Moçambique: Confrontos paralisam equipas no megaprojecto de gás

  • Bandeira de Mocambique
Maputo - Trabalhadores do megaprojecto de gás natural em Cabo Delgado, norte de Moçambique, foram aconselhados a ficar em casa na terça-feira e hoje, após um ataque a uma aldeia próxima da área de obras.

De acordo com testemunhos ouvidos pela Lusa na vila de Palma (adjacente ao megaprojecto), apenas pequenos autocarros, transportando trabalhadores das obras do porto de Afungi - local de implantação da zona industrial de processamento de gás - têm circulado, com escolta militar.

As restantes equipas de outros empreiteiros que ali laboram noutras infraestruturas, num total que ascende a centenas de pessoas, deixaram de circular desde terça-feira e hoje continuaram paralisadas, acrescentaram as mesmas fontes.

Segundo uma outra fonte, foram adiadas reuniões na área do megaprojecto, devido a restrições de segurança.

As medidas surgem depois de, na segunda-feira à tarde, um grupo de rebeldes ter atacado Mute, povoação a menos de 25 quilómetros do recinto de construção da Área 1, consórcio liderado pela petrolífera francesa Total.

Já noutras ocasiões, nos últimos três anos, as obras daquele que é o maior investimento privado em curso em África - a rondar os 20 mil milhões de euros - têm sido suspensas temporariamente devido a ataques nas proximidades.

A Lusa tentou obter esclarecimentos junta da Total, mas sem resposta até ao momento.

A 24 de Agosto, a Total anunciou uma revisão do memorando de entendimento com o Governo moçambicano para a operacionalização de uma força conjunta para proteção do projeto.

Em esclarecimentos à Lusa, a petrolífera francesa referiu que "a revisão do memorando de segurança reflecte o aumento das atividades na fase de construção e a mobilização de uma maior força de trabalho".

A construção do projecto da Área 1 deverá estar terminada até 2024, ano para o qual está previsto o início de produção.

De acordo com fontes locais, os insurgentes que entraram a matar na aldeia de Mute enfrentaram uma resposta das forças moçambicanas com apoio de helicópteros.

Desconhece-se o número de baixas militares ou civis na sequência deste ataque.

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) repeliram os rebeldes.

Os confrontos deram origem a nova fuga generalizada da população de Mute e aldeias vizinhas em direcção a Palma e Afungi.

Hoje continua a verificar-se esse movimento de população, a pé, relatou fonte local à Lusa.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019.

De acordo com testemunhos ouvidos pela Lusa na vila de Palma (adjacente ao megaprojecto), apenas pequenos autocarros, transportando trabalhadores das obras do porto de Afungi - local de implantação da zona industrial de processamento de gás - têm circulado, com escolta militar.

As restantes equipas de outros empreiteiros que ali laboram noutras infraestruturas, num total que ascende a centenas de pessoas, deixaram de circular desde terça-feira e hoje continuaram paralisadas, acrescentaram as mesmas fontes.

Segundo uma outra fonte, foram adiadas reuniões na área do megaprojecto, devido a restrições de segurança.

As medidas surgem depois de, na segunda-feira à tarde, um grupo de rebeldes ter atacado Mute, povoação a menos de 25 quilómetros do recinto de construção da Área 1, consórcio liderado pela petrolífera francesa Total.

Já noutras ocasiões, nos últimos três anos, as obras daquele que é o maior investimento privado em curso em África - a rondar os 20 mil milhões de euros - têm sido suspensas temporariamente devido a ataques nas proximidades.

A Lusa tentou obter esclarecimentos junta da Total, mas sem resposta até ao momento.

A 24 de Agosto, a Total anunciou uma revisão do memorando de entendimento com o Governo moçambicano para a operacionalização de uma força conjunta para proteção do projeto.

Em esclarecimentos à Lusa, a petrolífera francesa referiu que "a revisão do memorando de segurança reflecte o aumento das atividades na fase de construção e a mobilização de uma maior força de trabalho".

A construção do projecto da Área 1 deverá estar terminada até 2024, ano para o qual está previsto o início de produção.

De acordo com fontes locais, os insurgentes que entraram a matar na aldeia de Mute enfrentaram uma resposta das forças moçambicanas com apoio de helicópteros.

Desconhece-se o número de baixas militares ou civis na sequência deste ataque.

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) repeliram os rebeldes.

Os confrontos deram origem a nova fuga generalizada da população de Mute e aldeias vizinhas em direcção a Palma e Afungi.

Hoje continua a verificar-se esse movimento de população, a pé, relatou fonte local à Lusa.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019.