União Europeia apela ao respeito do cessar-fogo no Saara Ocidental

Bruxelas - A União Europeia (UE) apelou hoje a que se evite uma escalada de violência e se respeite o cessar-fogo em vigor desde 1991 no Saara Ocidental, juntando-se aos pedidos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Depois do ataque perpetrado na sexta-feira por forças marroquinas na passagem da fronteira de Guerguerat, que liga a Mauritânia ao território ocupado por Marrocos, no extremo sul do Saara Ocidental, a UE está a monitorizar a situação na região, disse à agência Efe uma porta-voz europeia.

"A UE junta-se à ONU no seu apelo contra a escalada [de violência] e no respeito ao cessar-fogo em vigor desde 06 de Setembro de 1991 e à continuação das negociações políticas suspensas em 2019", avançou a porta-voz.

A Frente Polisário, movimento político-revolucionário em favor da autonomia do território do Saara Ocidental, anunciou hoje que considera quebrado o cessar-fogo assinado com Rabat, capital de Marrocos, e decretou o estado de guerra em todo o território em resposta ao ataque perpetrado na sexta-feira.

No ataque, as unidades militares marroquinas cruzaram a fronteira de Guerguerat, para romper o bloqueio e levantar um corredor de segurança, desencadeando uma troca de tiros entre o exército marroquino e as forças da Polisário presentes na zona.

Horas depois, unidades saarauis bombardearam quatro bases militares e dois postos de vigilância de Marrocos, situados no muro de separação construído no Saara Ocidental, o mais longo do mundo com mais de 2.500 quilómetros de comprimento, como resposta ao ataque lançado pelo exército marroquino.

A tensão entre Rabat e a Polisário disparou desde que, em 21 de outubro, um grupo de ativistas saarauis bloqueou a passagem da fronteira de Guerguerat.

Nos últimos dias, o rei de Marrocos, Mohamed VI, trocou mensagens com a ONU, França, Estados Unidos, Mauritânia e outros países envolvidos a fim de alertá-los para a operação.

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou o que considerou ser um "fracasso" seu nos esforços feitos para criar um 'status quo' na disputa entre Marrocos e a República Árabe Saarauí Democrática (RASD) no Saara Ocidental.

A zona desmilitarizada onde está localizada Guerguerat é regida pelo chamado "Acordo Militar número 1", anexo ao acordo de cessar-fogo em vigor desde 1991 e assinado por Marrocos e o grupo Frente Polisário, que proíbe a entrada de militares, entre outras medidas.

No entanto, tanto Marrocos como a Frente Polisário são constantemente acusados de não cumprir o acordo com ações que violam o cessar-fogo.

Depois do ataque perpetrado na sexta-feira por forças marroquinas na passagem da fronteira de Guerguerat, que liga a Mauritânia ao território ocupado por Marrocos, no extremo sul do Saara Ocidental, a UE está a monitorizar a situação na região, disse à agência Efe uma porta-voz europeia.

"A UE junta-se à ONU no seu apelo contra a escalada [de violência] e no respeito ao cessar-fogo em vigor desde 06 de Setembro de 1991 e à continuação das negociações políticas suspensas em 2019", avançou a porta-voz.

A Frente Polisário, movimento político-revolucionário em favor da autonomia do território do Saara Ocidental, anunciou hoje que considera quebrado o cessar-fogo assinado com Rabat, capital de Marrocos, e decretou o estado de guerra em todo o território em resposta ao ataque perpetrado na sexta-feira.

No ataque, as unidades militares marroquinas cruzaram a fronteira de Guerguerat, para romper o bloqueio e levantar um corredor de segurança, desencadeando uma troca de tiros entre o exército marroquino e as forças da Polisário presentes na zona.

Horas depois, unidades saarauis bombardearam quatro bases militares e dois postos de vigilância de Marrocos, situados no muro de separação construído no Saara Ocidental, o mais longo do mundo com mais de 2.500 quilómetros de comprimento, como resposta ao ataque lançado pelo exército marroquino.

A tensão entre Rabat e a Polisário disparou desde que, em 21 de outubro, um grupo de ativistas saarauis bloqueou a passagem da fronteira de Guerguerat.

Nos últimos dias, o rei de Marrocos, Mohamed VI, trocou mensagens com a ONU, França, Estados Unidos, Mauritânia e outros países envolvidos a fim de alertá-los para a operação.

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou o que considerou ser um "fracasso" seu nos esforços feitos para criar um 'status quo' na disputa entre Marrocos e a República Árabe Saarauí Democrática (RASD) no Saara Ocidental.

A zona desmilitarizada onde está localizada Guerguerat é regida pelo chamado "Acordo Militar número 1", anexo ao acordo de cessar-fogo em vigor desde 1991 e assinado por Marrocos e o grupo Frente Polisário, que proíbe a entrada de militares, entre outras medidas.

No entanto, tanto Marrocos como a Frente Polisário são constantemente acusados de não cumprir o acordo com ações que violam o cessar-fogo.