Mali/Eleições: Presidenciais e legislativas marcadas para 27 de Fevereiro de 2022

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Bamako - A primeira volta das eleições presidenciais e legislativas no Mali será a 27 de Fevereiro de 2022, conforme o calendário prometido à comunidade internacional pelos militares após o golpe de Estado de Agosto de 2020, anunciou hoje o Governo.

Esta dupla votação é "no estrito quadro do respeito pela duração da transição, ou seja, 18 meses", disse à imprensa o ministro da Administração Territorial, tenente-coronel Abboulaye Maiga.

A segunda ronda terá lugar em Março de 2022, provavelmente em 13 e 20 de Março, referiu Abdoulaye Maiga, em conferência de imprensa.

As eleições presidenciais e legislativas serão precedidas, a 31 de Outubro, de um referendo que deverá permitir uma revisão da Constituição, há muito prometida, mas nunca posta em prática.

"Esta data tem em conta o tempo necessário (a partir de Abril) para realizar consultas, elaborar o projecto de Constituição, adoptá-lo pelo Conselho Nacional de Transição (CNT, que actua como parlamento), e, finalmente, adoptá-lo por referendo", explicou Maiga.

Estão também previstas eleições regionais e locais para 26 de Dezembro, disse o ministro.

O anúncio da realização destas eleições dentro do calendário previsto tem sido objecto de muitos debates em Bamako, particularmente sobre a capacidade ou vontade de as organizar pelas autoridades de transição, dominadas pelos militares.

Sob pressão internacional, os coronéis que derrubaram o antigo presidente, Ibrahim Boubacar Keita, em 18 de Agosto de 2020, criaram órgãos de transição (presidência, primeiro-ministro e governo, órgão legislativo) em Setembro-Outubro do ano passado e comprometeram-se a entregar o poder a líderes civis, eleitos no prazo de 18 meses.

Em Fevereiro, no seu discurso de política geral, o primeiro-ministro do governo de transição, Moctar Ouane, disse, perante o CNT, chefiado por um líder golpista militar, que seriam "implementados todos os meios para organizar, dentro do prazo acordado, eleições livres e transparentes".

Esta dupla votação é "no estrito quadro do respeito pela duração da transição, ou seja, 18 meses", disse à imprensa o ministro da Administração Territorial, tenente-coronel Abboulaye Maiga.

A segunda ronda terá lugar em Março de 2022, provavelmente em 13 e 20 de Março, referiu Abdoulaye Maiga, em conferência de imprensa.

As eleições presidenciais e legislativas serão precedidas, a 31 de Outubro, de um referendo que deverá permitir uma revisão da Constituição, há muito prometida, mas nunca posta em prática.

"Esta data tem em conta o tempo necessário (a partir de Abril) para realizar consultas, elaborar o projecto de Constituição, adoptá-lo pelo Conselho Nacional de Transição (CNT, que actua como parlamento), e, finalmente, adoptá-lo por referendo", explicou Maiga.

Estão também previstas eleições regionais e locais para 26 de Dezembro, disse o ministro.

O anúncio da realização destas eleições dentro do calendário previsto tem sido objecto de muitos debates em Bamako, particularmente sobre a capacidade ou vontade de as organizar pelas autoridades de transição, dominadas pelos militares.

Sob pressão internacional, os coronéis que derrubaram o antigo presidente, Ibrahim Boubacar Keita, em 18 de Agosto de 2020, criaram órgãos de transição (presidência, primeiro-ministro e governo, órgão legislativo) em Setembro-Outubro do ano passado e comprometeram-se a entregar o poder a líderes civis, eleitos no prazo de 18 meses.

Em Fevereiro, no seu discurso de política geral, o primeiro-ministro do governo de transição, Moctar Ouane, disse, perante o CNT, chefiado por um líder golpista militar, que seriam "implementados todos os meios para organizar, dentro do prazo acordado, eleições livres e transparentes".