Vacinas: Mo Ibrahim apela à OMC que suspenda propriedade intelectual

  • Vacina contra a Covid-19
Londres - A Fundação Mo Ibrahim pediu hoje à Organização Mundial do Comércio (OMC), liderada a partir de Março pela nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, que suspenda temporariamente os direitos de propriedade intelectual para permitir o fabrico em África de vacinas anti-covid-19.

"Esperamos que a Organização Mundial do Comércio (OMC) renuncie temporariamente aos aspectos específicos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (TRIPS). Isto proporcionará o 'know-how' para fabricar vacinas em África, um passo fundamental para permitir o acesso a vacinas para todos o mais rapidamente possível", apelou a fundação, numa mensagem em que felicita Ngozi Okonjo-Iweala, 66 anos, pela sua nomeação como próxima directora da organização.

"Esta é a única forma de assegurar um esforço global e coordenado para conter a covid-19. Se existe uma emergência que temos de enfrentar, é esta", sublinhou a Fundação Mo Ibrahim, do empresário e filantropo britânico-sudanês Mohamed Ibrahim.

A Fundação congratulou-se com a nomeação de Ngozi Okonjo-Iweala, que toma possa a 01 de Março, como a primeira mulher e a primeira líder africana a liderar a OMC, considerando que a sua escolha acontece "num momento decisivo".

"Esta escolha vem num momento difícil para o multilateralismo. Tendo como pano de fundo a covid-19, num período tumultuoso para o comércio global e com tendências nacionalistas crescentes, a OMC enfrenta desafios significativos", apontou.

Ngozi Okonjo-Iweala, que é membro do comité que atribuiu o prémio de boa governação da Fundação Mo Ibrahim, deverá, por isso, liderar "uma agenda comercial global inclusiva" como "única forma de tirar milhões da pobreza e trazer prosperidade partilhada para o mundo", de acordo com a nota.

Ngozi Okonjo-Iweala foi nomeada, na segunda-feira, para chefiar a Organização Mundial do Comércio, tornando-se a primeira mulher e a primeira a africana a liderar a OMC.

Ngozi Okonjo-Iweala foi por duas vezes ministra das Finanças da Nigéria e chefiou a diplomacia do país durante dois meses. Começou a sua carreira em 1982 no Banco Mundial, onde trabalhou durante 25 anos. Em 2012, não conseguiu tornar-se presidente da instituição financeira, que escolheu para o cargo o norte-americano de origem sul-coreana Jim Yong Kim.

A nova líder da OMC nasceu em 1954 na Nigéria, mas passou grande parte da sua vida nos Estados Unidos, onde estudou em duas prestigiadas universidades, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Harvard.

Os estatutos da OMC não têm previsto qualquer rotação geográfica para o director-geral, mas várias vozes defenderam que era a vez de um africano ou uma africana ocupar o cargo. Desde a sua criação em 1995, a OMC foi liderada por seis homens: três europeus, um neozelandês, um tailandês e um brasileiro.

"Esperamos que a Organização Mundial do Comércio (OMC) renuncie temporariamente aos aspectos específicos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (TRIPS). Isto proporcionará o 'know-how' para fabricar vacinas em África, um passo fundamental para permitir o acesso a vacinas para todos o mais rapidamente possível", apelou a fundação, numa mensagem em que felicita Ngozi Okonjo-Iweala, 66 anos, pela sua nomeação como próxima directora da organização.

"Esta é a única forma de assegurar um esforço global e coordenado para conter a covid-19. Se existe uma emergência que temos de enfrentar, é esta", sublinhou a Fundação Mo Ibrahim, do empresário e filantropo britânico-sudanês Mohamed Ibrahim.

A Fundação congratulou-se com a nomeação de Ngozi Okonjo-Iweala, que toma possa a 01 de Março, como a primeira mulher e a primeira líder africana a liderar a OMC, considerando que a sua escolha acontece "num momento decisivo".

"Esta escolha vem num momento difícil para o multilateralismo. Tendo como pano de fundo a covid-19, num período tumultuoso para o comércio global e com tendências nacionalistas crescentes, a OMC enfrenta desafios significativos", apontou.

Ngozi Okonjo-Iweala, que é membro do comité que atribuiu o prémio de boa governação da Fundação Mo Ibrahim, deverá, por isso, liderar "uma agenda comercial global inclusiva" como "única forma de tirar milhões da pobreza e trazer prosperidade partilhada para o mundo", de acordo com a nota.

Ngozi Okonjo-Iweala foi nomeada, na segunda-feira, para chefiar a Organização Mundial do Comércio, tornando-se a primeira mulher e a primeira a africana a liderar a OMC.

Ngozi Okonjo-Iweala foi por duas vezes ministra das Finanças da Nigéria e chefiou a diplomacia do país durante dois meses. Começou a sua carreira em 1982 no Banco Mundial, onde trabalhou durante 25 anos. Em 2012, não conseguiu tornar-se presidente da instituição financeira, que escolheu para o cargo o norte-americano de origem sul-coreana Jim Yong Kim.

A nova líder da OMC nasceu em 1954 na Nigéria, mas passou grande parte da sua vida nos Estados Unidos, onde estudou em duas prestigiadas universidades, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Harvard.

Os estatutos da OMC não têm previsto qualquer rotação geográfica para o director-geral, mas várias vozes defenderam que era a vez de um africano ou uma africana ocupar o cargo. Desde a sua criação em 1995, a OMC foi liderada por seis homens: três europeus, um neozelandês, um tailandês e um brasileiro.