Terrorismo e raptos na Nigéria traumatizam mais de 12 milhões de crianças

Abuja - Mais de 12 milhões de crianças na Nigéria estão "traumatizadas" e têm medo de ir à escola devido aos raptos de alunos por grupos terroristas, para pedirem resgates, disse hoje o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, segundo noticiou o site Minuto a Minuto.

O primeiro rapto em massa de estudantes no país mais populoso de África ocorreu em Abril de 2014, quando o grupo terrorista Boko Haram raptou 276 raparigas de uma escola na cidade de Chibok (a nordeste), que desencadeou a campanha global #BringBackOurGirls.


Desde então, os ataques às escolas "aumentaram em número e espalharam-se por toda a parte norte do país", disse hoje o Presidente numa conferência internacional sobre segurança escolar, em Abuja.


Como resultado, "mais de 12 milhões de crianças estão actualmente traumatizadas e com medo de ir à escola, especialmente raparigas", explicou o Presidente, sem especificar a que região ou grupo etário se refere o número.


Há anos que grupos e rebeldes fortemente armados actuam no noroeste e centro da Nigéria, atacam e pilham aldeias e escolas, efectuando também raptos para pedirem resgates.  


Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), desde o início do ano, estes grupos criminosos, aparentemente sem motivação ideológica, raptaram mais de 1.400 estudantes.


Raparigas menores de idade abandonam a escola cedo e casam antes de atingirem a idade adulta. "Cerca de 44% das raparigas na Nigéria casam antes dos 18 anos", uma das taxas mais altas do mundo, de acordo com a associação Save The Children.


A maioria dos estudantes raptados são libertados após negociações, mas "mesmo quando são libertados, o trauma permanece por muito tempo", insistiu o Presidente Buhari.


O antigo general, que foi eleito em 2015, diz que está a fazer da segurança escolar "uma prioridade" do seu Governo, ao mesmo tempo que reconhece que "é difícil gerir estes desafios de segurança e as suas consequências".

 

O primeiro rapto em massa de estudantes no país mais populoso de África ocorreu em Abril de 2014, quando o grupo terrorista Boko Haram raptou 276 raparigas de uma escola na cidade de Chibok (a nordeste), que desencadeou a campanha global #BringBackOurGirls.


Desde então, os ataques às escolas "aumentaram em número e espalharam-se por toda a parte norte do país", disse hoje o Presidente numa conferência internacional sobre segurança escolar, em Abuja.


Como resultado, "mais de 12 milhões de crianças estão actualmente traumatizadas e com medo de ir à escola, especialmente raparigas", explicou o Presidente, sem especificar a que região ou grupo etário se refere o número.


Há anos que grupos e rebeldes fortemente armados actuam no noroeste e centro da Nigéria, atacam e pilham aldeias e escolas, efectuando também raptos para pedirem resgates.  


Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), desde o início do ano, estes grupos criminosos, aparentemente sem motivação ideológica, raptaram mais de 1.400 estudantes.


Raparigas menores de idade abandonam a escola cedo e casam antes de atingirem a idade adulta. "Cerca de 44% das raparigas na Nigéria casam antes dos 18 anos", uma das taxas mais altas do mundo, de acordo com a associação Save The Children.


A maioria dos estudantes raptados são libertados após negociações, mas "mesmo quando são libertados, o trauma permanece por muito tempo", insistiu o Presidente Buhari.


O antigo general, que foi eleito em 2015, diz que está a fazer da segurança escolar "uma prioridade" do seu Governo, ao mesmo tempo que reconhece que "é difícil gerir estes desafios de segurança e as suas consequências".