Angola terá centros regionais de medicina desportiva

  • Médico João Mulima
Luanda – Angola deverá contar, a curto prazo, com Centros Regionais de Medicina Desportiva em Benguela, Cabinda, Huambo e Huíla, visando atenuar as dificuldades naquelas províncias no que respeita ao tratamento de lesões.

Este facto foi recentemente anunciado à ANGOP pelo director do Centro Nacional de Medicina Desportiva, João Mulima, sem, no entanto, pormenorizar datas exactas, critérios que levaram a selecção dos locais para albergar as infra-estruturas e nem as fontes de financiamentos.

Angola conta presentemente com uma única unidade do género, localizada em Luanda, sendo que a descentralização evitará deslocações de pacientes residentes em outras localidades para a capital do país, conforme o médico.

Afirmou que para o cumprimento de tal desiderato serão necessários USD 500 mil para aquisição do equipamento para laboratório de fisiologia do esforço, de imagiologia, de análises clínicas, salas de reabilitação em fisioterapia, de auditório, reuniões, consultoria e para trabalhos administrativos.

O responsável referiu que diariamente ocorrem ao centro de Luanda uma média de 50 pacientes entre antigos e actuais atletas, técnicos, dirigentes e outros agentes interessados nos serviços, números que constituem sobrecarga relativamente a capacidade de atendimento.

Indicou que os atletas não federados e dos escalões de formação são os que mais solicitam os serviços da unidade sanitária, enquanto os de alta competição (profissionais) são, na sua maioria, avaliados nos seus respectivos clubes.

Quanto aos preços praticados, João Mulina avançou, por exemplo, que a avaliação médica a um praticante de alta competição custa Akz 35 mil, enquanto para os não federados Akz 18 mil.

De acordo com o profissional especializado em medicina desportiva, os valores cobrados na instituição afecta ao Ministério da Juventude e Desportos servem apenas para a manutenção dos equipamentos.

Adiantou existir boas relações com os clubes no país, mas manifestou-se preocupado pela falta de dados estatísticos dos profissionais nas respectivas agremiações, para perceber-se que lesões são mais frequentes, bem como o número de médicos e fisioterapeutas existentes.

O actual responsável pelo protocolo de biossegurança de prevenção contra a Covid -19 no país referiu que os clubes têm sido pouco claros sobre as respectivas realidades, já que muitos deles não possuem profissionais de saúde e furtam-se a partilhar esse tipo de informações.

Para a inversão do quadro, aconselhou a criação de departamentos médicos e a contratação de profissionais para melhor acompanhamento dos seus praticantes em termos de lesões e outras patologias.

O integrante da Confederação Africana de Futebol (CAF), no sector da saúde, defendeu uma ligação permanente entre o desporto e a medicina, um "casamento" necessário para quem pratica de forma segura.

Sobre a eficácia do protocolo de biossegurança desportivo no país, disse ser excelente, acrescentando que até ao último dia 10 de Abril do corrente ano registava-se 50 casos de infectados, dentre eles 44 atletas nacionais e seis importados, perfazendo uma taxa 2,1 por cento.

 

Este facto foi recentemente anunciado à ANGOP pelo director do Centro Nacional de Medicina Desportiva, João Mulima, sem, no entanto, pormenorizar datas exactas, critérios que levaram a selecção dos locais para albergar as infra-estruturas e nem as fontes de financiamentos.

Angola conta presentemente com uma única unidade do género, localizada em Luanda, sendo que a descentralização evitará deslocações de pacientes residentes em outras localidades para a capital do país, conforme o médico.

Afirmou que para o cumprimento de tal desiderato serão necessários USD 500 mil para aquisição do equipamento para laboratório de fisiologia do esforço, de imagiologia, de análises clínicas, salas de reabilitação em fisioterapia, de auditório, reuniões, consultoria e para trabalhos administrativos.

O responsável referiu que diariamente ocorrem ao centro de Luanda uma média de 50 pacientes entre antigos e actuais atletas, técnicos, dirigentes e outros agentes interessados nos serviços, números que constituem sobrecarga relativamente a capacidade de atendimento.

Indicou que os atletas não federados e dos escalões de formação são os que mais solicitam os serviços da unidade sanitária, enquanto os de alta competição (profissionais) são, na sua maioria, avaliados nos seus respectivos clubes.

Quanto aos preços praticados, João Mulina avançou, por exemplo, que a avaliação médica a um praticante de alta competição custa Akz 35 mil, enquanto para os não federados Akz 18 mil.

De acordo com o profissional especializado em medicina desportiva, os valores cobrados na instituição afecta ao Ministério da Juventude e Desportos servem apenas para a manutenção dos equipamentos.

Adiantou existir boas relações com os clubes no país, mas manifestou-se preocupado pela falta de dados estatísticos dos profissionais nas respectivas agremiações, para perceber-se que lesões são mais frequentes, bem como o número de médicos e fisioterapeutas existentes.

O actual responsável pelo protocolo de biossegurança de prevenção contra a Covid -19 no país referiu que os clubes têm sido pouco claros sobre as respectivas realidades, já que muitos deles não possuem profissionais de saúde e furtam-se a partilhar esse tipo de informações.

Para a inversão do quadro, aconselhou a criação de departamentos médicos e a contratação de profissionais para melhor acompanhamento dos seus praticantes em termos de lesões e outras patologias.

O integrante da Confederação Africana de Futebol (CAF), no sector da saúde, defendeu uma ligação permanente entre o desporto e a medicina, um "casamento" necessário para quem pratica de forma segura.

Sobre a eficácia do protocolo de biossegurança desportivo no país, disse ser excelente, acrescentando que até ao último dia 10 de Abril do corrente ano registava-se 50 casos de infectados, dentre eles 44 atletas nacionais e seis importados, perfazendo uma taxa 2,1 por cento.