Moçambique adquire apoio militar privado para combater terrorismo

  • Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi (Foto arquivo)
Maputo - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, ordenou a contratação das empresas sul-africanas de defesa Paramount e Dyck Advisory Group para fornecer apoio militar terrestre e aéreo no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, noticiou hoje a Africa Intelligence.

No âmbito do negócio, refere a mesma fonte, as duas empresas sul-africanas vão reforçar "substancialmente" a capacidade militar das Forças Armadas de Moçambique (FADM) e da Polícia da República de Moçambique (PRM) no âmbito de contratos negociados "pessoalmente" com o chefe de Estado moçambicano.

Nesse sentido, a publicação adianta que a sul-africana Paramount, que segundo fontes da defesa sul-africanas entregou no passado mês de Novembro cinco veículos militares de combate Marauder às FADM, em Cabo Delgado, "está a capacitar militares moçambicanos no manuseamento dos veículos nos arredores da capital moçambicana" e a preparar a entrega a Maputo de "mais sete veículos [Marauder]".

A Africa Intelligence escreve que "o negócio com a Paramount negociado pessoalmente por Nyusi e pelo seu ministro da defesa Jaime Neto, com o director da empresa Eric Ichikowitz, o filho mais novo do fundador Ivor Ichikowitz, abrange também o fornecimento de quatro helicópteros do tipo Gazelle, actualmente a serem adaptados na África do Sul para entrega em Fevereiro do próximo ano, para dar apoio militar aéreo à Forças Armadas moçambicanas em operações de contra-insurgência no norte do país".

Além disso, está em curso uma acção de formação de 15 pilotos de combate moçambicanos, sob orientação de especialistas veteranos da antiga Força de Defesa Sul Africana (SADF, sigla em inglês), na Academia Técnica de Formação da Paramount sediada no aeroporto internacional de Polokwane, nordeste da África do Sul, adianta a publicação.

Por seu lado, o ex-militar rodesiano Lionel Dyck do Dyck Advisory Group (DAG, sigla em inglês), renovou o contrato com o comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, para continuar a prestar apoio militar aéreo que tem vindo a realizar desde Abril, salienta.

De acordo com a Africa Intelligence, Lionel Dyck conta também com a assistência do fornecedor de equipamento militar Panzer Logistics e da consultora de segurança internacional STTEP International, uma empresa do sul-africano Eeben Barlow, que na década de 1990 criou a Executive Outcomes (EO), a primeira empresa privada de segurança militar em África.

A província de Cabo Delgado, onde avança actualmente o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

 

No âmbito do negócio, refere a mesma fonte, as duas empresas sul-africanas vão reforçar "substancialmente" a capacidade militar das Forças Armadas de Moçambique (FADM) e da Polícia da República de Moçambique (PRM) no âmbito de contratos negociados "pessoalmente" com o chefe de Estado moçambicano.

Nesse sentido, a publicação adianta que a sul-africana Paramount, que segundo fontes da defesa sul-africanas entregou no passado mês de Novembro cinco veículos militares de combate Marauder às FADM, em Cabo Delgado, "está a capacitar militares moçambicanos no manuseamento dos veículos nos arredores da capital moçambicana" e a preparar a entrega a Maputo de "mais sete veículos [Marauder]".

A Africa Intelligence escreve que "o negócio com a Paramount negociado pessoalmente por Nyusi e pelo seu ministro da defesa Jaime Neto, com o director da empresa Eric Ichikowitz, o filho mais novo do fundador Ivor Ichikowitz, abrange também o fornecimento de quatro helicópteros do tipo Gazelle, actualmente a serem adaptados na África do Sul para entrega em Fevereiro do próximo ano, para dar apoio militar aéreo à Forças Armadas moçambicanas em operações de contra-insurgência no norte do país".

Além disso, está em curso uma acção de formação de 15 pilotos de combate moçambicanos, sob orientação de especialistas veteranos da antiga Força de Defesa Sul Africana (SADF, sigla em inglês), na Academia Técnica de Formação da Paramount sediada no aeroporto internacional de Polokwane, nordeste da África do Sul, adianta a publicação.

Por seu lado, o ex-militar rodesiano Lionel Dyck do Dyck Advisory Group (DAG, sigla em inglês), renovou o contrato com o comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, para continuar a prestar apoio militar aéreo que tem vindo a realizar desde Abril, salienta.

De acordo com a Africa Intelligence, Lionel Dyck conta também com a assistência do fornecedor de equipamento militar Panzer Logistics e da consultora de segurança internacional STTEP International, uma empresa do sul-africano Eeben Barlow, que na década de 1990 criou a Executive Outcomes (EO), a primeira empresa privada de segurança militar em África.

A província de Cabo Delgado, onde avança actualmente o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.