Marrocos: Governo processa consórcio e Amnistia por  difamação

  • Bandeira de Marrocos
Rabat - O Governo de Marrocos, acusado de ter recorrido ao programa informático de espionagem Pegasus, decidiu processar por difamação a Amnistia Internacional e Forbidden Stories perante o tribunal criminal de Paris, anunciou quinta-feira o seu advogado.

"O reino de Marrocos e o seu embaixador em França, Chakib Benmoussa, mandatou o advogado Olivier Baratelli para apresentar, a partir desta quinta-feira, duas citações directas por difamação" contra estas duas organizações, na origem de revelações desde domingo sobre os clientes deste programa.

Uma primeira audiência processual está prevista para 08 de Outubro perante a câmara especializada em direito de imprensa, mas o processo não deverá decorrer antes de cerca de dois anos.

"O Estado marroquino entendeu no imediato recorrer à justiça francesa por desejar que sejam totalmente esclarecidas as falsas afirmações destas duas organizações que avançam elementos sem a mínima prova concreta e demonstrada", acusou Baratelli em comunicado enviado à agência noticiosa AFP.

"O Estado marroquino considera enfrentar um novo caso e que o passado já demonstrou amplamente que pode extrair conclusões falsas dessas práticas", acrescentou o advogado, ao lamentar um "processo de intenção mediática, infundado e visivelmente destinado a desestabilizar a relação diplomática profunda entre Marrocos e a França".

O reino alauita "não pretende deixar impunes as diversas mentiras e as 'fake news' propagadas nos últimos dias".

Desde segunda-feira que o Governo marroquino vem desmentindo a aquisição de "programas informáticos para infiltrar os aparelhos de comunicação".

De seguida, Rabat, ameaçou na quarta-feira "optar por uma iniciativa judicial, em Marrocos e no exterior, contra qualquer parte que reafirme estas alegações falaciosas".

Em paralelo, o procurador-geral marroquino anunciou na quarta-feira a "instauração de um inquérito judicial sobre estas falsas alegações e acusações".

Este programa, concebido pela empresa israelita NSO, permite recuperar as mensagens, fotos, contactos, e activar à distância os microfones, após ser introduzido num “smartphone”.

As organizações Forbidden Stories e Amnistia Internacional obtiveram uma lista de 50.000 números de telefone, selecionados pelos clientes da NSO desde 2016 para serem potencialmente vigiados, e partilharam-nos com um consórcio de 17 “media” que no domingo revelaram a sua existência.

De acordo com a análise do consórcio mediático, a lista de alvos potenciais inclui os números de pelo menos 180 jornalistas, 600 homens e mulheres políticos, 85 activistas de direitos humanos ou ainda 65 responsáveis de empresas, com muitos localizados em Marrocos, Arábia Saudita ou no México.

Na terça-feira, o diário Le Monde e a Radio France, membros do consórcio, revelaram que uma linha de telefone do Presidente francês estava incluída nos "números seleccionados por um serviço de segurança do Estado marroquino (...) para uma potencial pirataria".

Segundo os “media”, o antigo primeiro-ministro Edouard Philippe, 14 membros do Governo, incluindo Jean-Yves Le Drian (Negócios Estrangeiros) e Gérald Darmanin (Interior), para além de antigos ministros e responsáveis políticos também estão incluídos nesta lista.

"O reino de Marrocos e o seu embaixador em França, Chakib Benmoussa, mandatou o advogado Olivier Baratelli para apresentar, a partir desta quinta-feira, duas citações directas por difamação" contra estas duas organizações, na origem de revelações desde domingo sobre os clientes deste programa.

Uma primeira audiência processual está prevista para 08 de Outubro perante a câmara especializada em direito de imprensa, mas o processo não deverá decorrer antes de cerca de dois anos.

"O Estado marroquino entendeu no imediato recorrer à justiça francesa por desejar que sejam totalmente esclarecidas as falsas afirmações destas duas organizações que avançam elementos sem a mínima prova concreta e demonstrada", acusou Baratelli em comunicado enviado à agência noticiosa AFP.

"O Estado marroquino considera enfrentar um novo caso e que o passado já demonstrou amplamente que pode extrair conclusões falsas dessas práticas", acrescentou o advogado, ao lamentar um "processo de intenção mediática, infundado e visivelmente destinado a desestabilizar a relação diplomática profunda entre Marrocos e a França".

O reino alauita "não pretende deixar impunes as diversas mentiras e as 'fake news' propagadas nos últimos dias".

Desde segunda-feira que o Governo marroquino vem desmentindo a aquisição de "programas informáticos para infiltrar os aparelhos de comunicação".

De seguida, Rabat, ameaçou na quarta-feira "optar por uma iniciativa judicial, em Marrocos e no exterior, contra qualquer parte que reafirme estas alegações falaciosas".

Em paralelo, o procurador-geral marroquino anunciou na quarta-feira a "instauração de um inquérito judicial sobre estas falsas alegações e acusações".

Este programa, concebido pela empresa israelita NSO, permite recuperar as mensagens, fotos, contactos, e activar à distância os microfones, após ser introduzido num “smartphone”.

As organizações Forbidden Stories e Amnistia Internacional obtiveram uma lista de 50.000 números de telefone, selecionados pelos clientes da NSO desde 2016 para serem potencialmente vigiados, e partilharam-nos com um consórcio de 17 “media” que no domingo revelaram a sua existência.

De acordo com a análise do consórcio mediático, a lista de alvos potenciais inclui os números de pelo menos 180 jornalistas, 600 homens e mulheres políticos, 85 activistas de direitos humanos ou ainda 65 responsáveis de empresas, com muitos localizados em Marrocos, Arábia Saudita ou no México.

Na terça-feira, o diário Le Monde e a Radio France, membros do consórcio, revelaram que uma linha de telefone do Presidente francês estava incluída nos "números seleccionados por um serviço de segurança do Estado marroquino (...) para uma potencial pirataria".

Segundo os “media”, o antigo primeiro-ministro Edouard Philippe, 14 membros do Governo, incluindo Jean-Yves Le Drian (Negócios Estrangeiros) e Gérald Darmanin (Interior), para além de antigos ministros e responsáveis políticos também estão incluídos nesta lista.