Pelo menos 12 civis mortos em ataque de rebeldes na RDC

  • Bandeira da República Democrática do Congo
Kinshasa - Pelo menos 12 civis foram mortos na sexta-feira à noite no leste da República Democrática do Congo, alegadamente por combatentes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), adiantaram hoje fontes locais.

"Na sexta-feira à noite, combatentes da ADF massacraram agricultores na aldeia de Mabule (Beni, Kivu do Norte, Leste) que se encontravam nos seus campos. Contámos 12 mortos", disse o administrador do território do Beni, Donat Kibuana, à AFP.

Kibuana frisou que os ataques mortais diminuíram desde o início de Janeiro, "porque o exército lançou ofensivas contra as ADF na zona de Rwenzori" e muitas aldeias ficaram desertas.

"Oito irmãos nossos e quatro mães foram selvaticamente massacrados nos seus campos por estes terroristas das ADF. A busca continua, porque alguns camponeses não dão sinal de vida", denunciou o responsável da rede de organizações da sociedade civil em Kisima, Roger Masimango, onde se encontra a aldeia de Mabule.

Um perito pormenorizou, à AFP, terem sido, no total, hoje, "encontrados 14 corpos" e haver "pessoas desaparecidas".

O último ataque mortal imputado às ADF, um dos grupos mais violentos entre as dezenas em actividade no leste do Congo, aconteceu a 05 de Fevereiro, quando pelo menos 21 civis foram mortos na zona de Rwenzori.

Num relatório tornado público na quarta-feira, o Gabinete dos Direitos Humanos da Organização das Nações afirmou que "as forças de defesa e segurança destacadas têm feito esforços consideráveis para derrotar as ADF".

Ainda assim, entre Julho e Dezembro de 2020, os ataques atribuídos ao grupo rebelde das ADF resultaram em "468 mortos, incluindo 108 mulheres e 15 crianças" nos territórios do Beni, no Kivu do Norte (Leste), Irumu e Mambassa, na província vizinha de Ituri (Nordeste), salienta a estrutura das Nações Unidas.

As ADF são compostas por rebeldes muçulmanos ugandeses que vivem no leste da RDC desde 1995. Há anos que não atacam o vizinho Uganda, mas têm cometido regularmente massacres desde Outubro de 2014 na região de Beni, onde provocaram mais de mil mortes.

"Na sexta-feira à noite, combatentes da ADF massacraram agricultores na aldeia de Mabule (Beni, Kivu do Norte, Leste) que se encontravam nos seus campos. Contámos 12 mortos", disse o administrador do território do Beni, Donat Kibuana, à AFP.

Kibuana frisou que os ataques mortais diminuíram desde o início de Janeiro, "porque o exército lançou ofensivas contra as ADF na zona de Rwenzori" e muitas aldeias ficaram desertas.

"Oito irmãos nossos e quatro mães foram selvaticamente massacrados nos seus campos por estes terroristas das ADF. A busca continua, porque alguns camponeses não dão sinal de vida", denunciou o responsável da rede de organizações da sociedade civil em Kisima, Roger Masimango, onde se encontra a aldeia de Mabule.

Um perito pormenorizou, à AFP, terem sido, no total, hoje, "encontrados 14 corpos" e haver "pessoas desaparecidas".

O último ataque mortal imputado às ADF, um dos grupos mais violentos entre as dezenas em actividade no leste do Congo, aconteceu a 05 de Fevereiro, quando pelo menos 21 civis foram mortos na zona de Rwenzori.

Num relatório tornado público na quarta-feira, o Gabinete dos Direitos Humanos da Organização das Nações afirmou que "as forças de defesa e segurança destacadas têm feito esforços consideráveis para derrotar as ADF".

Ainda assim, entre Julho e Dezembro de 2020, os ataques atribuídos ao grupo rebelde das ADF resultaram em "468 mortos, incluindo 108 mulheres e 15 crianças" nos territórios do Beni, no Kivu do Norte (Leste), Irumu e Mambassa, na província vizinha de Ituri (Nordeste), salienta a estrutura das Nações Unidas.

As ADF são compostas por rebeldes muçulmanos ugandeses que vivem no leste da RDC desde 1995. Há anos que não atacam o vizinho Uganda, mas têm cometido regularmente massacres desde Outubro de 2014 na região de Beni, onde provocaram mais de mil mortes.