Mais de 500 civis mortos desde o início do ano na região do Sahel

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Washington - Mais de 500 civis foram mortos na região africana do Sahel desde o início do ano em ataques de grupos 'jihadistas', denunciou hoje a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW).

"O epicentro do agravamento da violência é a porosa região das três fronteiras do Burkina Faso, Mali e Níger", segundo disse, em comunicado, Corinne Dufka, directora para a África Ocidental daquela organização de defesa dos direitos humanos.

"Os civis foram mortos enquanto cuidavam do seu gado, participavam em cerimónias religiosas, bebiam chá ou dormiam nas suas casas", acrescentou Dufka.

O comunicado da HRW surge na sequência do ataque mais mortífero da história recente do Burkina Faso, que ocorreu no início da manhã de sábado na cidade de Solhan, matando pelo menos 160 pessoas.

"Entre as vítimas estavam pelo menos oito crianças", disse a HRW, adiantando que o ataque eleva para "mais de quinhentos o número de civis mortos por grupos islamitas armados no Sahel desde o início de 2021", de acordo com uma investigação.

Os grupos 'jihadistas' "devem parar os seus ataques ilegais" e, ao mesmo tempo, as forças de segurança na região, "que cometeram numerosos abusos contra suspeitos detidos e comunidades que se acredita apoiarem grupos islamitas, devem reconhecer que as atrocidades cometidas pelos seus opositores nunca justificam os seus próprios crimes", exigiu Dufka.

Acrescentou, por outro lado, que as forças de segurança locais, juntamente com as forças internacionais destacadas na região para a luta contra o terrorismo, "devem fazer mais para proteger as comunidades vulneráveis no Sahel".

"O epicentro do agravamento da violência é a porosa região das três fronteiras do Burkina Faso, Mali e Níger", segundo disse, em comunicado, Corinne Dufka, directora para a África Ocidental daquela organização de defesa dos direitos humanos.

"Os civis foram mortos enquanto cuidavam do seu gado, participavam em cerimónias religiosas, bebiam chá ou dormiam nas suas casas", acrescentou Dufka.

O comunicado da HRW surge na sequência do ataque mais mortífero da história recente do Burkina Faso, que ocorreu no início da manhã de sábado na cidade de Solhan, matando pelo menos 160 pessoas.

"Entre as vítimas estavam pelo menos oito crianças", disse a HRW, adiantando que o ataque eleva para "mais de quinhentos o número de civis mortos por grupos islamitas armados no Sahel desde o início de 2021", de acordo com uma investigação.

Os grupos 'jihadistas' "devem parar os seus ataques ilegais" e, ao mesmo tempo, as forças de segurança na região, "que cometeram numerosos abusos contra suspeitos detidos e comunidades que se acredita apoiarem grupos islamitas, devem reconhecer que as atrocidades cometidas pelos seus opositores nunca justificam os seus próprios crimes", exigiu Dufka.

Acrescentou, por outro lado, que as forças de segurança locais, juntamente com as forças internacionais destacadas na região para a luta contra o terrorismo, "devem fazer mais para proteger as comunidades vulneráveis no Sahel".