ONU condenam incidentes de violência no parlamento da RDC

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Kinshasa - As Nações Unidas condenaram hoje os "incidentes violentos" desta semana no parlamento da República Democrática do Congo (RDCongo), onde apoiantes do Presidente, Felix Tshisekedi, procuram afastar a maioria parlamentar do partido do seu antecessor, Joseph Kabila.

A representante das Nações Unidas (ONU) na RDC, Leila Zerrougui, condenou "os incidentes violentos ocorridos nos últimos dias no Palácio do Povo em Kinshasa e arredores", disse, em comunicado, a missão da ONU na RDC (Monusco).

"Estes incidentes constituem um ataque inaceitável ao Estado de Direito e às instituições congolesas", acrescentou.

Zerrougui apelou a "todos os representantes dos partidos políticos e aos seus apoiantes para se acalmarem e assumirem responsabilidades" a fim de resolver esta crise que, "se persistir, poderá ter sérias repercussões na situação económica e de segurança do país".

Na segunda e na terça-feira, a violência irrompeu na sede do parlamento entre os apoiantes do Presidente Tshisekedi e os da maioria parlamentar, leal ao seu antecessor, Joseph Kabila.

Os apoiantes de Tshisekedi vandalizaram mobiliário no plenário na segunda-feira, antes de uma batalha na terça-feira que deixou algumas pessoas feridas.

Os incidentes aconteceram depois de, no domingo, o Presidente Tshisekedi ter anunciado o fim da coligação governamental e a procura de uma nova maioria na Assembleia Nacional, ameaçando dissolver a câmara baixa do parlamento se tal não for conseguido.

Um acordo secreto de coligação permitiu, em Janeiro de 2019, a primeira transição pacífica de poder na história da RDC, com Kabila a ceder o lugar a Tshisekedi, declarado vencedor das eleições presidenciais de 30 de Dezembro de 2018.

Quase um ano depois, envolvido em tensões com a Frente Comum do Congo (FCC), de Kabila, o Presidente congolês está a avançar para o que considera uma "requalificação da maioria", através de uma "recomposição de alianças".

A Frente Comum do Congo (FCC), que integrava a coligação de Governo e reúne 305 dos 500 deputados da Assembleia Nacional congolesa, denunciou um "golpe constitucional" depois da convocação de uma sessão plenária para votar o pedido de demissão do presidente pró-Kabila da Assembleia Nacional.

O embaixador norte-americano em Kinshasa, Mike Hammer, que é um apoiante incondicional do Presidente Tshisekedi, disse no Twitter que "a RDC tem uma oportunidade histórica para levar a cabo as reformas necessárias", enquanto advertiu para uma escalada da violência.

"Os Estados Unidos apoiam os esforços para alcançar este objectivo", acrescentou o diplomata, apelando a "todos os actores para aproveitarem esta oportunidade e a absterem-se de violência".

O embaixador Mike Hammer transmitiu uma declaração conjunta dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Suíça, Japão e Coreia do Sul.

"Apelamos a todas as partes para que trabalhem de boa fé e se empenhem pacificamente no processo político, evitando qualquer acção que possa gerar violência ou insegurança em todo o país", disse a declaração conjunta.

A representante das Nações Unidas (ONU) na RDC, Leila Zerrougui, condenou "os incidentes violentos ocorridos nos últimos dias no Palácio do Povo em Kinshasa e arredores", disse, em comunicado, a missão da ONU na RDC (Monusco).

"Estes incidentes constituem um ataque inaceitável ao Estado de Direito e às instituições congolesas", acrescentou.

Zerrougui apelou a "todos os representantes dos partidos políticos e aos seus apoiantes para se acalmarem e assumirem responsabilidades" a fim de resolver esta crise que, "se persistir, poderá ter sérias repercussões na situação económica e de segurança do país".

Na segunda e na terça-feira, a violência irrompeu na sede do parlamento entre os apoiantes do Presidente Tshisekedi e os da maioria parlamentar, leal ao seu antecessor, Joseph Kabila.

Os apoiantes de Tshisekedi vandalizaram mobiliário no plenário na segunda-feira, antes de uma batalha na terça-feira que deixou algumas pessoas feridas.

Os incidentes aconteceram depois de, no domingo, o Presidente Tshisekedi ter anunciado o fim da coligação governamental e a procura de uma nova maioria na Assembleia Nacional, ameaçando dissolver a câmara baixa do parlamento se tal não for conseguido.

Um acordo secreto de coligação permitiu, em Janeiro de 2019, a primeira transição pacífica de poder na história da RDC, com Kabila a ceder o lugar a Tshisekedi, declarado vencedor das eleições presidenciais de 30 de Dezembro de 2018.

Quase um ano depois, envolvido em tensões com a Frente Comum do Congo (FCC), de Kabila, o Presidente congolês está a avançar para o que considera uma "requalificação da maioria", através de uma "recomposição de alianças".

A Frente Comum do Congo (FCC), que integrava a coligação de Governo e reúne 305 dos 500 deputados da Assembleia Nacional congolesa, denunciou um "golpe constitucional" depois da convocação de uma sessão plenária para votar o pedido de demissão do presidente pró-Kabila da Assembleia Nacional.

O embaixador norte-americano em Kinshasa, Mike Hammer, que é um apoiante incondicional do Presidente Tshisekedi, disse no Twitter que "a RDC tem uma oportunidade histórica para levar a cabo as reformas necessárias", enquanto advertiu para uma escalada da violência.

"Os Estados Unidos apoiam os esforços para alcançar este objectivo", acrescentou o diplomata, apelando a "todos os actores para aproveitarem esta oportunidade e a absterem-se de violência".

O embaixador Mike Hammer transmitiu uma declaração conjunta dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Suíça, Japão e Coreia do Sul.

"Apelamos a todas as partes para que trabalhem de boa fé e se empenhem pacificamente no processo político, evitando qualquer acção que possa gerar violência ou insegurança em todo o país", disse a declaração conjunta.