Sudão: Protesto contra acordo de paz bloqueia Porto Sudão há três dias

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Porto Sudão - Dezenas de sudaneses estão a bloquear, pelo terceiro dia consecutivo, o principal porto do país, em Porto Sudão, bem como estradas, para protestar contra um acordo de paz histórico com os rebeldes assinado em 2020.

Em Outubro de 2020, 18 meses após a remoção do autocrata Omar al-Bashir, que governou o Sudão durante 30 anos, as autoridades de transição concluíram um acordo de paz com grupos rebeldes, mas uma das maiores tribos do leste - a Beja - rejeitou ferozmente o acordo, considerando que não lhes é garantida uma representação política adequada.

Os membros desta tribo estão a liderar uma nova revolta.

"Temos estado a bloquear a estrada que liga Porto Sudão ao resto do país desde sexta-feira, bem como as estradas que conduzem às principais docas e terminais de exportação de petróleo", disse um líder dos manifestantes, Sayed Abouamnah, à agência France-Presse (AFP) por telefone.

"O bloqueio só será levantado quando as nossas exigências - o cancelamento de partes do acordo relativas ao leste do Sudão - forem satisfeitas", acrescentou.

Porto Sudão lida com a grande maioria do comércio externo do Sudão. A cidade acolhe também um aeroporto internacional e uma refinaria de petróleo.

Um funcionário do porto, Aboud Cherbini, confirmou à AFP que o porto está "completamente fechado" e que "os fluxos de exportação e importação pararam".

No estado de Gedaref, a leste de Cartum, testemunhas confirmaram o encerramento da estrada que liga Porto Sudão à capital. As estradas que conduzem ao porto estão também bloqueadas.

Liderado desde Agosto de 2019 por um governo de transição civil e militar, o Sudão está a tentar virar a página sobre décadas de conflito interno, mas está a braços com sérias dificuldades económicas, herdadas do governo de Al-Bashir, marcado em particular pelas sanções dos Estados Unidos da América.

Segundo o líder do protesto, os manifestantes também querem substituir o actual governo de transição por um executivo não partidário.

Até ao momento, as autoridades não reagiram ao encerramento do porto.

Manifestações semelhantes já tiveram lugar no ano passado em Porto Sudão imediatamente após a assinatura do acordo.

 

Em Outubro de 2020, 18 meses após a remoção do autocrata Omar al-Bashir, que governou o Sudão durante 30 anos, as autoridades de transição concluíram um acordo de paz com grupos rebeldes, mas uma das maiores tribos do leste - a Beja - rejeitou ferozmente o acordo, considerando que não lhes é garantida uma representação política adequada.

Os membros desta tribo estão a liderar uma nova revolta.

"Temos estado a bloquear a estrada que liga Porto Sudão ao resto do país desde sexta-feira, bem como as estradas que conduzem às principais docas e terminais de exportação de petróleo", disse um líder dos manifestantes, Sayed Abouamnah, à agência France-Presse (AFP) por telefone.

"O bloqueio só será levantado quando as nossas exigências - o cancelamento de partes do acordo relativas ao leste do Sudão - forem satisfeitas", acrescentou.

Porto Sudão lida com a grande maioria do comércio externo do Sudão. A cidade acolhe também um aeroporto internacional e uma refinaria de petróleo.

Um funcionário do porto, Aboud Cherbini, confirmou à AFP que o porto está "completamente fechado" e que "os fluxos de exportação e importação pararam".

No estado de Gedaref, a leste de Cartum, testemunhas confirmaram o encerramento da estrada que liga Porto Sudão à capital. As estradas que conduzem ao porto estão também bloqueadas.

Liderado desde Agosto de 2019 por um governo de transição civil e militar, o Sudão está a tentar virar a página sobre décadas de conflito interno, mas está a braços com sérias dificuldades económicas, herdadas do governo de Al-Bashir, marcado em particular pelas sanções dos Estados Unidos da América.

Segundo o líder do protesto, os manifestantes também querem substituir o actual governo de transição por um executivo não partidário.

Até ao momento, as autoridades não reagiram ao encerramento do porto.

Manifestações semelhantes já tiveram lugar no ano passado em Porto Sudão imediatamente após a assinatura do acordo.