RCA: Guterres condena e quer que responsáveis sejam levados à justiça

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Nova Iorque - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, condenou hoje os ataques perto da capital da República Centro-Africana (RCA), Bangui, e apelou às autoridades para assegurar que os responsáveis sejam levados à justiça.

Guterres "condena veementemente os ataques perto de Bangui por combatentes armados não identificados", nos quais um soldado da paz ruandês foi morto e outro ferido, disse hoje o seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

Segundo o porta-voz, o secretário-geral das Nações Unidas está "muito preocupado" com a instabilidade no país e "apela às autoridades do país para que tomem todas as medidas necessárias para assegurar que os responsáveis por estes hediondos ataques sejam levados à justiça", bem como a "todas as partes para porem fim à violência e se empenharem num diálogo construtivo".

A missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) anunciou hoje a morte de um militar ruandês durante um ataque de elementos armados na periferia da capital, repelido pelas forças de manutenção da paz.

"O ataque foi repelido pelas forças de manutenção da paz, juntamente com as forças armadas da África Central", afirmou o porta-voz da Minusca, que "deplora a perda de um pacificador ruandês".

A Minusca condenou "nos termos mais fortes o ataque lançado quarta-feira [hoje] de manhã por elementos armados na periferia da cidade de Bangui", segundo o porta-voz da missão.

Ao amanhecer, a nove e 12 quilómetros, respectivamente, do centro da capital, as brigadas do Exército "foram atacadas simultaneamente", disse o ministro do Interior, Henri Wanzet Linguissara.

"Mas, graças à bravura das nossas forças e ao apoio bilateral, conseguimos repelir os atacantes que se encontram actualmente em fuga", acrescentou o governante.

"Vários rebeldes foram capturados, e mais de uma dúzia foram mortos", disse à agência France-Presse o tenente-coronel Abdoulaziz Fall, porta-voz das forças de manutenção da paz da ONU no país.

Através da rede social Facebook, o primeiro-ministro, Ngrebada Firmin, declarou também que "os atacantes, que chegaram em grande número com a intenção de tomar Bangui, foram detidos energicamente".

O chefe do Governo adiantou que as forças estão a "passar a pente fino os setores [norte e sul]", à procura dos rebeldes.

Estes são os primeiros confrontos na periferia de Bangui desde que os rebeldes anunciaram uma ofensiva há quase um mês.

Em 19 de Dezembro, oito dias antes das eleições presidenciais e legislativas, uma coligação de seis dos grupos armados mais poderosos que ocuparam dois terços da RCA desde o início da guerra civil, há oito anos, anunciou uma ofensiva para impedir a reeleição de Touadéra.

Faustin Archange Touadéra foi declarado reeleito em 04 de Janeiro após uma votação que foi fortemente contestada pela oposição, na qual apenas um em cada dois eleitores recenseados teve a oportunidade de votar por causa da insegurança fora da capital.

Os rebeldes da Coligação de Patriotas para a Mudança (CPC) tinham até então levado a cabo ataques esporádicos, geralmente repelidos por Capacetes Azuis, apoiados por grandes contingentes fortemente armados de militares ruandeses e paramilitares russos que vieram em socorro do governo e do seu exército.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então Presidente François Bozizé, por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

Portugal tem actualmente na RCA 243 militares, dos quais 188 integram a Minusca e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até Setembro de 2021.

Guterres "condena veementemente os ataques perto de Bangui por combatentes armados não identificados", nos quais um soldado da paz ruandês foi morto e outro ferido, disse hoje o seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

Segundo o porta-voz, o secretário-geral das Nações Unidas está "muito preocupado" com a instabilidade no país e "apela às autoridades do país para que tomem todas as medidas necessárias para assegurar que os responsáveis por estes hediondos ataques sejam levados à justiça", bem como a "todas as partes para porem fim à violência e se empenharem num diálogo construtivo".

A missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) anunciou hoje a morte de um militar ruandês durante um ataque de elementos armados na periferia da capital, repelido pelas forças de manutenção da paz.

"O ataque foi repelido pelas forças de manutenção da paz, juntamente com as forças armadas da África Central", afirmou o porta-voz da Minusca, que "deplora a perda de um pacificador ruandês".

A Minusca condenou "nos termos mais fortes o ataque lançado quarta-feira [hoje] de manhã por elementos armados na periferia da cidade de Bangui", segundo o porta-voz da missão.

Ao amanhecer, a nove e 12 quilómetros, respectivamente, do centro da capital, as brigadas do Exército "foram atacadas simultaneamente", disse o ministro do Interior, Henri Wanzet Linguissara.

"Mas, graças à bravura das nossas forças e ao apoio bilateral, conseguimos repelir os atacantes que se encontram actualmente em fuga", acrescentou o governante.

"Vários rebeldes foram capturados, e mais de uma dúzia foram mortos", disse à agência France-Presse o tenente-coronel Abdoulaziz Fall, porta-voz das forças de manutenção da paz da ONU no país.

Através da rede social Facebook, o primeiro-ministro, Ngrebada Firmin, declarou também que "os atacantes, que chegaram em grande número com a intenção de tomar Bangui, foram detidos energicamente".

O chefe do Governo adiantou que as forças estão a "passar a pente fino os setores [norte e sul]", à procura dos rebeldes.

Estes são os primeiros confrontos na periferia de Bangui desde que os rebeldes anunciaram uma ofensiva há quase um mês.

Em 19 de Dezembro, oito dias antes das eleições presidenciais e legislativas, uma coligação de seis dos grupos armados mais poderosos que ocuparam dois terços da RCA desde o início da guerra civil, há oito anos, anunciou uma ofensiva para impedir a reeleição de Touadéra.

Faustin Archange Touadéra foi declarado reeleito em 04 de Janeiro após uma votação que foi fortemente contestada pela oposição, na qual apenas um em cada dois eleitores recenseados teve a oportunidade de votar por causa da insegurança fora da capital.

Os rebeldes da Coligação de Patriotas para a Mudança (CPC) tinham até então levado a cabo ataques esporádicos, geralmente repelidos por Capacetes Azuis, apoiados por grandes contingentes fortemente armados de militares ruandeses e paramilitares russos que vieram em socorro do governo e do seu exército.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então Presidente François Bozizé, por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

Portugal tem actualmente na RCA 243 militares, dos quais 188 integram a Minusca e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até Setembro de 2021.