Nações Unidas vão reduzir efectivos militares e policiais no Sudão do Sul

  • Bandeira da ONU
Juba – A Missão da ONU no Sudão do Sul (MINUSS) anunciou terça-feira, 06, a redução, em 2021, de 7% dos seus efectivos militares naquele país.

 

"As nossas forças militares e policiais serão reduzidas de pelo menos 7%", declarou o chefe da MINUSS, David Shearer, durante a última conferência de imprensa, depois de quatro de função.

O alto funcionário da ONU justificou a decisão com a diminuição da violência, desde a assinatura do acordo de paz, em 2018, e a retirada anunciada, em Setembro, das forças da ONU, dos campos que albergam cerca de 180 mil civis que fugiam os confrontos.

Actualmente, a MINUSS conta com 14 mil e 500 militares e dois mil agentes da Polícia." O processo de paz continua frágil, e resta muita coisa por fazer”, preveniu Shearer, precisando que os efectivos podem ser revistos em alta em caso de necessidade.

Um cessar-fogo foi assinado em Setembro de 2018 e, em Fevereiro de 2020 foi formado um governo de União nacional entre os rivais políticos, Salva Kiir e Riek Machar, terminando com mais de seis anos de guerra civil.

Porem, muitas regiões do país continuam afectadas por conflitos localizados, disse.

O Sudão do Sul mergulhou numa guerra civil em Dezembro de 2013, quando o Presidente Salva Kiir acusou Riek Machar, seu antigo vice-presidente de fomentar um golpe de Estado.

O conflito, marcado por várias atrocidades tais como o recurso a violência sexual como arma de guerra, matou 380 mil pessoas e fez deslocar outras milhões.

Shearer lançou um apelo aos dirigentes do Sul do Sudão, incentivando-os a relançarem a aplicação do acordo de paz, que continua uma letra morta, nomeadamente a entrada em vigor de uma nova Constituição, a formação das forças armadas nacionais e as reformas económicas.

 

"As nossas forças militares e policiais serão reduzidas de pelo menos 7%", declarou o chefe da MINUSS, David Shearer, durante a última conferência de imprensa, depois de quatro de função.

O alto funcionário da ONU justificou a decisão com a diminuição da violência, desde a assinatura do acordo de paz, em 2018, e a retirada anunciada, em Setembro, das forças da ONU, dos campos que albergam cerca de 180 mil civis que fugiam os confrontos.

Actualmente, a MINUSS conta com 14 mil e 500 militares e dois mil agentes da Polícia." O processo de paz continua frágil, e resta muita coisa por fazer”, preveniu Shearer, precisando que os efectivos podem ser revistos em alta em caso de necessidade.

Um cessar-fogo foi assinado em Setembro de 2018 e, em Fevereiro de 2020 foi formado um governo de União nacional entre os rivais políticos, Salva Kiir e Riek Machar, terminando com mais de seis anos de guerra civil.

Porem, muitas regiões do país continuam afectadas por conflitos localizados, disse.

O Sudão do Sul mergulhou numa guerra civil em Dezembro de 2013, quando o Presidente Salva Kiir acusou Riek Machar, seu antigo vice-presidente de fomentar um golpe de Estado.

O conflito, marcado por várias atrocidades tais como o recurso a violência sexual como arma de guerra, matou 380 mil pessoas e fez deslocar outras milhões.

Shearer lançou um apelo aos dirigentes do Sul do Sudão, incentivando-os a relançarem a aplicação do acordo de paz, que continua uma letra morta, nomeadamente a entrada em vigor de uma nova Constituição, a formação das forças armadas nacionais e as reformas económicas.