Marrocos: ONG alerta para desaparecimento de 18 migrantes em naufrágio

  • Mapa do Marrocos
Rabat - Pelo menos 18 migrantes estão desaparecidos desde o naufrágio da embarcação em que viajavam ao largo da costa de Tarfaya, no extremo sul de Marrocos, após uma tentativa frustrada de alcançar as ilhas Canárias.

Segundo alertou, quinta-feira, a porta-voz do colectivo de defesa dos migrantes Caminando Fronteras, Helena Maleno, a embarcação virou devido às ondas na quarta-feira, perto da praia de Tarfaya, numa "zona rochosa onde o oceano embate com muita força".

Uma sobrevivente relatou à Caminando Fronteras que na embarcação seguiam 58 pessoas, entre as quais 16 mulheres e um menino de três anos.

"O mar atingia-nos uma e outra vez. Tentámos que o motor arrancasse, mas não funcionava. As ondas levavam as pessoas e uma delas arrancou-me o meu menino", descreveu a sobrevivente, mãe da criança de três anos que estava na embarcação, segundo Maleno.

Outro sobrevivente contou à organização não-governamental (ONG) que alguns sobreviventes ligaram à sua embaixada que, por sua vez, contactou a Guarda Real Marroquina, que deteve aqueles que sobreviveram.

As autoridades marroquinas não se pronunciaram até agora sobre o sucedido, e é provável que não o façam, já que, na maioria das vezes, estes acidentes ocorrem sem que haja uma comunicação oficial.

 

Segundo alertou, quinta-feira, a porta-voz do colectivo de defesa dos migrantes Caminando Fronteras, Helena Maleno, a embarcação virou devido às ondas na quarta-feira, perto da praia de Tarfaya, numa "zona rochosa onde o oceano embate com muita força".

Uma sobrevivente relatou à Caminando Fronteras que na embarcação seguiam 58 pessoas, entre as quais 16 mulheres e um menino de três anos.

"O mar atingia-nos uma e outra vez. Tentámos que o motor arrancasse, mas não funcionava. As ondas levavam as pessoas e uma delas arrancou-me o meu menino", descreveu a sobrevivente, mãe da criança de três anos que estava na embarcação, segundo Maleno.

Outro sobrevivente contou à organização não-governamental (ONG) que alguns sobreviventes ligaram à sua embaixada que, por sua vez, contactou a Guarda Real Marroquina, que deteve aqueles que sobreviveram.

As autoridades marroquinas não se pronunciaram até agora sobre o sucedido, e é provável que não o façam, já que, na maioria das vezes, estes acidentes ocorrem sem que haja uma comunicação oficial.