UA preocupada com conflito em Guerguerat e Saara ocidental

  • Bandeira da União Africana
Addis Abeba - O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, expressou hoje "profunda preocupação" pela deterioração da situação no Saara ocidental, especialmente na zona-tampão de Guerguerat, e pelas ameaças de violação do cessar-fogo em vigor desde 1991.

Moussa Faki Mahamat reafirmou, numa declaração hoje divulgada, a disponibilidade da União Africana para "apoiar activamente os esforços das Nações Unidas para uma solução política justa e aceitável" para todas as partes neste conflito, elogiando os esforços do secretário-geral da ONU, António Guterres, e dos países da região para instar as partes a voltarem à mesa de negociações o mais rápido possível.

António Guterres já tinha expressado, na semana passada, preocupação pela situação em Guerguerat, uma vila no sudoeste do Saara Ocidental, e que poderá ser o epicentro de um conflito entre os sarauís e militares marroquinos, depois de apoiantes da Frente Polisário, um movimento político de índole revolucionária que reivindica a autonomia do Saara Ocidental, terem bloqueado, há quase um mês, a passagem fronteiriça entre aquela vila e a Mauritânia.

Apesar de os apoiantes sarauís terem bloqueado o acesso fronteiriço, este grupo não está armado. Por essa razão, quer o Governo de Marrocos, quer a própria Frente Polisário mobilizaram militares e combatentes para esta área, situação que poderá colocar um fim ao cessar-fogo vigente desde 1991.

Na segunda-feira da semana passada, o Governo da República Árabe Sarauí Democrática advertiu, em comunicado, que os civis sarauís em Guerguerat "enfrentam o perigo de uma iminente agressão militar perpetrada por militares" de Marrocos "disfarçados de civis", responsabilizando a ONU pelo desfecho da escalada de tensão.

No domingo, a Frente Polisário anunciou um terceiro bombardeamento de posições do exército marroquino em resposta ao ataque aéreo lançado por Marrocos na sexta-feira na fronteira de Guerguerat, enquanto organizações saarauís denunciaram a detenção de vários ativistas pelas forças marroquinas nas cidades ocupadas do Saara Ocidental.

No comunicado hoje divulgado, o presidente da Comissão da União Africana pede a António Guterres que acelere o processo de nomeação do seu enviado pessoal e sublinha a disponibilidade da União Africana para apoiar uma solução política justa e aceitável para todas as partes.

Moussa Faki Mahamat reafirmou, numa declaração hoje divulgada, a disponibilidade da União Africana para "apoiar activamente os esforços das Nações Unidas para uma solução política justa e aceitável" para todas as partes neste conflito, elogiando os esforços do secretário-geral da ONU, António Guterres, e dos países da região para instar as partes a voltarem à mesa de negociações o mais rápido possível.

António Guterres já tinha expressado, na semana passada, preocupação pela situação em Guerguerat, uma vila no sudoeste do Saara Ocidental, e que poderá ser o epicentro de um conflito entre os sarauís e militares marroquinos, depois de apoiantes da Frente Polisário, um movimento político de índole revolucionária que reivindica a autonomia do Saara Ocidental, terem bloqueado, há quase um mês, a passagem fronteiriça entre aquela vila e a Mauritânia.

Apesar de os apoiantes sarauís terem bloqueado o acesso fronteiriço, este grupo não está armado. Por essa razão, quer o Governo de Marrocos, quer a própria Frente Polisário mobilizaram militares e combatentes para esta área, situação que poderá colocar um fim ao cessar-fogo vigente desde 1991.

Na segunda-feira da semana passada, o Governo da República Árabe Sarauí Democrática advertiu, em comunicado, que os civis sarauís em Guerguerat "enfrentam o perigo de uma iminente agressão militar perpetrada por militares" de Marrocos "disfarçados de civis", responsabilizando a ONU pelo desfecho da escalada de tensão.

No domingo, a Frente Polisário anunciou um terceiro bombardeamento de posições do exército marroquino em resposta ao ataque aéreo lançado por Marrocos na sexta-feira na fronteira de Guerguerat, enquanto organizações saarauís denunciaram a detenção de vários ativistas pelas forças marroquinas nas cidades ocupadas do Saara Ocidental.

No comunicado hoje divulgado, o presidente da Comissão da União Africana pede a António Guterres que acelere o processo de nomeação do seu enviado pessoal e sublinha a disponibilidade da União Africana para apoiar uma solução política justa e aceitável para todas as partes.