Presidente de Madagáscar anuncia novo executivo

Antananarivo - O Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, anunciou um novo executivo, aumentado para 32 pastas, depois de suspender todos os seus ministros na semana passada devido ao seu fraco desempenho.

"Não temos o direito de falhar. Temos de ter êxito para bem do povo malgaxe", disse Rajoelina num discurso transmitido domingo pela televisão, segundo os meios de comunicação locais, como o diário L'Express.

Entre os principais nomes do novo gabinete estão Rindra Hasimbelo Rabarinirinarison, como chefe da pasta da Economia e Finanças, e Herilaza Imbiki, como o novo ministro da Justiça.

Apesar da severa remodelação, nem tudo são caras novas, com dez nomes da antiga equipa.

Esta remodelação surge semanas após o desmantelamento de uma alegada conspiração para encenar um golpe e alegadamente assassinar Rajoelina e outras figuras proeminentes.

Um primeiro grupo de seis pessoas foi preso a 20 deJulho e mais 21 suspeitos foram presos a dois de Agosto, segundo Berthine Razafiarivony, o procurador-geral do Tribunal de Recurso na capital, Antananarivo.

Entre estas 21 pessoas, 12 eram das forças armadas - incluindo cinco generais, dois capitães e quatro oficiais subalternos - e quatro eram polícias militares e militares reformados - tanto malgaxes como franceses - assim como cinco civis.

Além disso, os seis indivíduos inicialmente detidos incluíam um nacional francês e um nacional franco-malgaxe, antigos membros do exército e a Gendarmerie Nationale (a força policial do país), outro suspeito com dupla nacionalidade e três nacionais malgaxes.

De acordo com o Ministério Público, vários materiais foram confiscados durante as investigações, incluindo uma espingarda, dinheiro, dois veículos com tração às quatro rodas, telefones e equipamento informático.

Um dos documentos confiscados continha um "plano estratégico, político e operacional" para eliminar cinco altos funcionários do governo malgaxe, a fim de derrubar o executivo e tomar o poder, revelou Razafiarivony.

Além disso, entre os e-mails analisados, os investigadores encontraram uma mensagem dirigida à companhia petrolífera Madagáscar Oil a pedir financiamento e colaboração, o que a companhia confirmou em declarações aos meios de comunicação, no final de julho.

Os detidos foram acusados de ataques contra a segurança do Estado.

Rajoelina, que foi presidente de 2009 a 2014, iniciou o seu segundo mandato em Madagáscar no início de 2019, depois de derrotar Marc Ravalomanana numa segunda volta das eleições.

A nação insular tem estado mergulhada numa crise política há quase uma década, desde que em 2009 o próprio Rajoelina, com a ajuda do exército, expulsou Ravalomanana (2002-2009) do poder, num golpe de Estado sangrento no qual uma centena de pessoas foi morta.

Madagáscar é actualmente um dos países mais pobres do mundo e, além disso, a sua zona sul está a passar por uma fome devastadora que afecta mais de um milhão de pessoas, segundo dados do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM).

"Não temos o direito de falhar. Temos de ter êxito para bem do povo malgaxe", disse Rajoelina num discurso transmitido domingo pela televisão, segundo os meios de comunicação locais, como o diário L'Express.

Entre os principais nomes do novo gabinete estão Rindra Hasimbelo Rabarinirinarison, como chefe da pasta da Economia e Finanças, e Herilaza Imbiki, como o novo ministro da Justiça.

Apesar da severa remodelação, nem tudo são caras novas, com dez nomes da antiga equipa.

Esta remodelação surge semanas após o desmantelamento de uma alegada conspiração para encenar um golpe e alegadamente assassinar Rajoelina e outras figuras proeminentes.

Um primeiro grupo de seis pessoas foi preso a 20 deJulho e mais 21 suspeitos foram presos a dois de Agosto, segundo Berthine Razafiarivony, o procurador-geral do Tribunal de Recurso na capital, Antananarivo.

Entre estas 21 pessoas, 12 eram das forças armadas - incluindo cinco generais, dois capitães e quatro oficiais subalternos - e quatro eram polícias militares e militares reformados - tanto malgaxes como franceses - assim como cinco civis.

Além disso, os seis indivíduos inicialmente detidos incluíam um nacional francês e um nacional franco-malgaxe, antigos membros do exército e a Gendarmerie Nationale (a força policial do país), outro suspeito com dupla nacionalidade e três nacionais malgaxes.

De acordo com o Ministério Público, vários materiais foram confiscados durante as investigações, incluindo uma espingarda, dinheiro, dois veículos com tração às quatro rodas, telefones e equipamento informático.

Um dos documentos confiscados continha um "plano estratégico, político e operacional" para eliminar cinco altos funcionários do governo malgaxe, a fim de derrubar o executivo e tomar o poder, revelou Razafiarivony.

Além disso, entre os e-mails analisados, os investigadores encontraram uma mensagem dirigida à companhia petrolífera Madagáscar Oil a pedir financiamento e colaboração, o que a companhia confirmou em declarações aos meios de comunicação, no final de julho.

Os detidos foram acusados de ataques contra a segurança do Estado.

Rajoelina, que foi presidente de 2009 a 2014, iniciou o seu segundo mandato em Madagáscar no início de 2019, depois de derrotar Marc Ravalomanana numa segunda volta das eleições.

A nação insular tem estado mergulhada numa crise política há quase uma década, desde que em 2009 o próprio Rajoelina, com a ajuda do exército, expulsou Ravalomanana (2002-2009) do poder, num golpe de Estado sangrento no qual uma centena de pessoas foi morta.

Madagáscar é actualmente um dos países mais pobres do mundo e, além disso, a sua zona sul está a passar por uma fome devastadora que afecta mais de um milhão de pessoas, segundo dados do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM).