RCA: Partido de Touadéra lidera resultados provisórios das Legislativas

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Bangui - O partido do Presidente da República Centro Africana (RCA), Faustin Archange Touadéra, o Movimento Corações Unidos, lidera a corrida à Assembleia Nacional, com 25 lugares, de acordo com os resultados provisórios oficiais do escrutínio realizado a 14 de Março.

Na semana passada, a RCA realizou uma segunda volta numa minoria de círculos eleitorais e uma nova primeira volta em muitos outros. As eleições presidenciais e legislativas, que se realizaram numa primeira fase a 27 de Dezembro, não puderam ser realizadas em segurança na maioria do país devido a uma ofensiva rebelde que pretendia impedir a reeleição do chefe de Estado.

No final de Dezembro, menos de um terço dos eleitores tinha conseguido ir às mesas de voto devido à insegurança, o que, ainda assim, não impediu a proclamação da reeleição do Presidente cessante, com 51,3% dos votos de uma minoria dos 1,2 milhões de eleitores recenseados.

Desta a primeira data, em que foram também realizadas as eleições legislativas, foram apenas eleitos 22 deputados dos 140 que ocupam a Assembleia Nacional. As autoridades centro-africanas optaram por realizar uma segunda volta para uma parte dos círculos eleitorais, enquanto que para outros foi estabelecida uma nova primeira volta.

Durante o dia de hoje, a Autoridade Nacional das Eleições (ANE) da RCA anunciou novos resultados das eleições de 14 de Março, que, aliados aos de 27 de Dezembro, elevaram para 25 o número de deputados eleitos pelo o Movimento Corações Unidos (MCU).

Estes resultados mais recentes têm ainda de ser validados pelo Tribunal Constitucional, após a análise de recursos.

No total, e caso o Tribunal Constitucional assim valide os resultados de 14 de Março, ficam já preenchidos 91 lugares, mais que os 71 deputados necessários para um quórum mínimo, o que possibilitará a realização da primeira sessão oficial a 02 de Maio.

É, porém, ainda difícil perceber para que lado vai pender a constituição do parlamento centro-africano - não apenas por faltarem preencher 49 lugares, mas também pela dependência de rótulos e da orientação dos candidatos que se assumiram como independentes.

Por enquanto, os candidatos independentes surgem atrás do MCU como a principal força política, sendo que o partido de Touadéra necessitaria de mais 45 deputados para obter, por si só, uma maioria absoluta.

Desde meados de Dezembro, seis dos mais poderosos grupos armados controlam dois terços da RCA, que está em guerra há oito anos.

Esses grupos fazem parte da Coligação dos Patriotas para a Mudança (CPC, em francês), que lançou uma ofensiva contra o governo de Touadéra.

Os rebeldes estão a recuar desde 13 de Janeiro, quando realizaram uma ofensiva sobre Bangui, a capital do país.

A coligação perdeu força face a uma frente mais bem equipada, com 12.000 capacetes azuis da ONU, que estão no país desde 2014, mas também centenas de militares ruandeses e paramilitares russos.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então presidente, François Bozizé, por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

A CPC é agora liderada por Bozizé, de acordo com um anúncio feito no domingo pelo porta-voz do movimento.

Na semana passada, a RCA realizou uma segunda volta numa minoria de círculos eleitorais e uma nova primeira volta em muitos outros. As eleições presidenciais e legislativas, que se realizaram numa primeira fase a 27 de Dezembro, não puderam ser realizadas em segurança na maioria do país devido a uma ofensiva rebelde que pretendia impedir a reeleição do chefe de Estado.

No final de Dezembro, menos de um terço dos eleitores tinha conseguido ir às mesas de voto devido à insegurança, o que, ainda assim, não impediu a proclamação da reeleição do Presidente cessante, com 51,3% dos votos de uma minoria dos 1,2 milhões de eleitores recenseados.

Desta a primeira data, em que foram também realizadas as eleições legislativas, foram apenas eleitos 22 deputados dos 140 que ocupam a Assembleia Nacional. As autoridades centro-africanas optaram por realizar uma segunda volta para uma parte dos círculos eleitorais, enquanto que para outros foi estabelecida uma nova primeira volta.

Durante o dia de hoje, a Autoridade Nacional das Eleições (ANE) da RCA anunciou novos resultados das eleições de 14 de Março, que, aliados aos de 27 de Dezembro, elevaram para 25 o número de deputados eleitos pelo o Movimento Corações Unidos (MCU).

Estes resultados mais recentes têm ainda de ser validados pelo Tribunal Constitucional, após a análise de recursos.

No total, e caso o Tribunal Constitucional assim valide os resultados de 14 de Março, ficam já preenchidos 91 lugares, mais que os 71 deputados necessários para um quórum mínimo, o que possibilitará a realização da primeira sessão oficial a 02 de Maio.

É, porém, ainda difícil perceber para que lado vai pender a constituição do parlamento centro-africano - não apenas por faltarem preencher 49 lugares, mas também pela dependência de rótulos e da orientação dos candidatos que se assumiram como independentes.

Por enquanto, os candidatos independentes surgem atrás do MCU como a principal força política, sendo que o partido de Touadéra necessitaria de mais 45 deputados para obter, por si só, uma maioria absoluta.

Desde meados de Dezembro, seis dos mais poderosos grupos armados controlam dois terços da RCA, que está em guerra há oito anos.

Esses grupos fazem parte da Coligação dos Patriotas para a Mudança (CPC, em francês), que lançou uma ofensiva contra o governo de Touadéra.

Os rebeldes estão a recuar desde 13 de Janeiro, quando realizaram uma ofensiva sobre Bangui, a capital do país.

A coligação perdeu força face a uma frente mais bem equipada, com 12.000 capacetes azuis da ONU, que estão no país desde 2014, mas também centenas de militares ruandeses e paramilitares russos.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então presidente, François Bozizé, por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

A CPC é agora liderada por Bozizé, de acordo com um anúncio feito no domingo pelo porta-voz do movimento.