UE suspende à Etiópia devido a conflito no Tigray

  • Bandeira da União Europeia
Bruxelas - A União Europeia vai suspender o pagamento de cerca de 90 milhões de euros de ajuda orçamental à Etiópia por causa do conflito na região do Tigray, de acordo com documentação europeia consultada pela France Presse.

A decisão foi tomada na sequência dos apelos da União Europeia sobre a situação humanitária, assim como após o pedido sobre o fim das hostilidades e de "uma resolução política" do conflito na região situada no norte da Etiópia.  

O documento elaborado por dois diplomatas que estiveram em Addis Abeba frisa que a União Europeia pretende investigar as alegações sobre abusos aos direitos humanos no conflito que começou no passado dia quatro de Novembro. 

"O adiamento do pagamento do dinheiro não significa que o governo da Etiópia perde os fundos", da União Europeia, refere o documento.

Mesmo assim, o pagamento de um total de 88,5 milhões de euros encontra-se suspenso sendo que 60 milhões estavam destinados ao desenvolvimento de ligações logísticas entre a Etiópia e os países vizinhos e 17,5 milhões iam ser aplicados no sector da saúde.

O governo da Etiópia e a União Europeia, em Bruxelas, ainda não responderam às questões enviadas pela AFP sobre o assunto.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lançou no mês passado uma operação militar contra a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF) que enfrenta o governo federal, tendo as tensões aumentado desde o princípio do ano.

Abiy acusa a TPLF de responsabilidade no ataque contra duas bases do Exército Federal da Etiópia na região do Tigray.

Não existe um balanço oficial de vítimas mas segundo o International Crisis Group o conflito já "provocou milhares de mortos".

Por outro lado, cerca de 50 mil habitantes do Tigray foram obrigados a  refugiarem-se no Sudão registando-se um número indeterminado de deslocados internos. 

 

A decisão foi tomada na sequência dos apelos da União Europeia sobre a situação humanitária, assim como após o pedido sobre o fim das hostilidades e de "uma resolução política" do conflito na região situada no norte da Etiópia.  

O documento elaborado por dois diplomatas que estiveram em Addis Abeba frisa que a União Europeia pretende investigar as alegações sobre abusos aos direitos humanos no conflito que começou no passado dia quatro de Novembro. 

"O adiamento do pagamento do dinheiro não significa que o governo da Etiópia perde os fundos", da União Europeia, refere o documento.

Mesmo assim, o pagamento de um total de 88,5 milhões de euros encontra-se suspenso sendo que 60 milhões estavam destinados ao desenvolvimento de ligações logísticas entre a Etiópia e os países vizinhos e 17,5 milhões iam ser aplicados no sector da saúde.

O governo da Etiópia e a União Europeia, em Bruxelas, ainda não responderam às questões enviadas pela AFP sobre o assunto.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lançou no mês passado uma operação militar contra a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF) que enfrenta o governo federal, tendo as tensões aumentado desde o princípio do ano.

Abiy acusa a TPLF de responsabilidade no ataque contra duas bases do Exército Federal da Etiópia na região do Tigray.

Não existe um balanço oficial de vítimas mas segundo o International Crisis Group o conflito já "provocou milhares de mortos".

Por outro lado, cerca de 50 mil habitantes do Tigray foram obrigados a  refugiarem-se no Sudão registando-se um número indeterminado de deslocados internos.