"Tesoureiro" do genocídio de Ruanda comparece à justiça internacional

  • Sómbolo da Justica
Haia - O presumível financiador do genocídio de Ruanda de 1994, Félicien Kabuga, comparecerá hoje pela primeira vez a um tribunal da ONU em Haia após sua detenção em França.

O alegado genocida foi detido em Maio nas proximidades de Paris, depois de passar 25 anos foragido. Kabuga tem 84 anos, segundo a ordem de detenção, e 87, segundo o próprio.

Félicien Kabuga é acusado de ter participado na criação das milícias hutus Interahamwe, as principais forças armadas do genocídio de 1994 que provocou 800 mil mortes, segundo a ONU, sobretudo entre a minoria tutsi.

O ruandês deveria ser transferido a Arusha para ser julgado pelo Mecanismo de Tribunais Penais Internacionais (MTPI), que tem uma divisão na Tanzânia e outra na Holanda, mas foi enviado a Haia à espera de um exame médico.

A primeira audiência de Kabuga no MTPI, a estrutura responsável por completar o trabalho do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), terá lugar hoje em Haia.

Kabuga pode comparecer à audiência pessoalmente ou por videoconferência, do centro de detenção, informou o MTPI.

Um primeiro relatório médico recomenda uma videoconferência devido à pandemia de covid-19.

O documento afirma ainda que "vários aspectos da saúde de Kabuga precisam de exames mais detalhados".

O mesmo é acusado de "genocídio, incitação directa e pública a cometer genocídio e crimes contra a humanidade (perseguições e extermínio)".

O igualmente ex-presidente da Rádio e Televisão Livre das Mil Colinas (RTLM), que defendia o assassinato dos tutsis, nega as acusações.

Também é suspeito de ter contribuído em 1993 para a compra em larga escala de facões que foram distribuídos aos milicianos em Abril de 1994. Esta acusação sustenta a tese, nunca validada pela justiça internacional, de que o genocídio foi planeado.

Os advogados de Kabuga pediram em Outubro a transferência permanente a Haia e não Arusha, "pela sua idade, saúde frágil e a presença da epidemia de covid-19 na Tanzânia".

O procurador do MTPI, Serge Brammertz, apoiou parcialmente a solicitação da defesa, considerando que Kabuga deveria ser transferido "previamente" a Haia para ser submetido a um "exame médico independente".

No final de Setembro, um tribunal francês validou a entrega de Kabuga à justiça internacional.

Félicien Kabuga, que estava entre os foragidos mais procurados do mundo, foi detido em Maio numa localidade do subúrbio de Paris, onde morava com uma identidade falsa.

Em Julho de 1994, refugiou-se na Suíça, antes de ser expulso, e depois seguiu temporariamente para Kinshasa (RDC). Em 1997 foi localizado em Nairobi (Quénia), mas conseguiu escapar de uma operação de detenção, assim como em 2003, segundo a ONG TRIAL.

De acordo com as autoridades francesas, Kabuga também viveu na Alemanha e na Bélgica. A justiça dos Estados Unidos chegou a oferecer uma recompensa de cinco milhões de dólares pela sua captura.

O alegado genocida foi detido em Maio nas proximidades de Paris, depois de passar 25 anos foragido. Kabuga tem 84 anos, segundo a ordem de detenção, e 87, segundo o próprio.

Félicien Kabuga é acusado de ter participado na criação das milícias hutus Interahamwe, as principais forças armadas do genocídio de 1994 que provocou 800 mil mortes, segundo a ONU, sobretudo entre a minoria tutsi.

O ruandês deveria ser transferido a Arusha para ser julgado pelo Mecanismo de Tribunais Penais Internacionais (MTPI), que tem uma divisão na Tanzânia e outra na Holanda, mas foi enviado a Haia à espera de um exame médico.

A primeira audiência de Kabuga no MTPI, a estrutura responsável por completar o trabalho do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), terá lugar hoje em Haia.

Kabuga pode comparecer à audiência pessoalmente ou por videoconferência, do centro de detenção, informou o MTPI.

Um primeiro relatório médico recomenda uma videoconferência devido à pandemia de covid-19.

O documento afirma ainda que "vários aspectos da saúde de Kabuga precisam de exames mais detalhados".

O mesmo é acusado de "genocídio, incitação directa e pública a cometer genocídio e crimes contra a humanidade (perseguições e extermínio)".

O igualmente ex-presidente da Rádio e Televisão Livre das Mil Colinas (RTLM), que defendia o assassinato dos tutsis, nega as acusações.

Também é suspeito de ter contribuído em 1993 para a compra em larga escala de facões que foram distribuídos aos milicianos em Abril de 1994. Esta acusação sustenta a tese, nunca validada pela justiça internacional, de que o genocídio foi planeado.

Os advogados de Kabuga pediram em Outubro a transferência permanente a Haia e não Arusha, "pela sua idade, saúde frágil e a presença da epidemia de covid-19 na Tanzânia".

O procurador do MTPI, Serge Brammertz, apoiou parcialmente a solicitação da defesa, considerando que Kabuga deveria ser transferido "previamente" a Haia para ser submetido a um "exame médico independente".

No final de Setembro, um tribunal francês validou a entrega de Kabuga à justiça internacional.

Félicien Kabuga, que estava entre os foragidos mais procurados do mundo, foi detido em Maio numa localidade do subúrbio de Paris, onde morava com uma identidade falsa.

Em Julho de 1994, refugiou-se na Suíça, antes de ser expulso, e depois seguiu temporariamente para Kinshasa (RDC). Em 1997 foi localizado em Nairobi (Quénia), mas conseguiu escapar de uma operação de detenção, assim como em 2003, segundo a ONG TRIAL.

De acordo com as autoridades francesas, Kabuga também viveu na Alemanha e na Bélgica. A justiça dos Estados Unidos chegou a oferecer uma recompensa de cinco milhões de dólares pela sua captura.