Atletismo totalista de Moscovo`80 a Tóquio`20   

  • Pormenor de uma prova internacional de atletismo  (Angop)
Luanda – Após estreia em Moscovo`1980 com uma tripla de atletas, o atletismo angolano, totalista das dez edições, marca presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio`2020, iniciado no último dia  23, no Japão, com apenas um representante e objectivos modestos.

O velocista Aveny Miguel terá a responsabilidade de correr por Angola, nos 100 metros planos, sábado (dia 30), numa participação em que, tal como das outras vezes, é possível graças a perrogativa da universalidade do evento.

O objectivo passa apenas pela melhoria da marca pessoal, perante a qualidade dos demais adversários da especialidade, dominada principalmente por norte-americanos e jamaicanos.

No entanto, a preparação da missão esteve envolto em polémica com a fundista Neide Dias a acusar de má fé a Federação Angolana de Atletismo e o Comité Olímpico Angolano.

A atleta culpa as duas instituições pela sua ausência no Japão, alegadamente por falta de inscrição em virtude da não renovação em tempo útil do seu passaporte, pelo que promete levar o assunto ao tribunal.          

Mergulhar na presença do atletismo nacional nos Jogos Olímpicos, implica um recuo no tempo para lembrar a capital da antiga União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS), palco da prova em 1980.

Na altura, Angola foi convidada a participar e teve de organizar-se rapidamente quanto a Federação e Comité Olímpico, numa altura em que alguns países, fundamentalmente os Estados Unidos da América, desencadeavam acções de boicote.

A escolha para esta primeira participação recaiu para Ilídio Coelho (100 m - 11.42), Ruben Inácio (200 m - 22.52) e Bernardo Manuel (5000 m - 14.51.4).

Angola voltou aos jogos de Seul`1988 com seis representantes, até à data, a maior delegação da modalidade em provas do género.

Fizeram parte do grupo, os atletas Arménio Fernandes (100 e 200 m), João Ntyamba (800 m e maratona), Eugénio Katombi (1.500m), António dos Santos (triplo salto) e Guilhermina Cruz (100 e 200 m).              

Sempre na condição de convidado, o atletismo esteve igualmente em Barcelona`1992, com cinco atletas, Atlanta`1996 (dois), Sydney`2000 (dois), Atenas`2004 (um), Pequim`2008 (um), Londres`2012 (dois) e Rio de Janeiro`2016 (dois).

Nesta última, o país teve direito a duas vagas da Federação Internacional (IAAF) ao abrigo da universalidade, enviando um atleta masculino e outro feminino, no caso Hermenegildo Leite e Liliana Neto.

Angola participa nos Jogos de Tóquio com uma dupla da natação, um da vela, uma judoca (Diassonema Neide - perdeu hoje e foi eliminada) e a Selecção Nacional sénior feminina de andebol (perdeu domingo diante do Montenegro por 22-33).  

O princípio da universalidade, de acordo com o Comité Olímpico Internacional (COI), permite a participação de atletas sem o rigor das qualificações para que o evento tenha representantes de todos os países do mundo.

O velocista Aveny Miguel terá a responsabilidade de correr por Angola, nos 100 metros planos, sábado (dia 30), numa participação em que, tal como das outras vezes, é possível graças a perrogativa da universalidade do evento.

O objectivo passa apenas pela melhoria da marca pessoal, perante a qualidade dos demais adversários da especialidade, dominada principalmente por norte-americanos e jamaicanos.

No entanto, a preparação da missão esteve envolto em polémica com a fundista Neide Dias a acusar de má fé a Federação Angolana de Atletismo e o Comité Olímpico Angolano.

A atleta culpa as duas instituições pela sua ausência no Japão, alegadamente por falta de inscrição em virtude da não renovação em tempo útil do seu passaporte, pelo que promete levar o assunto ao tribunal.          

Mergulhar na presença do atletismo nacional nos Jogos Olímpicos, implica um recuo no tempo para lembrar a capital da antiga União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS), palco da prova em 1980.

Na altura, Angola foi convidada a participar e teve de organizar-se rapidamente quanto a Federação e Comité Olímpico, numa altura em que alguns países, fundamentalmente os Estados Unidos da América, desencadeavam acções de boicote.

A escolha para esta primeira participação recaiu para Ilídio Coelho (100 m - 11.42), Ruben Inácio (200 m - 22.52) e Bernardo Manuel (5000 m - 14.51.4).

Angola voltou aos jogos de Seul`1988 com seis representantes, até à data, a maior delegação da modalidade em provas do género.

Fizeram parte do grupo, os atletas Arménio Fernandes (100 e 200 m), João Ntyamba (800 m e maratona), Eugénio Katombi (1.500m), António dos Santos (triplo salto) e Guilhermina Cruz (100 e 200 m).              

Sempre na condição de convidado, o atletismo esteve igualmente em Barcelona`1992, com cinco atletas, Atlanta`1996 (dois), Sydney`2000 (dois), Atenas`2004 (um), Pequim`2008 (um), Londres`2012 (dois) e Rio de Janeiro`2016 (dois).

Nesta última, o país teve direito a duas vagas da Federação Internacional (IAAF) ao abrigo da universalidade, enviando um atleta masculino e outro feminino, no caso Hermenegildo Leite e Liliana Neto.

Angola participa nos Jogos de Tóquio com uma dupla da natação, um da vela, uma judoca (Diassonema Neide - perdeu hoje e foi eliminada) e a Selecção Nacional sénior feminina de andebol (perdeu domingo diante do Montenegro por 22-33).  

O princípio da universalidade, de acordo com o Comité Olímpico Internacional (COI), permite a participação de atletas sem o rigor das qualificações para que o evento tenha representantes de todos os países do mundo.