Niger decreta três dias de luto por 28 vítimas de ataque terrorista

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Niamey - O ataque terrorista realizado na região de Diffa, no sudeste do Níger, durante a noite de sábado, provocou 28 mortos, segundo um novo balanço das autoridades do país, que decretaram três dias de luto.

O balanço anterior era de 27 mortos.

"O governo decidiu um luto nacional de 72 horas a contar de terça-feira, dia 15 de Dezembro, as bandeiras estarão a meia haste em todo o território nacional", segundo um comunicado, lido pelo porta-voz do governo, Zakaria Abdourahamane.

"Na noite de 12 para 13 de Dezembro, a localidade de Toumour, 75 quilómetros a leste de Diffa foi alvo de um ataque armado. O ataque que visou a população civil provocou a morte de 28 pessoas, das quais 10 por bala, 14 por incêndio e quatro por afogamento", especificou.

Issa Lémine, governador da região de Diffa, aludiu a um "drama indescritível" ao falar na televisão nacional.

"Questiono-me se houve algum drama similar desde o aparecimento do Boko Haram. O Boko Haram entrou na aldeia cerca das 18:00 e, durante quatro horas, destruíram tudo, as casas, o mercado, queimaram tudo o que podiam queimar", detalhou.

Entre 800 e 1.000 casas foram incendiadas pelos assaltantes, segundo fontes locais, e muitas pessoas foram queimadas vivas num ataque particularmente "bárbaro".

O ataque foi reivindicado pelo Boko Haram. "Nós, os combatentes da Jama'actu Ahlissunnah lid Da'awati Wal Jihad, sob o comando de Abubakar Shekau, estamos a informar o mundo que somos responsáveis pelo ataque à cidade de Diffa, na República do Níger", disse um dos seus membros, com o rosto coberto por um turbante camuflado, num vídeo de propaganda enviado no domingo à noite.

Desde 2016, o grupo Boko Haram foi dividido em duas facções: a de Abubakar Shekau, o líder histórico do grupo, e a do Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), filiado na Organização do Estado Islâmico (ISO) - particularmente em torno do Lago Chade.

O balanço anterior era de 27 mortos.

"O governo decidiu um luto nacional de 72 horas a contar de terça-feira, dia 15 de Dezembro, as bandeiras estarão a meia haste em todo o território nacional", segundo um comunicado, lido pelo porta-voz do governo, Zakaria Abdourahamane.

"Na noite de 12 para 13 de Dezembro, a localidade de Toumour, 75 quilómetros a leste de Diffa foi alvo de um ataque armado. O ataque que visou a população civil provocou a morte de 28 pessoas, das quais 10 por bala, 14 por incêndio e quatro por afogamento", especificou.

Issa Lémine, governador da região de Diffa, aludiu a um "drama indescritível" ao falar na televisão nacional.

"Questiono-me se houve algum drama similar desde o aparecimento do Boko Haram. O Boko Haram entrou na aldeia cerca das 18:00 e, durante quatro horas, destruíram tudo, as casas, o mercado, queimaram tudo o que podiam queimar", detalhou.

Entre 800 e 1.000 casas foram incendiadas pelos assaltantes, segundo fontes locais, e muitas pessoas foram queimadas vivas num ataque particularmente "bárbaro".

O ataque foi reivindicado pelo Boko Haram. "Nós, os combatentes da Jama'actu Ahlissunnah lid Da'awati Wal Jihad, sob o comando de Abubakar Shekau, estamos a informar o mundo que somos responsáveis pelo ataque à cidade de Diffa, na República do Níger", disse um dos seus membros, com o rosto coberto por um turbante camuflado, num vídeo de propaganda enviado no domingo à noite.

Desde 2016, o grupo Boko Haram foi dividido em duas facções: a de Abubakar Shekau, o líder histórico do grupo, e a do Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), filiado na Organização do Estado Islâmico (ISO) - particularmente em torno do Lago Chade.