RDC: Pelo menos 19 mortos em confrontos entre Exército e milícias

Lisboa - Pelo menos 19 pessoas morreram em confrontos entre o Exército congolês e milícias armadas em Ituri, no nordeste da RDC, anunciou fonte militar.

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A ofensiva das Forças Armadas da RDCongo (FARDC), lançada na sexta-feira, tinha como alvo os bastiões da Força Patriótica e Integracionista do Congo (FPIC), grupo armado activo no território Irumu em Ituri.

"Durante o combate, as FARDC neutralizaram 16 elementos do FPIC e capturaram outros sete", disse o Tenente Jules Ngongo, porta-voz do Exército em Ituri, fazendo um balanço da operação até domingo.

"Duas localidades (...) passaram a estar sob o controlo de soldados leais" ao Governo, acrescentou.

O responsável referiu ainda que o exército congolês perdeu três soldados, a quem rende a sua homenagem e saúda a memória dos militares, entre os quais um oficial, e indicou que "as operações de busca e limpeza continuam".

"O FPIC é constituído principalmente por jovens da Bira (comunidade local) e diz-se que tem reivindicações políticas, porque aquela comunidade não faz parte do governo provincial (Ituri). Também quer recuperar terrenos ocupados pelos hema em território Irumu", segundo os peritos do Barómetro de Segurança do Kivu (KST).

Membros desta milícia estão também a atacar elementos da comunidade alur, de acordo com vários testemunhos de residentes de Irumu à agência de notícias francesa AFP. No início de 2020, atearam fogo a uma esquadra de Polícia e ao gabinete territorial de Irumu, de acordo com as mesmas testemunhas.

A RDCongo está numa situação de instabilidade há quase três décadas devido à presença de dezenas de grupos armados locais e estrangeiros. Num relatório recente, o grupo de estudo do KST identificou pelo menos "122 grupos armados" activos em quatro províncias orientais (Ituri, Kivu Norte, Kivu Sul e Tanganica).

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A ofensiva das Forças Armadas da RDCongo (FARDC), lançada na sexta-feira, tinha como alvo os bastiões da Força Patriótica e Integracionista do Congo (FPIC), grupo armado activo no território Irumu em Ituri.

"Durante o combate, as FARDC neutralizaram 16 elementos do FPIC e capturaram outros sete", disse o Tenente Jules Ngongo, porta-voz do Exército em Ituri, fazendo um balanço da operação até domingo.

"Duas localidades (...) passaram a estar sob o controlo de soldados leais" ao Governo, acrescentou.

O responsável referiu ainda que o exército congolês perdeu três soldados, a quem rende a sua homenagem e saúda a memória dos militares, entre os quais um oficial, e indicou que "as operações de busca e limpeza continuam".

"O FPIC é constituído principalmente por jovens da Bira (comunidade local) e diz-se que tem reivindicações políticas, porque aquela comunidade não faz parte do governo provincial (Ituri). Também quer recuperar terrenos ocupados pelos hema em território Irumu", segundo os peritos do Barómetro de Segurança do Kivu (KST).

Membros desta milícia estão também a atacar elementos da comunidade alur, de acordo com vários testemunhos de residentes de Irumu à agência de notícias francesa AFP. No início de 2020, atearam fogo a uma esquadra de Polícia e ao gabinete territorial de Irumu, de acordo com as mesmas testemunhas.

A RDCongo está numa situação de instabilidade há quase três décadas devido à presença de dezenas de grupos armados locais e estrangeiros. Num relatório recente, o grupo de estudo do KST identificou pelo menos "122 grupos armados" activos em quatro províncias orientais (Ituri, Kivu Norte, Kivu Sul e Tanganica).