Tunísia: Ministério Público investiga partidos por corrupção

  • Bandeira da Tunísia
Tunes - O Ministério Público da Tunísia abriu uma investigação contra o partido islamita Ennahda, maioritário no parlamento, e outras duas formações políticas por suspeita de financiamento estrangeiro de campanhas e de doações anónimas, divulgaram na quarta-feira os 'media' tunisinos.

O partido islamita Ennahda é a principal força política no parlamento tunisino, cuja actividade foi suspensa recentemente por um período de 30 dias por ordem do Presidente da Tunísia, Kais Saied.

Desde o domingo passado, e após uma jornada de manifestações de protesto em todo o país, Kais Saied avançou com várias "medidas excepcionais", que também envolveram a destituição do primeiro-ministro, Hichem Mechichi, o afastamento dos ministros interinos da Defesa e da Justiça, Ibrahim Bartaji e Hasna Ben Slimane, respectivamente, e a exoneração de cerca de 20 altos funcionários governamentais.

Estas medidas, justificadas pelo Presidente pela necessidade "de recuperar a paz social e salvar o Estado e a sociedade" e de estabilizar o país face às actuais crises económica e sanitária, estão a ser classificadas como um "golpe de Estado" pela maioria dos partidos políticos tunisinos, incluindo pelo Ennahdha, aliado do primeiro-ministro destituído.

Em declarações a uma rádio local, um porta-voz do Ministério Público tunisino, identificado como Mohsen Daly, afirmou que a investigação foi aberta em meados deste mês.

A mesma fonte precisou que também estão em curso outras investigações, que foram abertas no início de Julho, relacionadas com a Comissão de Verdade e Dignidade da Tunísia, órgão criado para lidar com os abusos cometidos pelo regime autocrático que liderou o país durante décadas, e com a agência nacional anticorrupção, sendo a própria instituição suspeita de corrupção.

O dia de quarta-feira na capital do país, Tunes, foi marcado pela calma, quatro dias depois dos protestos nacionais que desencadearam as "medidas excecionais" anunciadas por Kais Saied.

No domingo passado, vários milhares de tunisinos manifestaram-se contra os dirigentes do país, nomeadamente contra o partido islamita Ennahdha.

Os protestos decorreram em várias cidades do país, apesar do amplo dispositivo policial mobilizado para limitar os movimentos dos manifestantes.

"A Constituição não permite a dissolução do parlamento, mas permite que se congelem as suas actividades", declarou, no domingo, Kais Saied, apoiando-se no artigo 80.º da lei fundamental tunisina, que admite essa situação em caso de "perigo iminente".

Em 2011, a Tunísia iniciou a transição democrática com a designada "Revolução do Jasmim", que levou ao fim do regime de Zine El Abidine Ben Ali, no poder durante duas décadas, e que originou um total de dez Governos, incapazes de solucionar a grave crise económica e social do país.

O partido islamita Ennahda é a principal força política no parlamento tunisino, cuja actividade foi suspensa recentemente por um período de 30 dias por ordem do Presidente da Tunísia, Kais Saied.

Desde o domingo passado, e após uma jornada de manifestações de protesto em todo o país, Kais Saied avançou com várias "medidas excepcionais", que também envolveram a destituição do primeiro-ministro, Hichem Mechichi, o afastamento dos ministros interinos da Defesa e da Justiça, Ibrahim Bartaji e Hasna Ben Slimane, respectivamente, e a exoneração de cerca de 20 altos funcionários governamentais.

Estas medidas, justificadas pelo Presidente pela necessidade "de recuperar a paz social e salvar o Estado e a sociedade" e de estabilizar o país face às actuais crises económica e sanitária, estão a ser classificadas como um "golpe de Estado" pela maioria dos partidos políticos tunisinos, incluindo pelo Ennahdha, aliado do primeiro-ministro destituído.

Em declarações a uma rádio local, um porta-voz do Ministério Público tunisino, identificado como Mohsen Daly, afirmou que a investigação foi aberta em meados deste mês.

A mesma fonte precisou que também estão em curso outras investigações, que foram abertas no início de Julho, relacionadas com a Comissão de Verdade e Dignidade da Tunísia, órgão criado para lidar com os abusos cometidos pelo regime autocrático que liderou o país durante décadas, e com a agência nacional anticorrupção, sendo a própria instituição suspeita de corrupção.

O dia de quarta-feira na capital do país, Tunes, foi marcado pela calma, quatro dias depois dos protestos nacionais que desencadearam as "medidas excecionais" anunciadas por Kais Saied.

No domingo passado, vários milhares de tunisinos manifestaram-se contra os dirigentes do país, nomeadamente contra o partido islamita Ennahdha.

Os protestos decorreram em várias cidades do país, apesar do amplo dispositivo policial mobilizado para limitar os movimentos dos manifestantes.

"A Constituição não permite a dissolução do parlamento, mas permite que se congelem as suas actividades", declarou, no domingo, Kais Saied, apoiando-se no artigo 80.º da lei fundamental tunisina, que admite essa situação em caso de "perigo iminente".

Em 2011, a Tunísia iniciou a transição democrática com a designada "Revolução do Jasmim", que levou ao fim do regime de Zine El Abidine Ben Ali, no poder durante duas décadas, e que originou um total de dez Governos, incapazes de solucionar a grave crise económica e social do país.