Vários milhares nas ruas da RDC para apoiar união da nação

  • Rdc
Kinshasa - Vários milhares de militantes do partido presidencial UDPS manifestaram-se hoje em Kinshasa e em várias cidades da República Democrática do Congo (RDC) para apoiar "uma união da nação" em plena crise com o campo do seu antecessor Joseph Kabila.

Apoiando as consultas iniciadas pelo presidente Félix Tshisekedi para a formação de "uma união da nação", em Kinshasa, capital e a maior cidade da República Democrática do Congo, milhares de militantes do partido presidencial UDPS (União para a Democracia e o Progresso Social) gritaram palavras de ordem hostis ao ex-presidente Joseph Kabila.

Através de cânticos, os militantes pediram ainda o fim da Frente Comum para o Congo (FCC) de Kabila e da Cap for Change (CACH) de Tshisekedi, que dirige a República Democrática do Congo sob um acordo.

Ainda que controlados pela polícia, num trajecto de quase cinco quilómetros percorridos sob um sol forte, os manifestantes tentaram queimar um retrato do ex-presidente Kabila com um coquetel molotov, mas as forças policiais apagaram rapidamente o fogo.

"O resultado da manifestação de hoje é a ruptura do casamento FCC-CACH", disse Sylvain Mutombo, um dos manifestantes, ministro delegado da Defesa e líder de um partido aliado do partido presidencial UDPS.

No protesto em Kinshasa, nenhum cartaz fazia referência ao final da aliança FCC-CACH, observou uma equipa da agência de notícias AFP.

Em Lubumbashi, a segunda cidade no sudeste, vários milhares de partidários do presidente Tshisekedi também saíram à rua para se manifestar, assim como em Bukavu (Kivu do Sul, leste), Matadi (Kongo central, sudoeste), Goma (Kivu do Norte, leste) e Boende (Tshuapa, oeste), militares  do UDPS marcharam para apoiar as consultas iniciadas pelo chefe de estado.

Em Kinshasa, uma contra-manifestação não autorizada de jovens leais ao ex-presidente Joseph Kabila foi dispersada com gás lacrimogéneo, segundo várias testemunhas entrevistadas pela AFP.

Através das consultas iniciadas e das manifestações de apoio ao presidente, o campo de Kabila vê uma tentativa de reconstruir a unidade da ex-oposição de onde veio Félix Tshisekedi.

"É uma conspiração para neutralizar a nossa autoridade moral Joseph Kabila, para colocá-lo fora de jogo, com ele a FCC", disse à AFP André-Alain Atundu, um dos porta-vozes do pró-Kabila.

As margens de Tshisekedi são estreitas, porque a FCC, leal ao ex-presidente Kabila, reivindica 319 deputados entre 500 na Assembleia Nacional e mais de 90 senadores em 109.

Lançadas a 02 de Novembro, as consultas lideradas pelo presidente Tshisekedi vão continuar na segunda-feira após a trégua do fim de semana.

Por sua vez, os bispos católicos visitaram o ex-presidente Kabila, o candidato presidencial malsucedido de 30 de Dezembro de 2018, Martin Fayulu, bem como o primeiro-ministro Sylvestre Ilunga.

Apoiando as consultas iniciadas pelo presidente Félix Tshisekedi para a formação de "uma união da nação", em Kinshasa, capital e a maior cidade da República Democrática do Congo, milhares de militantes do partido presidencial UDPS (União para a Democracia e o Progresso Social) gritaram palavras de ordem hostis ao ex-presidente Joseph Kabila.

Através de cânticos, os militantes pediram ainda o fim da Frente Comum para o Congo (FCC) de Kabila e da Cap for Change (CACH) de Tshisekedi, que dirige a República Democrática do Congo sob um acordo.

Ainda que controlados pela polícia, num trajecto de quase cinco quilómetros percorridos sob um sol forte, os manifestantes tentaram queimar um retrato do ex-presidente Kabila com um coquetel molotov, mas as forças policiais apagaram rapidamente o fogo.

"O resultado da manifestação de hoje é a ruptura do casamento FCC-CACH", disse Sylvain Mutombo, um dos manifestantes, ministro delegado da Defesa e líder de um partido aliado do partido presidencial UDPS.

No protesto em Kinshasa, nenhum cartaz fazia referência ao final da aliança FCC-CACH, observou uma equipa da agência de notícias AFP.

Em Lubumbashi, a segunda cidade no sudeste, vários milhares de partidários do presidente Tshisekedi também saíram à rua para se manifestar, assim como em Bukavu (Kivu do Sul, leste), Matadi (Kongo central, sudoeste), Goma (Kivu do Norte, leste) e Boende (Tshuapa, oeste), militares  do UDPS marcharam para apoiar as consultas iniciadas pelo chefe de estado.

Em Kinshasa, uma contra-manifestação não autorizada de jovens leais ao ex-presidente Joseph Kabila foi dispersada com gás lacrimogéneo, segundo várias testemunhas entrevistadas pela AFP.

Através das consultas iniciadas e das manifestações de apoio ao presidente, o campo de Kabila vê uma tentativa de reconstruir a unidade da ex-oposição de onde veio Félix Tshisekedi.

"É uma conspiração para neutralizar a nossa autoridade moral Joseph Kabila, para colocá-lo fora de jogo, com ele a FCC", disse à AFP André-Alain Atundu, um dos porta-vozes do pró-Kabila.

As margens de Tshisekedi são estreitas, porque a FCC, leal ao ex-presidente Kabila, reivindica 319 deputados entre 500 na Assembleia Nacional e mais de 90 senadores em 109.

Lançadas a 02 de Novembro, as consultas lideradas pelo presidente Tshisekedi vão continuar na segunda-feira após a trégua do fim de semana.

Por sua vez, os bispos católicos visitaram o ex-presidente Kabila, o candidato presidencial malsucedido de 30 de Dezembro de 2018, Martin Fayulu, bem como o primeiro-ministro Sylvestre Ilunga.