Presidente francês confirma intenção de reduzir tropas no Sahel

  • Presidente de França, Emanuel Macron
Paris - A França prepara-se para "ajustar" o seu "esforço" no Sahel, onde a força antiterrorista Barkhane está destacada, graças aos "resultados obtidos" e "à maior intervenção dos parceiros europeus", anunciou hoje o Presidente francês.

"Os resultados obtidos pelas nossas forças no Sahel, combinados com a maior intervenção dos nossos parceiros europeus, permitir-nos-ão ajustar o nosso esforço militar", afirmou Emmanuel Macron, que falava durante numa visita a tropas do exército francês em Brest (oeste da França), sem especificar qual a redução que poderia haver nem em que prazo.

O chefe de Estado francês confirmou, assim, a intenção de reduzir a presença da França na faixa do Sahel, onde tem vindo a realizar a sua maior operação externa desde 2013, com 5.100 soldados.

Em Janeiro de 2020, na cimeira de Pau (sudoeste de França), o Presidente francês e os seus homólogos do G5 do Sahel (Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade) decidiram intensificar a luta antiterrorista para travar a espiral de violência. Emmanuel Macron enviou então um reforço de 600 homens para esta região tão grande como a Europa.

"Os reforços temporários que decidi destacar permitiram à força Barkhane colocar grupos terroristas em grandes dificuldades, que se encontram hoje encurralados, reduzidos a métodos cobardes, que chegaram às nossas forças", lamentando a recente morte de cinco soldados franceses no Mali, "mas que" - sublinhou - "atingiram sobretudo civis, sem discriminação", referiu o Presidente.

Para aliviar a sua presença, Paris conta com o reforço do destacamento de unidades europeias de elite dentro da nova força Takuba, que é responsável pelo acompanhamento do exército maliano em combate. Criada por iniciativa de Paris, este agrupamento de forças especiais, que hoje reúne franceses, estónios e checos, é "um sinal da consciência crescente sobre as questões do Sahel, que são cruciais para toda a Europa", sublinhou.

A França deverá formalizar a primeira vaga de retirada numa próxima cimeira com os países do G5 do Sahel, em Fevereiro, em N'Djamena (Tchad).

Mas "o curso permanece inalterado", assegurou o Presidente, referindo-se ao objectivo de "estabilidade" no Sahel e de "vitória contra os terroristas".

Para além da retirada dos 600 reforços enviados em Janeiro de 2020, o Eliseu está tentado a reduzir ainda mais pessoal da Barkhane até às eleições presidenciais de 2022, de acordo com fontes da agência de notícias francesa AFP. A impaciência está a crescer em França face a este longo e dispendioso compromisso, que custou a vida de 50 soldados e esta é uma luta que pode ter efeitos políticos.

De acordo com uma sondagem publicada no início de Janeiro, metade dos franceses (51%) já não apoia esta intervenção no Mali. Apenas 49% dos inquiridos continuam a ser favoráveis, contra 73% em Fevereiro de 2013 e 58% no final de 2019.

"Os resultados obtidos pelas nossas forças no Sahel, combinados com a maior intervenção dos nossos parceiros europeus, permitir-nos-ão ajustar o nosso esforço militar", afirmou Emmanuel Macron, que falava durante numa visita a tropas do exército francês em Brest (oeste da França), sem especificar qual a redução que poderia haver nem em que prazo.

O chefe de Estado francês confirmou, assim, a intenção de reduzir a presença da França na faixa do Sahel, onde tem vindo a realizar a sua maior operação externa desde 2013, com 5.100 soldados.

Em Janeiro de 2020, na cimeira de Pau (sudoeste de França), o Presidente francês e os seus homólogos do G5 do Sahel (Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade) decidiram intensificar a luta antiterrorista para travar a espiral de violência. Emmanuel Macron enviou então um reforço de 600 homens para esta região tão grande como a Europa.

"Os reforços temporários que decidi destacar permitiram à força Barkhane colocar grupos terroristas em grandes dificuldades, que se encontram hoje encurralados, reduzidos a métodos cobardes, que chegaram às nossas forças", lamentando a recente morte de cinco soldados franceses no Mali, "mas que" - sublinhou - "atingiram sobretudo civis, sem discriminação", referiu o Presidente.

Para aliviar a sua presença, Paris conta com o reforço do destacamento de unidades europeias de elite dentro da nova força Takuba, que é responsável pelo acompanhamento do exército maliano em combate. Criada por iniciativa de Paris, este agrupamento de forças especiais, que hoje reúne franceses, estónios e checos, é "um sinal da consciência crescente sobre as questões do Sahel, que são cruciais para toda a Europa", sublinhou.

A França deverá formalizar a primeira vaga de retirada numa próxima cimeira com os países do G5 do Sahel, em Fevereiro, em N'Djamena (Tchad).

Mas "o curso permanece inalterado", assegurou o Presidente, referindo-se ao objectivo de "estabilidade" no Sahel e de "vitória contra os terroristas".

Para além da retirada dos 600 reforços enviados em Janeiro de 2020, o Eliseu está tentado a reduzir ainda mais pessoal da Barkhane até às eleições presidenciais de 2022, de acordo com fontes da agência de notícias francesa AFP. A impaciência está a crescer em França face a este longo e dispendioso compromisso, que custou a vida de 50 soldados e esta é uma luta que pode ter efeitos políticos.

De acordo com uma sondagem publicada no início de Janeiro, metade dos franceses (51%) já não apoia esta intervenção no Mali. Apenas 49% dos inquiridos continuam a ser favoráveis, contra 73% em Fevereiro de 2013 e 58% no final de 2019.