Quase 62 milhões desviados dos cofres públicos do Sudão do Sul desde 2018

Juba- Mais de 73 milhões de dólares (cerca de 62,2 milhões de euros) foram desviados dos cofres públicos do Sudão do Sul desde 2018 para benefício pessoal de responsáveis do Governo, revela um novo relatório da missão da ONU naquele país.

O número é cauteloso, já que o próprio Presidente do país, Salva Kiir, admitiu que o dinheiro desviado por várias responsáveis do país poderia exceder 4 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros).

Num relatório apresentado hoje ao Conselho dos Direitos Humanos, a missão das Nações Unidas explica que as autoridades do Sudão do Sul adoptaram um sistema informal de cobrança de impostos sobre o petróleo, o principal recurso económico do país, o que, na ausência de órgãos de fiscalização, facilitou o desvio de fundos públicos.

Ainda segundo o documento, o sector petrolífero do Sudão do Sul é dominado por uma rede empresarial que actua impunemente, causando graves danos ambientais, que afectam a saúde da população, com casos de nascimentos prematuros, abortos espontâneos e defeitos de nascença devido à degradação ambiental.

"Muitos destes problemas de saúde, que poderiam ter sido evitados, podem ser atribuídos à presença de petróleo bruto na água", disse Yasmin Sooka, presidente da comissão que realizou o relatório.

A comissão salienta que a corrupção generalizada é um dos principais motores do conflito no Sudão do Sul, um país que vive em guerra civil quase constante desde a sua independência do Sudão, em 2011.

 

O número é cauteloso, já que o próprio Presidente do país, Salva Kiir, admitiu que o dinheiro desviado por várias responsáveis do país poderia exceder 4 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros).

Num relatório apresentado hoje ao Conselho dos Direitos Humanos, a missão das Nações Unidas explica que as autoridades do Sudão do Sul adoptaram um sistema informal de cobrança de impostos sobre o petróleo, o principal recurso económico do país, o que, na ausência de órgãos de fiscalização, facilitou o desvio de fundos públicos.

Ainda segundo o documento, o sector petrolífero do Sudão do Sul é dominado por uma rede empresarial que actua impunemente, causando graves danos ambientais, que afectam a saúde da população, com casos de nascimentos prematuros, abortos espontâneos e defeitos de nascença devido à degradação ambiental.

"Muitos destes problemas de saúde, que poderiam ter sido evitados, podem ser atribuídos à presença de petróleo bruto na água", disse Yasmin Sooka, presidente da comissão que realizou o relatório.

A comissão salienta que a corrupção generalizada é um dos principais motores do conflito no Sudão do Sul, um país que vive em guerra civil quase constante desde a sua independência do Sudão, em 2011.