Convergem opiniões sobre grau de dificuldades no pré-olímpico

  • Pormenor de um jogo da Selecção de basquetebol - ARQUIVO
Luanda – A cerca de vinte dias do arranque do torneio pré-olímpico, alguns entendidos na matéria de basquetebol mostram-se cépticos quanto à qualificação da selecção nacional da modalidade aos Jogos Olímpicos de Tóquio, a julgar pelo potencial dos adversários, métodos de disputa e o nível competitivo da prova.

Instados pela Angop a pronunciarem-se sobre as possibilidades de Angola na competição, de 29 deste mês a 4 de Julho, na cidade lituana de Kaunas, o comentarista desportivo António da Luz e o antigo basquetebolista Benjamin Avó convergem as suas opiniões no que concerne as dificuldades a encontrar, numa primeira fase, ante as selecções da Eslovénia e Polónia.

Para António da Luz, a equipa tem algumas valências, mas frente a dois conjuntos europeus fortes (13º e 16º do rankng mundial) será muito difícil, pelo que espera, ao menos, que a selecção (23ª) consiga dignificar o basquetebol angolano (boa prática, jogos e resultados equilibrados).

Sobre a ausência de jogadores fundamentais como Carlos Morais, Valdelicio Joaquim e  Gerson Domingos, o entrevistado lamenta tal facto e sublinha que, com maior trabalho e dedicação, os novos integrantes, oriundos do basquetebol universitário dos EUA, poderão vir a cobrir a lacuna nas posições 1 (base), 2 (extremo-base) e 3 (extremo).

“O apuramento não é impossível, mas é extremamente difícil. Vamos esperar para ver, disse o também dirigente do Comité Paralímpico Angolano (CPA), augurando que o torneio sirva de “ante-câmara” para o Afrobasket2021, em Agosto próximo, no Rwanda, onde, na sua opinião, o objectivo deve ser o de reconquistar o título perdido em 2015.

A posição é corroborada pelo antigo base e “capitão” do Petro de Luanda Benjamin Avó, que justifica, entre outros factores, com o curto tempo de competição da maior parte dos jogadores, tendo considerado “atípica” a época 2021 no país, cuja fase regular do campeonato nacional foi reduzida e disputada em apenas uma volta.

Apesar disto, disse crer no trabalho do novo grupo e não descarta de todo uma eventual “surpresa”.

Referiu que o estágio de duas semanas, em Espanha, pode constituir bom indicador e durante a competição ver-se-á, então, o que ah de acontecer.

Quantos aos atletas que militam no campeonato universitário nos Estados Unidos da América, ambos consideram prematuro tecer algum comentário, visto que não os acompanham.

No entanto, sublinham que o facto de Eric Amândio, Selton Miguel e Joshua Kashila estarem a competir naquele país proporciona-lhes melhores condições de trabalho e qualidade, podendo agregar mais-valia ao grupo.

Benjamin Avó falou da necessidade de se lhes dar certo espaço para que possam se integrar e ambientar-se, tendo em conta um grupo mais coeso nos próximos desafios da selecção, pois ainda não jogam na alta competição.

“Eles não competem a esse nível e face aos “furos” na selecção seria uma oportunidade para se enquadrarem, perceberem o que é a alta competição e no futuro possamos ter uma equipa mais competitiva”, defendeu.

Torneio pré-olímpico

A disputa para as quatro restantes vagas dos Jogos Olímpicos envolve 24 selecções, divididas nas cidades de Victória (Canadá), Split (Croácia), Kaunas (Lituânia) e Belgrado (Sérvia), que acolherão cada dois grupos formados por três equipas.

Angola, Eslovénia e Polónia constituem a série B de Kaunas, enquanto a anfitriã Lituânia, Venezuela e Coreia do Sul formam a A.

Os dois primeiros de cada grupo seguem à outra fase, onde jogam no sistema cruzado (1º de A com 2º do B e vice-versa) e os vencedores disputam a final do torneio nesta localidade. Quem ganhar qualifica-se às olimpíadas de Tóquio.

Procedimento igual deverá ocorrer nas cidades de Victória com as selecções do Canadá, Grécia e China (grupo A) e Uruguai, República Checa e Turquia (grupo B).

Em Split com Rússia, México e Alemanha (grupo A) e Croácia, Tunísia e Brasil (grupo B).

Já em Belgrado a anfitriã Sérvia concorre no grupo A com a República Dominicana e Nova Zelândia, ao passo que no B estão Senegal, Porto Rico e Itália.

Qualificados ao Jogos Olímpicos estão já Nigéria, Estados Unidos, Argentina, França, Espanha, Austrália, Irão e o organizador, Japão.    
 

 

 

 

 

 

 

Instados pela Angop a pronunciarem-se sobre as possibilidades de Angola na competição, de 29 deste mês a 4 de Julho, na cidade lituana de Kaunas, o comentarista desportivo António da Luz e o antigo basquetebolista Benjamin Avó convergem as suas opiniões no que concerne as dificuldades a encontrar, numa primeira fase, ante as selecções da Eslovénia e Polónia.

Para António da Luz, a equipa tem algumas valências, mas frente a dois conjuntos europeus fortes (13º e 16º do rankng mundial) será muito difícil, pelo que espera, ao menos, que a selecção (23ª) consiga dignificar o basquetebol angolano (boa prática, jogos e resultados equilibrados).

Sobre a ausência de jogadores fundamentais como Carlos Morais, Valdelicio Joaquim e  Gerson Domingos, o entrevistado lamenta tal facto e sublinha que, com maior trabalho e dedicação, os novos integrantes, oriundos do basquetebol universitário dos EUA, poderão vir a cobrir a lacuna nas posições 1 (base), 2 (extremo-base) e 3 (extremo).

“O apuramento não é impossível, mas é extremamente difícil. Vamos esperar para ver, disse o também dirigente do Comité Paralímpico Angolano (CPA), augurando que o torneio sirva de “ante-câmara” para o Afrobasket2021, em Agosto próximo, no Rwanda, onde, na sua opinião, o objectivo deve ser o de reconquistar o título perdido em 2015.

A posição é corroborada pelo antigo base e “capitão” do Petro de Luanda Benjamin Avó, que justifica, entre outros factores, com o curto tempo de competição da maior parte dos jogadores, tendo considerado “atípica” a época 2021 no país, cuja fase regular do campeonato nacional foi reduzida e disputada em apenas uma volta.

Apesar disto, disse crer no trabalho do novo grupo e não descarta de todo uma eventual “surpresa”.

Referiu que o estágio de duas semanas, em Espanha, pode constituir bom indicador e durante a competição ver-se-á, então, o que ah de acontecer.

Quantos aos atletas que militam no campeonato universitário nos Estados Unidos da América, ambos consideram prematuro tecer algum comentário, visto que não os acompanham.

No entanto, sublinham que o facto de Eric Amândio, Selton Miguel e Joshua Kashila estarem a competir naquele país proporciona-lhes melhores condições de trabalho e qualidade, podendo agregar mais-valia ao grupo.

Benjamin Avó falou da necessidade de se lhes dar certo espaço para que possam se integrar e ambientar-se, tendo em conta um grupo mais coeso nos próximos desafios da selecção, pois ainda não jogam na alta competição.

“Eles não competem a esse nível e face aos “furos” na selecção seria uma oportunidade para se enquadrarem, perceberem o que é a alta competição e no futuro possamos ter uma equipa mais competitiva”, defendeu.

Torneio pré-olímpico

A disputa para as quatro restantes vagas dos Jogos Olímpicos envolve 24 selecções, divididas nas cidades de Victória (Canadá), Split (Croácia), Kaunas (Lituânia) e Belgrado (Sérvia), que acolherão cada dois grupos formados por três equipas.

Angola, Eslovénia e Polónia constituem a série B de Kaunas, enquanto a anfitriã Lituânia, Venezuela e Coreia do Sul formam a A.

Os dois primeiros de cada grupo seguem à outra fase, onde jogam no sistema cruzado (1º de A com 2º do B e vice-versa) e os vencedores disputam a final do torneio nesta localidade. Quem ganhar qualifica-se às olimpíadas de Tóquio.

Procedimento igual deverá ocorrer nas cidades de Victória com as selecções do Canadá, Grécia e China (grupo A) e Uruguai, República Checa e Turquia (grupo B).

Em Split com Rússia, México e Alemanha (grupo A) e Croácia, Tunísia e Brasil (grupo B).

Já em Belgrado a anfitriã Sérvia concorre no grupo A com a República Dominicana e Nova Zelândia, ao passo que no B estão Senegal, Porto Rico e Itália.

Qualificados ao Jogos Olímpicos estão já Nigéria, Estados Unidos, Argentina, França, Espanha, Austrália, Irão e o organizador, Japão.