RDC: Pelo menos 10 mortos e 34 feridos em protestos contra violência

  • Bandeira da República Democrática do Congo
Goma - Pelo menos 10 pessoas morreram e 34 ficaram feridas durante os confrontos que eclodiram em Goma, no leste da República Democrática do Congo (RDC), em protestos da população contra a violência que vigente na região.

"O número de mortos aumentou para 10 esta manhã e 34 pessoas foram feridas em confrontos entre um grupo que transportava armas de fogo e facas e a polícia", disse o governador do estado do Kivu do Norte, no leste da RDC, Charly Nzanzu Kasivita, citado pela agência France Presse (AFP).

Os confrontos entre os residentes desta cidade e a polícia começaram na segunda-feira, em protesto contra a violência que grassa na região e aquilo que dizem ser a inacção da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Todas as manifestações públicas" foram proibidas em todo o estado, disse o governador, acrescentando: "Pedimos à população que não ceda à manipulação porque o governo provincial está a trabalhar para restabelecer a segurança" na área.

Os confrontos estão a acontecer também entre membros das comunidades nande e kumu, no bairro de Majengo, no norte da cidade.

Os kumu culpam os nande por organizarem manifestações contra a missão da ONU na RDC (Monusco) que paralisaram várias cidades no Kivu do Norte.

Desde o lançamento das manifestações, "tem havido um aumento constante do número de incidentes, levando a danos humanos e materiais numa escala preocupante", disse o governador, acrescentando que tinha "observado a infiltração de homens armados nas manifestações".

No Kivu do Norte, várias cidades foram afetadas por uma greve geral de 10 dias convocada desde 05 de Abril por grupos de pressão e movimentos de cidadãos para denunciar a inação da Monusco face aos massacres de civis no território do Beni, no nordeste da província do Kivu do Norte.

O leste da RDC é palco de conflitos há vários anos, sendo a principal área de ação para centenas de grupos armados.

Os membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), naturais do Uganda, são acusados de matar mais de 1.840 civis desde Abril de 2017, segundo o Barómetro de Segurança de Kivu.

As autoridades congolesas consideram as ADF como um dos mais violentos grupos armados no leste da RDC.

A 11 de Março, os Estados Unidos da América colocaram este grupo armado entre os "grupos terroristas" filiados ao grupo extremista Estado Islâmico.

Também em meados de Março, as Nações Unidas denunciaram que cerca de 200 pessoas foram mortas este ano e 40.000 ficaram deslocadas dentro do território de Beni.

"O número de mortos aumentou para 10 esta manhã e 34 pessoas foram feridas em confrontos entre um grupo que transportava armas de fogo e facas e a polícia", disse o governador do estado do Kivu do Norte, no leste da RDC, Charly Nzanzu Kasivita, citado pela agência France Presse (AFP).

Os confrontos entre os residentes desta cidade e a polícia começaram na segunda-feira, em protesto contra a violência que grassa na região e aquilo que dizem ser a inacção da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Todas as manifestações públicas" foram proibidas em todo o estado, disse o governador, acrescentando: "Pedimos à população que não ceda à manipulação porque o governo provincial está a trabalhar para restabelecer a segurança" na área.

Os confrontos estão a acontecer também entre membros das comunidades nande e kumu, no bairro de Majengo, no norte da cidade.

Os kumu culpam os nande por organizarem manifestações contra a missão da ONU na RDC (Monusco) que paralisaram várias cidades no Kivu do Norte.

Desde o lançamento das manifestações, "tem havido um aumento constante do número de incidentes, levando a danos humanos e materiais numa escala preocupante", disse o governador, acrescentando que tinha "observado a infiltração de homens armados nas manifestações".

No Kivu do Norte, várias cidades foram afetadas por uma greve geral de 10 dias convocada desde 05 de Abril por grupos de pressão e movimentos de cidadãos para denunciar a inação da Monusco face aos massacres de civis no território do Beni, no nordeste da província do Kivu do Norte.

O leste da RDC é palco de conflitos há vários anos, sendo a principal área de ação para centenas de grupos armados.

Os membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), naturais do Uganda, são acusados de matar mais de 1.840 civis desde Abril de 2017, segundo o Barómetro de Segurança de Kivu.

As autoridades congolesas consideram as ADF como um dos mais violentos grupos armados no leste da RDC.

A 11 de Março, os Estados Unidos da América colocaram este grupo armado entre os "grupos terroristas" filiados ao grupo extremista Estado Islâmico.

Também em meados de Março, as Nações Unidas denunciaram que cerca de 200 pessoas foram mortas este ano e 40.000 ficaram deslocadas dentro do território de Beni.