PR de Cabo Verde diz que "populismo quer levantar a cabeça"

  • Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca (Foto arquivo)
Praia - O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, afirmou hoje que o "populismo quer levantar a cabeça" no país, mas o povo já demonstrou que quer a democracia.

"O povo cabo-verdiano já deu mostras, nas últimas eleições, que quer a democracia e, pelo que sei e vejo, o processo democrático em Cabo Verde é irreversível, não há recuo, a rejeição de regimes autoritários creio que é definitiva", afirmou Carlos Fonseca, à saída da cerimónia onde lhe foi atribuído o título `Honoris Causa` pela Universidade Portucalense, no Porto.

Questionado sobre "o crescimento" de movimentos populistas em vários países, Jorge Carlos de Almeida Fonseca considerou que o populismo "quer levantar a cabeça" e surge de várias formas.

A título de exemplo, o Presidente cabo-verdiano falou no "populismo penal" através dos discursos de apelo ao aumento contínuo das penas, endurecimento do sistema penal ou restrições ao princípio de presunção de inocência.

"Este populismo é mais difícil de combater porque encontra eco fácil junto da opinião pública e dos `media`", frisou.

Além deste "tipo de populismo", o chefe de Estado cabo-verdiano apontou ainda aquele do "discurso contra o parlamento" e a necessidade de reduzir drasticamente o número de deputados, o Governo e os gastos.

"O povo cabo-verdiano já deu mostras, nas últimas eleições, que quer a democracia e, pelo que sei e vejo, o processo democrático em Cabo Verde é irreversível, não há recuo, a rejeição de regimes autoritários creio que é definitiva", afirmou Carlos Fonseca, à saída da cerimónia onde lhe foi atribuído o título `Honoris Causa` pela Universidade Portucalense, no Porto.

Questionado sobre "o crescimento" de movimentos populistas em vários países, Jorge Carlos de Almeida Fonseca considerou que o populismo "quer levantar a cabeça" e surge de várias formas.

A título de exemplo, o Presidente cabo-verdiano falou no "populismo penal" através dos discursos de apelo ao aumento contínuo das penas, endurecimento do sistema penal ou restrições ao princípio de presunção de inocência.

"Este populismo é mais difícil de combater porque encontra eco fácil junto da opinião pública e dos `media`", frisou.

Além deste "tipo de populismo", o chefe de Estado cabo-verdiano apontou ainda aquele do "discurso contra o parlamento" e a necessidade de reduzir drasticamente o número de deputados, o Governo e os gastos.