UE: Chefes de diplomacia discutem Moçambique após visita de Santos Silva

Lisboa - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, vai dar hoje conta aos seus homólogos europeus dos resultados da visita da semana passada a Moçambique, um dos assuntos em agenda no Conselho de chefes de diplomacia da UE.

A insurgência armada na província de Cabo Delgado, que levou o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, a pedir ao ministro português que se deslocasse a Moçambique em sua representação, é um dos muitos assuntos na agenda da reunião que os chefes de diplomacia dos 27 celebram hoje em Bruxelas, presencialmente, apesar da pandemia da covid-19.

Na passada quinta-feira, no final da visita a Moçambique, o chefe da diplomacia portuguesa considerou que todos os objectivos políticos da deslocação foram "cumpridos", designadamente expressar "a solidariedade europeia" face à crise humanitária, agradecer "a prontidão" em acolher a missão política, e "ouvir das autoridades moçambicanas" a avaliação da situação e o relato das necessidades.

Apontando que informaria, hoje, os seus homólogos da UE das áreas fundamentais para apoio a Moçambique identificadas em conjunto com as autoridades moçambicanas - formação militar, apoio da acção humanitária à população e apoio à agência para o desenvolvimento do norte do país -, Santos Silva disse esperar "que tão breve quanto possível o programa de reforço da cooperação esteja desenhado, aprovado e em condições de ser implementado".

A violência armada na província nortenha de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, o que levou as autoridades moçambicanas a pedir auxílio à UE.

Além da situação em Cabo Delgado, os chefes de diplomacia dos 27 têm uma agenda preenchida nesta sua primeira reunião do ano, que, por ser de política externa - sob a alçada do Alto Representante, desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa --, e ao contrário das restantes formações do Conselho, não é conduzida pela presidência portuguesa do Conselho da UE, mas sim por Josep Borrell.

O principal tema na agenda oficial é a diplomacia do clima e da energia, mas os ministros abordarão uma série de "assuntos correntes", tais como a detenção de Alexei Navalny na Rússia, a situação em Hong Kong, no Corno de África e na Venezuela, havendo ainda lugar a uma troca de pontos de vista com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi, que se juntará à reunião por videoconferência.

Na terça-feira, Augusto Santos Silva apresentará as prioridades a nível de política externa da presidência portuguesa do Conselho da UE - que decorre até final de Junho - perante a comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu.

A insurgência armada na província de Cabo Delgado, que levou o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, a pedir ao ministro português que se deslocasse a Moçambique em sua representação, é um dos muitos assuntos na agenda da reunião que os chefes de diplomacia dos 27 celebram hoje em Bruxelas, presencialmente, apesar da pandemia da covid-19.

Na passada quinta-feira, no final da visita a Moçambique, o chefe da diplomacia portuguesa considerou que todos os objectivos políticos da deslocação foram "cumpridos", designadamente expressar "a solidariedade europeia" face à crise humanitária, agradecer "a prontidão" em acolher a missão política, e "ouvir das autoridades moçambicanas" a avaliação da situação e o relato das necessidades.

Apontando que informaria, hoje, os seus homólogos da UE das áreas fundamentais para apoio a Moçambique identificadas em conjunto com as autoridades moçambicanas - formação militar, apoio da acção humanitária à população e apoio à agência para o desenvolvimento do norte do país -, Santos Silva disse esperar "que tão breve quanto possível o programa de reforço da cooperação esteja desenhado, aprovado e em condições de ser implementado".

A violência armada na província nortenha de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, o que levou as autoridades moçambicanas a pedir auxílio à UE.

Além da situação em Cabo Delgado, os chefes de diplomacia dos 27 têm uma agenda preenchida nesta sua primeira reunião do ano, que, por ser de política externa - sob a alçada do Alto Representante, desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa --, e ao contrário das restantes formações do Conselho, não é conduzida pela presidência portuguesa do Conselho da UE, mas sim por Josep Borrell.

O principal tema na agenda oficial é a diplomacia do clima e da energia, mas os ministros abordarão uma série de "assuntos correntes", tais como a detenção de Alexei Navalny na Rússia, a situação em Hong Kong, no Corno de África e na Venezuela, havendo ainda lugar a uma troca de pontos de vista com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi, que se juntará à reunião por videoconferência.

Na terça-feira, Augusto Santos Silva apresentará as prioridades a nível de política externa da presidência portuguesa do Conselho da UE - que decorre até final de Junho - perante a comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu.