Junta militar do Tchad saúda decisão da UA de não sancionar autoridades

N'Djamena - A junta militar no poder no Tchad saudou hoje a decisão da União Africana (UA) de não sancionar as novas autoridades no poder após a morte do Presidente Idriss Déby Itno.

Nas suas conclusões tornadas públicas na quinta-feira, a UA exigiu que as autoridades militares no Chade concluam "em 18 meses" um processo de "transição democrática" que conduza a eleições "livres, justas e credíveis".

O Conselho Militar de Transição (CMT), composto por 15 generais e presidido por Mahamat Idriss Déby, filho do defunto chefe de Estado, tomou o poder em 20 de Abril, anunciando a morte de Déby enquanto este lutava contra rebeldes.

O CMT dissolveu de imediato o Governo e o parlamento e revogou a Constituição, tendo prometido eleições "livres e democráticas" no final de uma "transição" de 18 meses.

"Saudamos a decisão da União Africana, que decidiu acompanhar o Chade e que também reconheceu a especificidade do problema chadiano", disse o porta-voz do Governo, Abedaram Koulamallah, citado pela agência France-Presse.

"Haverá um fórum inclusivo que será criado e que se debruçará sobre as questões das eleições, da reconciliação nacional e, portanto, da paz em geral", acrescentou.

A plataforma Wakit Tama, composta por associações da sociedade civil e partidos políticos da oposição, criticou a decisão da UA.

"Estão a deitar fora as conclusões da UA de não condenar a tomada do poder pela força das armas", assinalou o coordenador da plataforma, Max Loalngar, também à agência noticiosa francesa.

Numa resolução publicada na quinta-feira no seu portal, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana salientou "a necessidade absoluta de que a transição para um regime democrático seja concluída no período de 18 meses" anunciado pelo CMT.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana reforçou a necessidade do cumprimento deste prazo, sublinhando "categoricamente que nenhuma forma de prorrogação do período de transição que prolongue a restauração da ordem constitucional pode ser aceitável" para o organismo regional africano.

Déby Itno, um forte aliado do Ocidente na luta contra o 'jihadismo' no Sahel, governou o Chade com punho de ferro desde que derrubou Hissène Habré, através de um golpe de Estado em 1991.

Em 19 de Abril, o Presidente tinha sido proclamado vencedor das eleições realizadas em 11 de Abril com 79,32% dos votos, mas morreu nesse dia, na sequência de ferimentos sofrido em combates contra as forças rebeldes.

No dia das eleições presidenciais, rebeldes chadianos sediados na Líbia iniciaram uma incursão no Chade, com a intenção de derrubar o então chefe de Estado. O Exército chadiano anunciou, entretanto, ter derrotado estes rebeldes.

Nas suas conclusões tornadas públicas na quinta-feira, a UA exigiu que as autoridades militares no Chade concluam "em 18 meses" um processo de "transição democrática" que conduza a eleições "livres, justas e credíveis".

O Conselho Militar de Transição (CMT), composto por 15 generais e presidido por Mahamat Idriss Déby, filho do defunto chefe de Estado, tomou o poder em 20 de Abril, anunciando a morte de Déby enquanto este lutava contra rebeldes.

O CMT dissolveu de imediato o Governo e o parlamento e revogou a Constituição, tendo prometido eleições "livres e democráticas" no final de uma "transição" de 18 meses.

"Saudamos a decisão da União Africana, que decidiu acompanhar o Chade e que também reconheceu a especificidade do problema chadiano", disse o porta-voz do Governo, Abedaram Koulamallah, citado pela agência France-Presse.

"Haverá um fórum inclusivo que será criado e que se debruçará sobre as questões das eleições, da reconciliação nacional e, portanto, da paz em geral", acrescentou.

A plataforma Wakit Tama, composta por associações da sociedade civil e partidos políticos da oposição, criticou a decisão da UA.

"Estão a deitar fora as conclusões da UA de não condenar a tomada do poder pela força das armas", assinalou o coordenador da plataforma, Max Loalngar, também à agência noticiosa francesa.

Numa resolução publicada na quinta-feira no seu portal, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana salientou "a necessidade absoluta de que a transição para um regime democrático seja concluída no período de 18 meses" anunciado pelo CMT.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana reforçou a necessidade do cumprimento deste prazo, sublinhando "categoricamente que nenhuma forma de prorrogação do período de transição que prolongue a restauração da ordem constitucional pode ser aceitável" para o organismo regional africano.

Déby Itno, um forte aliado do Ocidente na luta contra o 'jihadismo' no Sahel, governou o Chade com punho de ferro desde que derrubou Hissène Habré, através de um golpe de Estado em 1991.

Em 19 de Abril, o Presidente tinha sido proclamado vencedor das eleições realizadas em 11 de Abril com 79,32% dos votos, mas morreu nesse dia, na sequência de ferimentos sofrido em combates contra as forças rebeldes.

No dia das eleições presidenciais, rebeldes chadianos sediados na Líbia iniciaram uma incursão no Chade, com a intenção de derrubar o então chefe de Estado. O Exército chadiano anunciou, entretanto, ter derrotado estes rebeldes.