IDA admite constrangimentos na distribuição de fertilizantes

  • Sacos de fertilizantes
Huambo – O novo paradigma de disponibilização dos fertilizantes aos agricultores, através dos operadores privados, pode gerar constrangimentos na distribuição, admitiu o director do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) do Huambo, Victorino Chonguela.

Conforme o responsável, em declarações à ANGOP, este modelo, aliado ao elevado preço e a morosidade que se verifica, deverá condicionar os níveis de produtividade na presente campanha agrícola.

Victorino Chonguela disse que, ao contrário dos anos anteriores em que o Governo, além de adquirir os fertilizantes, os subvencionava, actualmente este processo passou para privados seleccionados para o efeito, mediante concurso público.

Acrescentou que o Estado deixou de subvencionar os preços do adubo, recaindo toda responsabilidade aos empresários que terão a missão de fazer chegar os produtos a todas as províncias.

Entretanto, o responsável admitiu ser um processo ineficiente na prática, sobretudo, em termos de distribuição e disponibilização aos agricultores a preços reduzidos, olhar pelos custos que acarreta.

Disse que, até ao momento, a província do Huambo não recebeu as 18 mil toneladas de fertilizantes, previstas para a presença campanha agrícola, através de um operador privado certificado para o efeito, uma situação que poderá comprometer a época agrícola.

Por está razão, defendeu a necessidade de se reconsiderar o paradigma anterior, em adequação com a actual, através de um período de transição, para se evitar os constrangimentos que se prevêem em termos de redução dos níveis de cultivo, produtividade e colheita.

Apesar disso, o responsável descarta a possibilidade do ano agrícola estar perdido, por ainda existir acções a serem desenvolvidas pelos agricultores com a utilização de adubos disponibilizados pelos operadores económico que escolheram a província do Huambo como mercado, bem como por restarem ainda duas épocas agrícolas (segunda e terceira).

Victorino Chonguele fez saber ainda que o Gabinete da Agricultura da província recebeu recentemente do Ministério 700 toneladas que foram distribuídas às 11 administrações municipais, para colocarem à disposição dos camponeses.

Para a campanha agrícola 2020/2021, a província do Huambo deverá contar com 256 mil famílias camponesas, que carecem, todas as épocas, de 100 mil toneladas de adubo, composto e simples, de modo a permitir que se alcance as metas estimadas de que cada família produza uma tonelada por cada hectar e aumente os níveis de produtividade para três hectares até 2022.

Neste sentido, estão a ser preparados mais 700 mil hectares de terras aráveis, para o cultivo de diversos produtos, como o milho, feijão, soja, tubérculos e variadas espécies de hortícolas.

Tida no passado como “Rainha do Milho de Angola”, a província do Huambo, planalto central de Angola, possui uma população de dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, na sua maioria camponeses, que faz das potencialidades agro-pecuárias a principal fonte de rendimento.

 

 

Conforme o responsável, em declarações à ANGOP, este modelo, aliado ao elevado preço e a morosidade que se verifica, deverá condicionar os níveis de produtividade na presente campanha agrícola.

Victorino Chonguela disse que, ao contrário dos anos anteriores em que o Governo, além de adquirir os fertilizantes, os subvencionava, actualmente este processo passou para privados seleccionados para o efeito, mediante concurso público.

Acrescentou que o Estado deixou de subvencionar os preços do adubo, recaindo toda responsabilidade aos empresários que terão a missão de fazer chegar os produtos a todas as províncias.

Entretanto, o responsável admitiu ser um processo ineficiente na prática, sobretudo, em termos de distribuição e disponibilização aos agricultores a preços reduzidos, olhar pelos custos que acarreta.

Disse que, até ao momento, a província do Huambo não recebeu as 18 mil toneladas de fertilizantes, previstas para a presença campanha agrícola, através de um operador privado certificado para o efeito, uma situação que poderá comprometer a época agrícola.

Por está razão, defendeu a necessidade de se reconsiderar o paradigma anterior, em adequação com a actual, através de um período de transição, para se evitar os constrangimentos que se prevêem em termos de redução dos níveis de cultivo, produtividade e colheita.

Apesar disso, o responsável descarta a possibilidade do ano agrícola estar perdido, por ainda existir acções a serem desenvolvidas pelos agricultores com a utilização de adubos disponibilizados pelos operadores económico que escolheram a província do Huambo como mercado, bem como por restarem ainda duas épocas agrícolas (segunda e terceira).

Victorino Chonguele fez saber ainda que o Gabinete da Agricultura da província recebeu recentemente do Ministério 700 toneladas que foram distribuídas às 11 administrações municipais, para colocarem à disposição dos camponeses.

Para a campanha agrícola 2020/2021, a província do Huambo deverá contar com 256 mil famílias camponesas, que carecem, todas as épocas, de 100 mil toneladas de adubo, composto e simples, de modo a permitir que se alcance as metas estimadas de que cada família produza uma tonelada por cada hectar e aumente os níveis de produtividade para três hectares até 2022.

Neste sentido, estão a ser preparados mais 700 mil hectares de terras aráveis, para o cultivo de diversos produtos, como o milho, feijão, soja, tubérculos e variadas espécies de hortícolas.

Tida no passado como “Rainha do Milho de Angola”, a província do Huambo, planalto central de Angola, possui uma população de dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, na sua maioria camponeses, que faz das potencialidades agro-pecuárias a principal fonte de rendimento.