Angola deve redobrar defesa de aves migratórias

  • Uma zona ideal de reprodução animal e vegetal em Angola
Luanda – O Dia Mundial das Aves Migratórias é assinalado neste sábado, 8 de Maio, e Angola precisa redobrar esforços para a protecção das zonas húmidas e outras que albergam estas espécies durante o processo migratório, onde pode ocorrer também a nidificação.

Ao longo do seu litoral e um pouco mais adentro da zona continental, Angola tem várias zonas que acolhem aves migratórias provenientes de pontos de África e outras partes do mundo.

No entanto, alguns desses locais foram alterados de forma incisiva por acção de pessoas. Um dos exemplos é a zona das salinas em Cacuaco, onde foram depositados entulhos e erguidas infraestruturas de betão e metal.

Nesta zona frequentavam oito espécies de aves migratórias vindas da Europa e do Norte de África (Marrocos, Mauritânia e outros).

Outros casos registam-se em mangais ou manguezal, um dos ecossistemas mais fecundos em diversidade, que foram poluídos por acção directa ou indirecta do homem.

Os mangais são preenchidos por mangue, um tipo de vegetação típica das regiões alagadiças. Trata-se de um ecossistema costeiro e demasiado húmido presente nas zonas tropicais e subtropicais. Surgem do contacto do ambiente terrestre e marítimo.

Desempenha um importante papel na preservação de espécies vegetais e animais.

A dois de Fevereiro deste ano, por altura da celebração do Dia Mundial das Zonas Húmidas, o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, desafiou a sociedade angolana a plantar um milhão de mangues em toda a costa do país, até ao final do ano em curso.

A plantação de mangues "será um simples gesto, mas que fará toda a diferença", contribuindo para a mudança de atitude em relação aos mangais – sustentou o Vice-Presidente.

Para o seu êxito, no entanto, esta acção deve ser acompanhada por políticas públicas que melhorem o tratamento de resíduos sólidos, drenagem das águas pluviais, residuais domésticas e industriais.

De acordo com os ambientalistas Fernando Rennée e José Palanca, respectivamente, engenheiro de Petróleos e engenheiro de saneamento, num artigo publicado em 2020, no site ecoangola, caso não se tenha em conta esses pressupostos, os “resíduos sólidos acumulam-se nos mangais por meio dos fluxos incontroláveis de águas pluviais, resultantes da gestão deficitária de resíduos em todo o país, e pela forma como tais resíduos são descartados pelos munícipes, que não têm alternativas para se livrarem do lixo doméstico, visto que as operadoras de limpeza não cobrem sequer 30% da demanda”.

Assim, é pertinente a preservação de qualquer zona de transição ou fixação das aves migratórias, para que não haja risco de desequilíbrio ecológico, uma vez que elas ajudam no controlo populacional de insectos e roedores, além de dispersarem sementes para a reprodução de plantas.

Quer dizer, se as aves migratórias mudarem o seu local de repouso ou de fixação, por desequilíbrio no seu habitat, há o risco de sobrepovoamento de insectos e roedores, ocasionando pragas, e também ausência de espécies vegetais.    

Efeméride

O Dia Mundial das Aves Migratórias destina-se à chamada de atenção para a necessidade da conservação desse tipo de ave e dos seus habitats e aumentar a consciencialização global sobre as ameaças enfrentadas pelas aves migratórias.

Para celebração do dia, registam-se, no mundo, actividades públicas como palestras, festivais de pássaros, exposições e excursões de observação de aves.

O Dia Mundial das Aves Migratórias foi instituído em 2006 pelo Secretariado do Acordo para a Conservação das Aves Aquáticas Migratórias Afro-Eurasiáticas “AEWA” em colaboração com o Secretariado da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias da Fauna Selvagem “CMS”.

O Dia Mundial das Aves Migratórias é celebrado oficialmente no segundo sábado de Maio.

Este é um dia simbólico que coincide com a fase final da migração de primavera, uma altura em que a maioria das aves está em plena época de nidificação. As rotas migratórias passam geralmente por vários países e, em alguns casos, atravessam continentes e oceanos, sendo, por esse motivo, necessária uma estratégia de gestão eficaz que promova a cooperação internacional.

Por esta altura, muitas aves saem de Angola, em particular, África Subsaariana, no geral, e chegam a Europa, incluindo Portugal, em Março e Abril para nidificarem. No fim do Verão e no Outono, empreendem novas viagens por toda a Europa para chegar a África ou outros destinos mais quentes, para escapar ao inverno europeu.

Este ano, a data celebra-se sob o lema Cante, Voe e Suba Alto - Como um Pássaro, para destacar o fenómeno do canto e do voo das aves, de forma a inspirar e ligar pessoas de todas as idades e de todo o mundo.

O tema também apela a que todos usem as suas próprias vozes e a criatividade para expressar a sua estima pelas aves e pela natureza.

 

Ao longo do seu litoral e um pouco mais adentro da zona continental, Angola tem várias zonas que acolhem aves migratórias provenientes de pontos de África e outras partes do mundo.

No entanto, alguns desses locais foram alterados de forma incisiva por acção de pessoas. Um dos exemplos é a zona das salinas em Cacuaco, onde foram depositados entulhos e erguidas infraestruturas de betão e metal.

Nesta zona frequentavam oito espécies de aves migratórias vindas da Europa e do Norte de África (Marrocos, Mauritânia e outros).

Outros casos registam-se em mangais ou manguezal, um dos ecossistemas mais fecundos em diversidade, que foram poluídos por acção directa ou indirecta do homem.

Os mangais são preenchidos por mangue, um tipo de vegetação típica das regiões alagadiças. Trata-se de um ecossistema costeiro e demasiado húmido presente nas zonas tropicais e subtropicais. Surgem do contacto do ambiente terrestre e marítimo.

Desempenha um importante papel na preservação de espécies vegetais e animais.

A dois de Fevereiro deste ano, por altura da celebração do Dia Mundial das Zonas Húmidas, o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, desafiou a sociedade angolana a plantar um milhão de mangues em toda a costa do país, até ao final do ano em curso.

A plantação de mangues "será um simples gesto, mas que fará toda a diferença", contribuindo para a mudança de atitude em relação aos mangais – sustentou o Vice-Presidente.

Para o seu êxito, no entanto, esta acção deve ser acompanhada por políticas públicas que melhorem o tratamento de resíduos sólidos, drenagem das águas pluviais, residuais domésticas e industriais.

De acordo com os ambientalistas Fernando Rennée e José Palanca, respectivamente, engenheiro de Petróleos e engenheiro de saneamento, num artigo publicado em 2020, no site ecoangola, caso não se tenha em conta esses pressupostos, os “resíduos sólidos acumulam-se nos mangais por meio dos fluxos incontroláveis de águas pluviais, resultantes da gestão deficitária de resíduos em todo o país, e pela forma como tais resíduos são descartados pelos munícipes, que não têm alternativas para se livrarem do lixo doméstico, visto que as operadoras de limpeza não cobrem sequer 30% da demanda”.

Assim, é pertinente a preservação de qualquer zona de transição ou fixação das aves migratórias, para que não haja risco de desequilíbrio ecológico, uma vez que elas ajudam no controlo populacional de insectos e roedores, além de dispersarem sementes para a reprodução de plantas.

Quer dizer, se as aves migratórias mudarem o seu local de repouso ou de fixação, por desequilíbrio no seu habitat, há o risco de sobrepovoamento de insectos e roedores, ocasionando pragas, e também ausência de espécies vegetais.    

Efeméride

O Dia Mundial das Aves Migratórias destina-se à chamada de atenção para a necessidade da conservação desse tipo de ave e dos seus habitats e aumentar a consciencialização global sobre as ameaças enfrentadas pelas aves migratórias.

Para celebração do dia, registam-se, no mundo, actividades públicas como palestras, festivais de pássaros, exposições e excursões de observação de aves.

O Dia Mundial das Aves Migratórias foi instituído em 2006 pelo Secretariado do Acordo para a Conservação das Aves Aquáticas Migratórias Afro-Eurasiáticas “AEWA” em colaboração com o Secretariado da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias da Fauna Selvagem “CMS”.

O Dia Mundial das Aves Migratórias é celebrado oficialmente no segundo sábado de Maio.

Este é um dia simbólico que coincide com a fase final da migração de primavera, uma altura em que a maioria das aves está em plena época de nidificação. As rotas migratórias passam geralmente por vários países e, em alguns casos, atravessam continentes e oceanos, sendo, por esse motivo, necessária uma estratégia de gestão eficaz que promova a cooperação internacional.

Por esta altura, muitas aves saem de Angola, em particular, África Subsaariana, no geral, e chegam a Europa, incluindo Portugal, em Março e Abril para nidificarem. No fim do Verão e no Outono, empreendem novas viagens por toda a Europa para chegar a África ou outros destinos mais quentes, para escapar ao inverno europeu.

Este ano, a data celebra-se sob o lema Cante, Voe e Suba Alto - Como um Pássaro, para destacar o fenómeno do canto e do voo das aves, de forma a inspirar e ligar pessoas de todas as idades e de todo o mundo.

O tema também apela a que todos usem as suas próprias vozes e a criatividade para expressar a sua estima pelas aves e pela natureza.