Moçambique quer ser livre de pobreza, terrorismo e resiliente no clima

  • Presidente de Moçambique e em Exercício da SADC, Filipe Nyusi
Maputo - O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, declarou hoje (segunda-feira), num evento da Organização das Nações Unidas (ONU), que o país quer ver-se livre de pobreza, discriminação, terrorismo e impactos negativos da covid-19, além de ser resiliente às mudanças climáticas.

"Pretendemos alcançar um país livre da pobreza, das desigualdades, da discriminação, resiliente às mudanças climáticas e livre de terrorismo e do impacto negativo da covid-19", declarou Filipe Nyusi, através de uma mensagem de vídeo.

O Presidente moçambicano foi um dos participantes do grupo de chefes de Estados africanos no evento virtual convocado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre objectivos de desenvolvimento sustentável (ODS).

O impacto da covid-19 "é visível" em Moçambique, além dos números diários de infecção e mortes, também pela "desaceleração da economia", declarou o Presidente, acrescentando que o Governo tomou medidas restritivas e de mitigação, além do plano nacional de preparação e resposta.

Entre as medidas, o chefe de Estado citou a isenção temporária do imposto sobre valor acrescentado em produtos essenciais, redução dos custos de energia e água aos produtos de tarifa social, relaxamento das condições para a reestruturação do crédito e alargamento de beneficiários dos programas de protecção social.

Segundo os dados mais recentes das autoridades, Moçambique contabiliza 1.903 mortes associadas à doença de covid-19 e 150.067 infetados acumulados desde o início da pandemia.

Apesar de desafios, incertezas e limitação de recursos financeiros, o Presidente de Moçambique reiterou o "compromisso inequívoco de implementar na sua plenitude os objectivos de desenvolvimento sustentável" e convidou a todos para trabalhar juntos rumo a um futuro de qualidade.

O chefe de Estado moçambicano destacou 17 áreas e ODS em que o país se comprometeu para uma avaliação sistemática, melhorias que quer ver implementadas até 2030, entre as quais na educação, água potável, erradicação da fome ou trabalho digno.

No sentido de erradicar a fome (ODS 2 da Agenda 2030), Nyusi destacou o programa de capacitação de pequenos agricultores "Sustenta", enquanto para a saúde e bem-estar da população (ODS 3), disse que a rede sanitária nacional tornou-se mais abrangente através do projecto "Um Distrito, Um Hospital".

Em termos de educação, o Presidente congratulou-se por um aumento das crianças que frequentam a escola e pelo aumento do uso das tecnologias de informação e comunicação.

Filipe Nyusi falou ainda da expansão do fornecimento de água potável às comunidades, no quadro do programa nacional "Água para a vida", e da promoção de investimentos, estímulo ao empreendedorismo e desenvolvimento de actividades para mais emprego.

Na abertura deste evento, intitulado "Momento ODS", o secretário-geral da ONU destacou a importância da união e cooperação para a recuperação mundial depois da pandemia de covid-19.

António Guterres pediu mais investimentos "em sistemas que apoiem o desenvolvimento humano - desde educação e protecção social universal até cuidados de saúde e empregos" e sublinhou que os governos devem colocar a população "em primeiro lugar" nos orçamentos e planos de recuperação.

 

"Pretendemos alcançar um país livre da pobreza, das desigualdades, da discriminação, resiliente às mudanças climáticas e livre de terrorismo e do impacto negativo da covid-19", declarou Filipe Nyusi, através de uma mensagem de vídeo.

O Presidente moçambicano foi um dos participantes do grupo de chefes de Estados africanos no evento virtual convocado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre objectivos de desenvolvimento sustentável (ODS).

O impacto da covid-19 "é visível" em Moçambique, além dos números diários de infecção e mortes, também pela "desaceleração da economia", declarou o Presidente, acrescentando que o Governo tomou medidas restritivas e de mitigação, além do plano nacional de preparação e resposta.

Entre as medidas, o chefe de Estado citou a isenção temporária do imposto sobre valor acrescentado em produtos essenciais, redução dos custos de energia e água aos produtos de tarifa social, relaxamento das condições para a reestruturação do crédito e alargamento de beneficiários dos programas de protecção social.

Segundo os dados mais recentes das autoridades, Moçambique contabiliza 1.903 mortes associadas à doença de covid-19 e 150.067 infetados acumulados desde o início da pandemia.

Apesar de desafios, incertezas e limitação de recursos financeiros, o Presidente de Moçambique reiterou o "compromisso inequívoco de implementar na sua plenitude os objectivos de desenvolvimento sustentável" e convidou a todos para trabalhar juntos rumo a um futuro de qualidade.

O chefe de Estado moçambicano destacou 17 áreas e ODS em que o país se comprometeu para uma avaliação sistemática, melhorias que quer ver implementadas até 2030, entre as quais na educação, água potável, erradicação da fome ou trabalho digno.

No sentido de erradicar a fome (ODS 2 da Agenda 2030), Nyusi destacou o programa de capacitação de pequenos agricultores "Sustenta", enquanto para a saúde e bem-estar da população (ODS 3), disse que a rede sanitária nacional tornou-se mais abrangente através do projecto "Um Distrito, Um Hospital".

Em termos de educação, o Presidente congratulou-se por um aumento das crianças que frequentam a escola e pelo aumento do uso das tecnologias de informação e comunicação.

Filipe Nyusi falou ainda da expansão do fornecimento de água potável às comunidades, no quadro do programa nacional "Água para a vida", e da promoção de investimentos, estímulo ao empreendedorismo e desenvolvimento de actividades para mais emprego.

Na abertura deste evento, intitulado "Momento ODS", o secretário-geral da ONU destacou a importância da união e cooperação para a recuperação mundial depois da pandemia de covid-19.

António Guterres pediu mais investimentos "em sistemas que apoiem o desenvolvimento humano - desde educação e protecção social universal até cuidados de saúde e empregos" e sublinhou que os governos devem colocar a população "em primeiro lugar" nos orçamentos e planos de recuperação.