Zâmbia à beira de uma crise de direitos humanos

  • Bandeira da República da Zâmbia
Lusaka- A Amnistia Internacional (AI) afirmou hoje, segunda-feira, que a Zâmbia está "à beira de uma crise de direitos humanos" e que o Presidente, Edgar Lungu, está a usar tácticas repressivas para ganhar outro mandato, nas eleições marcadas para 12 de Agosto, informou a agência Lusa.

A Zâmbia estabeleceu um bom historial de realização de eleições programadas, desde a reintrodução da democracia multipartidária em 1991, após o ex-chefe de Estado, o falecido Kenneth Kaunda, que tinha presidido a um sistema monopartidário durante mais de duas décadas, ter aceite a derrota.

Kaunda reformou-se após 27 anos no poder e quando morreu, com 97 anos, no início deste mês, foi amplamente aclamado como um estadista e uma figura paterna venerada.

A Zâmbia, um país de 18 milhões de habitantes, ganhou reputação como uma democracia estável, num continente onde as eleições conduzem frequentemente a conflitos. A AI acusa Edgar Lungu de tentar inverter esses ganhos.

"A situação dos direitos humanos deteriorou-se drasticamente", disse a organização de defesa dos direitos humanos sobre o governo de Lungu, 64 anos, que ascendeu ao poder pela primeira vez em 2015, depois de ganhar uma disputada eleição rápida para terminar o mandato do líder populista Michael Sata, que morreu no cargo.

Lungu foi então eleito para um mandato completo de cinco anos em 2016, embora o seu principal rival voltasse a alegar fraude.

Se Lungu vencer nas próximas eleições, este será o seu último mandato. A Amnistia Internacional alega que ele está a usar a repressão para garantir a vitória.

"O que temos visto na Zâmbia, especialmente nos últimos cinco anos, é uma repressão cada vez mais brutal contra os direitos humanos, caracterizada por ataques descarados a qualquer forma de dissidência", disse Deprose Muchena, director da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral.

Num relatório intitulado "Governar pelo medo e pela repressão", a organização de direitos humanos diz que a Zâmbia assistiu a uma série de assassinatos de polícias, detenções de líderes da oposição e ao encerramento de meios de comunicação social, no meio de um "clima de medo e impunidade".

Os activistas dos meios de comunicação social não estão seguros, disse a Amnistia Internacional, citando o caso de um jovem de 15 anos que aguarda julgamento por três acusações de difamação criminal, após ter criticado Lungu na rede social Faceboook.

Lungu, que negou anteriormente ter asfixiado a oposição e prometeu eleições livres e justas, durante uma reunião com diplomatas estrangeiros, no início deste ano, enfrenta mais de uma dúzia de outros concorrentes, mas o seu principal rival continua a ser Hakainde Hichilema, que derrotou por pouco, em 2015 e 2016.

Lungu assegurou à nação que está bem de saúde, após ter caído no início deste mês.

A Zâmbia, o segundo maior produtor de cobre em África, está a combater uma crise económica agravada pela pandemia de Covid-19, que ressurgiu nas últimas semanas.

A Zâmbia estabeleceu um bom historial de realização de eleições programadas, desde a reintrodução da democracia multipartidária em 1991, após o ex-chefe de Estado, o falecido Kenneth Kaunda, que tinha presidido a um sistema monopartidário durante mais de duas décadas, ter aceite a derrota.

Kaunda reformou-se após 27 anos no poder e quando morreu, com 97 anos, no início deste mês, foi amplamente aclamado como um estadista e uma figura paterna venerada.

A Zâmbia, um país de 18 milhões de habitantes, ganhou reputação como uma democracia estável, num continente onde as eleições conduzem frequentemente a conflitos. A AI acusa Edgar Lungu de tentar inverter esses ganhos.

"A situação dos direitos humanos deteriorou-se drasticamente", disse a organização de defesa dos direitos humanos sobre o governo de Lungu, 64 anos, que ascendeu ao poder pela primeira vez em 2015, depois de ganhar uma disputada eleição rápida para terminar o mandato do líder populista Michael Sata, que morreu no cargo.

Lungu foi então eleito para um mandato completo de cinco anos em 2016, embora o seu principal rival voltasse a alegar fraude.

Se Lungu vencer nas próximas eleições, este será o seu último mandato. A Amnistia Internacional alega que ele está a usar a repressão para garantir a vitória.

"O que temos visto na Zâmbia, especialmente nos últimos cinco anos, é uma repressão cada vez mais brutal contra os direitos humanos, caracterizada por ataques descarados a qualquer forma de dissidência", disse Deprose Muchena, director da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral.

Num relatório intitulado "Governar pelo medo e pela repressão", a organização de direitos humanos diz que a Zâmbia assistiu a uma série de assassinatos de polícias, detenções de líderes da oposição e ao encerramento de meios de comunicação social, no meio de um "clima de medo e impunidade".

Os activistas dos meios de comunicação social não estão seguros, disse a Amnistia Internacional, citando o caso de um jovem de 15 anos que aguarda julgamento por três acusações de difamação criminal, após ter criticado Lungu na rede social Faceboook.

Lungu, que negou anteriormente ter asfixiado a oposição e prometeu eleições livres e justas, durante uma reunião com diplomatas estrangeiros, no início deste ano, enfrenta mais de uma dúzia de outros concorrentes, mas o seu principal rival continua a ser Hakainde Hichilema, que derrotou por pouco, em 2015 e 2016.

Lungu assegurou à nação que está bem de saúde, após ter caído no início deste mês.

A Zâmbia, o segundo maior produtor de cobre em África, está a combater uma crise económica agravada pela pandemia de Covid-19, que ressurgiu nas últimas semanas.