poder compra veio a agravar-se com a pandemia da covid-19, uma vez que esta veio reduzir os rendimentos das famílias que passaram a auferir um salário inferior, em consequência do lay-off para alguns e a perda do emprego para outros.


“Mas também trouxe custos adicionais para os trabalhadores que passaram a suportar despesas que numa situação normal eram suportadas pelo empregador”, referiu.


Numa mensagem assinada pela sua secretária-geral, Joaquina Almeida, a UNTC-CS manifestou, segunda-feira, “profunda dor e consternação” pela morte do sindicalista Aníbal Borges, afirmando que o seu passamento representa uma “perda irreparável” para o movimento sindical cabo-verdiano.
Joaquina Almeida afirmou que Aníbal Borges foi um dos sindicalistas mais destacados na área sindical cabo-verdiana e fez parte de toda a trajetória da organização ao longo da segunda República.


Ela recorda ainda que o falecido sindicalista  foi membro do Conselho Nacional da UNTC-CS, órgão máximo entre os dois congressos e presidente do STIF (filiado na maior central sindical cabo-verdiana).


Também  colegas sindicalistas que mais conviveram com ele, casos de Manuel Varela (vice-presidente do STIF), Eliseu Tavares (presidente de SICAP), Jorge Cardoso (presidente do SINDEP), assinalaram que “morreu um sindicalista convicto, um homem de fino trato e amigo de toda a gente em todas as horas. Mas, segundo eles, a sua obra continua.

 

Aníbal Borges morreu, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, onde se encontrava internado na unidade de cuidados intensivos por causa covid-19, segundo a mesma fonte.


Ele era também o coordenador da Plataforma Sindical que reúne 12 sindicatos da família da União dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTC-CS).
 
Em nota, o STIF considera que a morte de Aníbal Borges representa “uma grande perda para o Movimento Sindical Cabo-verdiano, com destaque para a Família da UNTC-CS, em particular para o Sindicato das Instituições Financeiras”, que é um dos mais bem organizados do país.


A fonte revela ainda que mesmo doente em casa, o sindicalista insistiu que a sua última mensagem dirigida aos trabalhadores do STIF saísse antes do 1º de maio na Revista «A Voz do STIF», que foi posta a circular no dia 28 de abril, quatro dias antes da sua morte.


Nela, Aníbal Borges apelava aos trabalhadores para aproveitarem esta data para refletirem e darem um sinal de que esperam um ano de 2021 diferente e de respeito pelos direitos humanos e obviamente dos direitos dos trabalhadores, “que infelizmente vêm sendo ameaçados e condicionados conforme as conveniências dos poderes económicos e políticos instalados”.


“Comemoramos mais um dia internacional dos trabalhadores, o 1º de Maio, numa conjuntura extremamente difícil para os trabalhadores, a nível mundial, tendo em conta a pandemia da covid-19 que se arrasta desde o ano de 2020 com tendência para agravamento com a nova vaga, que continua a ceifar vidas humanas.
 
“A nível nacional, os trabalhadores que já vinham sofrendo com a situação de congelamento dos salários, há vários anos, e a consequente redução do seu poder compra veio a agravar-se com a pandemia da covid-19, uma vez que esta veio reduzir os rendimentos das famílias que passaram a auferir um salário inferior, em consequência do lay-off para alguns e a perda do emprego para outros.


“Mas também trouxe custos adicionais para os trabalhadores que passaram a suportar despesas que numa situação normal eram suportadas pelo empregador”, referiu.


Numa mensagem assinada pela sua secretária-geral, Joaquina Almeida, a UNTC-CS manifestou, segunda-feira, “profunda dor e consternação” pela morte do sindicalista Aníbal Borges, afirmando que o seu passamento representa uma “perda irreparável” para o movimento sindical cabo-verdiano.
Joaquina Almeida afirmou que Aníbal Borges foi um dos sindicalistas mais destacados na área sindical cabo-verdiana e fez parte de toda a trajetória da organização ao longo da segunda República.


Ela recorda ainda que o falecido sindicalista  foi membro do Conselho Nacional da UNTC-CS, órgão máximo entre os dois congressos e presidente do STIF (filiado na maior central sindical cabo-verdiana).


Também  colegas sindicalistas que mais conviveram com ele, casos de Manuel Varela (vice-presidente do STIF), Eliseu Tavares (presidente de SICAP), Jorge Cardoso (presidente do SINDEP), assinalaram que “morreu um sindicalista convicto, um homem de fino trato e amigo de toda a gente em todas as horas. Mas, segundo eles, a sua obra continua.