Sobe número de mortos em protestos no Uganda

  • Bandeira da Republica do Uganda
Kampala - A polícia do Uganda confirmou hoje que pelo menos 45 pessoas morreram em três dias de protestos na semana passada, após a detenção do líder da oposição e músico popular Bobi Wine, candidato às presidenciais em Janeiro.

"É lamentável que os motins tenham custado a vida de 45 pessoas, incluindo 39 homens e seis mulheres, na faixa etária dos 25-40 anos", confirmou numa conferência de imprensa em Kampala o porta-voz da polícia ugandesa, Fred Enanga, citado pela Lusa.

Enanga anunciou ainda estar a decorrer uma investigação para "identificar os instigadores dos motins" através da tecnologia CCTV, leitores de matrículas e de sistemas de reconhecimento facial.

Segundo fontes de segurança citadas pelos meios de comunicação locais, a maioria dos tiros foi, porém, disparada por agentes à civil.

Enanga anunciou também na sexta-feira que a "rede de informações, vigilância por vídeo e ajuda do público" da polícia tinham permitido "deter mais de 300 suspeitos de terem participado em motins, pilhagens, roubos de carros e bloqueios de estradas".

Robert Kyagulanyi, verdadeiro nome de Wine, foi preso na quarta-feira em Jinja (leste do país), onde fazia campanha, por ter, segundo a polícia, violado as medidas anti-pandemia durante os seus comícios. Os protestos eclodiram na capital e em várias partes do país na sequência da detenção.

Wine foi libertado sob caução dois dias depois, após ter sido acusado de violar as restrições impostas para impedir a propagação do coronavírus Sars-CoV-2.

Não obstante a presença militar e policial - e a utilização de gás lacrimogéneo, balas de borracha e munições reais pelas forças de segurança - centenas de pessoas manifestaram-se nas ruas, ateando fogo e levantando barricadas com que cortaram o trânsito.

Deputado da oposição e estrela musical, Bobi Wine, 38 anos, será o principal opositor do Presidente Yoweri Museveni, 76 anos, no poder no Uganda desde 1986, nas eleições presidenciais previstas para 14 de Janeiro.

Se Museveni mantém o seu prestígio nas zonas rurais, onde muitos ugandeses o identificam como o único líder capaz de manter a paz num país com um passado conturbado, Wine é uma figura popular nos centros urbanos.

O cantor, detido múltiplas vezes nos últimos anos, cresceu numa favela na capital do Uganda e tem usado com eficiência o discurso subversivo, convertendo em votos potenciais as frustrações dos mais pobres.

"É lamentável que os motins tenham custado a vida de 45 pessoas, incluindo 39 homens e seis mulheres, na faixa etária dos 25-40 anos", confirmou numa conferência de imprensa em Kampala o porta-voz da polícia ugandesa, Fred Enanga, citado pela Lusa.

Enanga anunciou ainda estar a decorrer uma investigação para "identificar os instigadores dos motins" através da tecnologia CCTV, leitores de matrículas e de sistemas de reconhecimento facial.

Segundo fontes de segurança citadas pelos meios de comunicação locais, a maioria dos tiros foi, porém, disparada por agentes à civil.

Enanga anunciou também na sexta-feira que a "rede de informações, vigilância por vídeo e ajuda do público" da polícia tinham permitido "deter mais de 300 suspeitos de terem participado em motins, pilhagens, roubos de carros e bloqueios de estradas".

Robert Kyagulanyi, verdadeiro nome de Wine, foi preso na quarta-feira em Jinja (leste do país), onde fazia campanha, por ter, segundo a polícia, violado as medidas anti-pandemia durante os seus comícios. Os protestos eclodiram na capital e em várias partes do país na sequência da detenção.

Wine foi libertado sob caução dois dias depois, após ter sido acusado de violar as restrições impostas para impedir a propagação do coronavírus Sars-CoV-2.

Não obstante a presença militar e policial - e a utilização de gás lacrimogéneo, balas de borracha e munições reais pelas forças de segurança - centenas de pessoas manifestaram-se nas ruas, ateando fogo e levantando barricadas com que cortaram o trânsito.

Deputado da oposição e estrela musical, Bobi Wine, 38 anos, será o principal opositor do Presidente Yoweri Museveni, 76 anos, no poder no Uganda desde 1986, nas eleições presidenciais previstas para 14 de Janeiro.

Se Museveni mantém o seu prestígio nas zonas rurais, onde muitos ugandeses o identificam como o único líder capaz de manter a paz num país com um passado conturbado, Wine é uma figura popular nos centros urbanos.

O cantor, detido múltiplas vezes nos últimos anos, cresceu numa favela na capital do Uganda e tem usado com eficiência o discurso subversivo, convertendo em votos potenciais as frustrações dos mais pobres.