Ano agrícola 2020/2021 considerado desafiante

  • Agricultura (Foto ilustração)
Luanda – O ano agrícola 2020/2021 foi caracterizado de inúmeros desafios que, de certa forma, tiveram impacto no resultado da produção, afirmou esta sexta-feira, o Presidente da República, João Lourenço.

O Chefe de Estado, que endereçou uma mensagem ao país sobre o Estado da Nação, destacou a estiagem, registada entre os meses de Setembro de 2020 a Fevereiro de 2021, porquanto afectou às culturas e acusou a morte de animais, principalmente na região centro e sul do país.

Segundo João Lourenço, dados oficiais indicam que esta seca terá afectado, de forma directa, 945 mil 244 famílias camponesas.

Outro fenómeno que assolou a região sul do país, apontou, foi a praga dos gafanhotos, que devastou algumas culturas, principalmente os cereais.

“Contudo, a união de esforço e a intervenção rápida das equipas técnicas multidisciplinares do Estado angolano, em parceria com FAO e a SADC, também com o apoio de empresários das provinciais afectadas e de pequenos produtores, foi possível amenizar os efeitos deste grande mal”, asseverou.

No entanto, o alto magistrado do país mencionou que, apesar dos inúmeros desafios registados, foi possível alcançar níveis de produção satisfatórios, se comparado com os resultados do ano agrícola 2019/2020.

Indicou o Chefe de Estado que a produção de cereais teve um decréscimo de 2.6 %, ao sair de 3 milhões 38 mil e 3 toneladas no ano agrícola 2019/2020 para 2 milhões 990 mil 39 toneladas no ano agrícola 2020/2021.

A produção de leguminosas e oleaginosas, registou igualmente um decréscimo de 2.2 %, ao passar de 604 mil 177 toneladas em 2019/2020 para 593 mil 567 toneladas em 2020/2021, enquanto na fileira de raiz e tubérculo passou-se de 11 milhões 729 mil 526 toneladas em 2019/2020 para 12 milhões 453 mil 233 toneladas em 2020/2021, com um aumento de 2.7 % de produção.

Em relação às fruteiras, disse que a produção passou de cinco milhões 578 mil 778 toneladas em 2019/2020 para 5 milhões 681 mil 722 toneladas em 2020/2021, registando-se um aumento de 1.8 por cento.

Nas hortícolas, a produção saiu de 1 milhão 992 mil 597 toneladas em 2019/2020, para 2 milhões 90 mil 846 toneladas 2020/2021, representando um aumento de 0.9 %.

Quanto à produção de ovos, de Janeiro a Agosto deste ano, registou-se um crescimento de cerca de 2 por cento, tendo sido alcançado o número de 802 milhões 710 mil 303 ovos, comparado aos 787 milhões 673 mil 886 ovos, produzidos no período homólogo.

Para garantir o crescimento substancial, o Presidente da República defendeu o contínuo apoio a produção interna de rações e de pintos do dia, para reposição dos bandos.   

" É importante, no entanto assinalar, que não obstante o país ter conhecido em 2020 uma contração global do nosso principal produto de exportação, em contrapartida o sector da agricultura conheceu um crescimento de 5,6%, o que é um facto a todos os títulos notável, por ter ocorrido num ano extremamente difícil para todo o mundo", destacou.

 

 

O Chefe de Estado, que endereçou uma mensagem ao país sobre o Estado da Nação, destacou a estiagem, registada entre os meses de Setembro de 2020 a Fevereiro de 2021, porquanto afectou às culturas e acusou a morte de animais, principalmente na região centro e sul do país.

Segundo João Lourenço, dados oficiais indicam que esta seca terá afectado, de forma directa, 945 mil 244 famílias camponesas.

Outro fenómeno que assolou a região sul do país, apontou, foi a praga dos gafanhotos, que devastou algumas culturas, principalmente os cereais.

“Contudo, a união de esforço e a intervenção rápida das equipas técnicas multidisciplinares do Estado angolano, em parceria com FAO e a SADC, também com o apoio de empresários das provinciais afectadas e de pequenos produtores, foi possível amenizar os efeitos deste grande mal”, asseverou.

No entanto, o alto magistrado do país mencionou que, apesar dos inúmeros desafios registados, foi possível alcançar níveis de produção satisfatórios, se comparado com os resultados do ano agrícola 2019/2020.

Indicou o Chefe de Estado que a produção de cereais teve um decréscimo de 2.6 %, ao sair de 3 milhões 38 mil e 3 toneladas no ano agrícola 2019/2020 para 2 milhões 990 mil 39 toneladas no ano agrícola 2020/2021.

A produção de leguminosas e oleaginosas, registou igualmente um decréscimo de 2.2 %, ao passar de 604 mil 177 toneladas em 2019/2020 para 593 mil 567 toneladas em 2020/2021, enquanto na fileira de raiz e tubérculo passou-se de 11 milhões 729 mil 526 toneladas em 2019/2020 para 12 milhões 453 mil 233 toneladas em 2020/2021, com um aumento de 2.7 % de produção.

Em relação às fruteiras, disse que a produção passou de cinco milhões 578 mil 778 toneladas em 2019/2020 para 5 milhões 681 mil 722 toneladas em 2020/2021, registando-se um aumento de 1.8 por cento.

Nas hortícolas, a produção saiu de 1 milhão 992 mil 597 toneladas em 2019/2020, para 2 milhões 90 mil 846 toneladas 2020/2021, representando um aumento de 0.9 %.

Quanto à produção de ovos, de Janeiro a Agosto deste ano, registou-se um crescimento de cerca de 2 por cento, tendo sido alcançado o número de 802 milhões 710 mil 303 ovos, comparado aos 787 milhões 673 mil 886 ovos, produzidos no período homólogo.

Para garantir o crescimento substancial, o Presidente da República defendeu o contínuo apoio a produção interna de rações e de pintos do dia, para reposição dos bandos.   

" É importante, no entanto assinalar, que não obstante o país ter conhecido em 2020 uma contração global do nosso principal produto de exportação, em contrapartida o sector da agricultura conheceu um crescimento de 5,6%, o que é um facto a todos os títulos notável, por ter ocorrido num ano extremamente difícil para todo o mundo", destacou.