Recolher obrigatório em Darfur Ocidental após conflitos e retirada da ONU

Darfur - As autoridades do Darfur Ocidental impuseram hoje o recolher obrigatório no estado, na fronteira do Sudão com o Tchad, após conflitos que provocaram mortos e feridos, duas semanas depois da retirada da missão de paz das Nações Unidas.

Em comunicado, o governador de Darfur Ocidental, Mohamed Abdullah, anunciou que "o toque de recolher entra em vigor neste sábado, até novo aviso, e inclui o encerramento de todos os mercados e a proibição de reuniões em todas as partes do estado".

A decisão visa "impor ordem e estabilidade, ampliar o prestígio do estado e devolver a tranquilidade à cidade", acrescentou Mohamed Abdullah.

As forças de segurança foram autorizadas ao uso da força para conter um novo surto de violência.

O anúncio do governador acontece depois de pelo menos duas mortes registadas na cidade de Geneina, capital do estado, após um conflito entre duas pessoas, além de vários feridos e casas queimadas, segundo a agência oficial de notícias sudanesa, SUNA, citada pela EFE.

No entanto, o médico de emergência do hospital Geneina Salah, Mohamed Saleh, disse à EFE que o centro recebeu seis corpos com ferimentos de bala e outros 28 feridos, cinco deles em estado crítico.

Por sua vez, os moradores da cidade disseram que a violência estourou após a morte de um jovem num campo de deslocados localizado perto da cidade.

Já a agência de notícias AP, que cita fonte médica local, refere que os conflitos entre árabes e não árabes provocaram pelo menos 32 mortos e 79 feridos.

O Darfur Ocidental foi palco de confrontos mortais há mais de um ano entre árabes e não árabes que mataram pelo menos 54 pessoas e deslocaram cerca de 40 mil pessoas, com milhares de passagem para o vizinho Tchad.

A UNAMID (missão da ONU), cujo mandato terminou a 31 de Dezembro passado, foi destacada para o Darfur em 2007 no meio de uma guerra civil que causou, entre 2003 e 2008, mais de 300 mil mortos, segundo as Nações Unidas, depois de grupos armados se revoltarem contra o governo em protesto pela pobreza e marginalização da região.

A decisão de pôr fim à UNAMID foi adoptada pelo Conselho de Segurança da ONU no passado dia 23 de Dezembro a pedido do governo sudanês, depois de ter sido assinado em Outubro um acordo de paz com os principais movimentos rebeldes do país, incluindo a maioria dos do Darfur.

Os confrontos agora registados representam um desafio significativo aos esforços do governo de transição do Sudão para acabar com rebeliões de décadas em algumas áreas.

O país está num caminho frágil para a democracia depois de um levantamento popular que levou os militares a derrubar o Omar al-Bashir em Abril de 2019, estando agora no poder um governo militar-civil.

Em comunicado, o governador de Darfur Ocidental, Mohamed Abdullah, anunciou que "o toque de recolher entra em vigor neste sábado, até novo aviso, e inclui o encerramento de todos os mercados e a proibição de reuniões em todas as partes do estado".

A decisão visa "impor ordem e estabilidade, ampliar o prestígio do estado e devolver a tranquilidade à cidade", acrescentou Mohamed Abdullah.

As forças de segurança foram autorizadas ao uso da força para conter um novo surto de violência.

O anúncio do governador acontece depois de pelo menos duas mortes registadas na cidade de Geneina, capital do estado, após um conflito entre duas pessoas, além de vários feridos e casas queimadas, segundo a agência oficial de notícias sudanesa, SUNA, citada pela EFE.

No entanto, o médico de emergência do hospital Geneina Salah, Mohamed Saleh, disse à EFE que o centro recebeu seis corpos com ferimentos de bala e outros 28 feridos, cinco deles em estado crítico.

Por sua vez, os moradores da cidade disseram que a violência estourou após a morte de um jovem num campo de deslocados localizado perto da cidade.

Já a agência de notícias AP, que cita fonte médica local, refere que os conflitos entre árabes e não árabes provocaram pelo menos 32 mortos e 79 feridos.

O Darfur Ocidental foi palco de confrontos mortais há mais de um ano entre árabes e não árabes que mataram pelo menos 54 pessoas e deslocaram cerca de 40 mil pessoas, com milhares de passagem para o vizinho Tchad.

A UNAMID (missão da ONU), cujo mandato terminou a 31 de Dezembro passado, foi destacada para o Darfur em 2007 no meio de uma guerra civil que causou, entre 2003 e 2008, mais de 300 mil mortos, segundo as Nações Unidas, depois de grupos armados se revoltarem contra o governo em protesto pela pobreza e marginalização da região.

A decisão de pôr fim à UNAMID foi adoptada pelo Conselho de Segurança da ONU no passado dia 23 de Dezembro a pedido do governo sudanês, depois de ter sido assinado em Outubro um acordo de paz com os principais movimentos rebeldes do país, incluindo a maioria dos do Darfur.

Os confrontos agora registados representam um desafio significativo aos esforços do governo de transição do Sudão para acabar com rebeliões de décadas em algumas áreas.

O país está num caminho frágil para a democracia depois de um levantamento popular que levou os militares a derrubar o Omar al-Bashir em Abril de 2019, estando agora no poder um governo militar-civil.