Direcção do Ferrovia preocupada com morosidade no caso Vingumba

  • Ferrovia obtém primeiro ponto no Girabola após castigo federativo
Huambo – O presidente do Ferrovia do Huambo, Adriano Catito, mostrou-se preocupada, esta quarta-feira, com a morosidade que se regista no Conselho Jurisdicional da FAF, para deliberação do recurso interposto sobre o caso Alberto Eliseu Xavier “Vingumba”.

Ao Ferrovia do Huambo foi retirado 19 pontos, no passado dia 21 de Abril, pelo Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol (FAF), através do comunicado nº16/21, na sequência do protesto interposto pelo Williete de Benguela, por alegada má inscrição do atleta.

No protesto, o Williete sustentou a sua petição, fundamentando que o jogador terá sido inscrito no Ferrovia do Huambo sem o acordo de rescisão com a direcção do clube “benguelense”, que representou na época passada.

Por este motivo, o Conselho de Disciplina deu razão à agremiação desportiva de Benguela, atribuindo derrota administrativa aos “locomotivas” a favor dos adversários em todos os jogos em que o clube utilizou o jogador.

Inconformado com a decisão, o clube do Planalto Central interpôs um recurso hierárquico ao Conselho Jurisdicional da FAF, no passado dia 27 de Abril, para se repor a verdade desportiva.

Volvidos 50 dias, o órgão reitor do futebol angolano ainda não se pronunciou sobre o recurso, situação que está a preocupar a direcção da formação dos “locomotivas”, por, alegadamente, estar a criar inúmeras dificuldades no seu plantel.

Nesta conformidade, Adriano Marques Catito disse que esta morosidade viola as disposições estatutárias da FAF, que determina o prazo máximo de 30 dias para se pronunciar sobre qualquer recurso.

"A demora está a afectar psicologicamente o plantel, em função da retirada dos 19 pontos, além de condicionar as projecções do clube na concretização do objectivo de lutar pela permanência na I divisão", disse.

Entretanto, minimizou as constantes ameaças de que tem sido alvo a sua agremiação desportiva, de possível suspensão do Girabola  pela FAF, referindo tratar-se de “atitudes de quem não entende de leis”.

“Apesar da sanção, nunca fugimos da alçada da FAF, a quem recorremos para se repor a verdade desportiva, pelo que não cometemos nenhuma infracção que possa originar a nossa suspensão do campeonato, tal como se insinua”, sublinhou.

Quanto a providência interposta ao Tribunal Provincial de Luanda, “é um direito que nos assiste, enquanto cidadãos, para nos acautelarmo-nos de algumas situações menos boas que ocorrem na FAF, independentemente de sermos uma agremiarão desportiva”, explicou.

Entre as mesmas situações, apontou o facto de o presidente do Conselho de Disciplina ser colaborador directo no escritório de advogado do presidente do Conselho Jurisdicional, além de um dos membros subscritores da punição ser irmão do presidente do clube requerente, facto que viola o princípio da transparência e isenção, nos termos no nº 5 do artigo 53º do Estatuto da FAF.

Por outro lado, disse que caso o órgão reitor do futebol angolano defira desfavoravelmente contra o recurso do seu clube, vai recorrer à Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA).

Fruto da sanção, o Ferrovia do Huambo é o último classificado do Girabola, com 10 pontos. A tabela classificativa é liderada pelo Petro de Luanda, com 54 pontos.

Ao Ferrovia do Huambo foi retirado 19 pontos, no passado dia 21 de Abril, pelo Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol (FAF), através do comunicado nº16/21, na sequência do protesto interposto pelo Williete de Benguela, por alegada má inscrição do atleta.

No protesto, o Williete sustentou a sua petição, fundamentando que o jogador terá sido inscrito no Ferrovia do Huambo sem o acordo de rescisão com a direcção do clube “benguelense”, que representou na época passada.

Por este motivo, o Conselho de Disciplina deu razão à agremiação desportiva de Benguela, atribuindo derrota administrativa aos “locomotivas” a favor dos adversários em todos os jogos em que o clube utilizou o jogador.

Inconformado com a decisão, o clube do Planalto Central interpôs um recurso hierárquico ao Conselho Jurisdicional da FAF, no passado dia 27 de Abril, para se repor a verdade desportiva.

Volvidos 50 dias, o órgão reitor do futebol angolano ainda não se pronunciou sobre o recurso, situação que está a preocupar a direcção da formação dos “locomotivas”, por, alegadamente, estar a criar inúmeras dificuldades no seu plantel.

Nesta conformidade, Adriano Marques Catito disse que esta morosidade viola as disposições estatutárias da FAF, que determina o prazo máximo de 30 dias para se pronunciar sobre qualquer recurso.

"A demora está a afectar psicologicamente o plantel, em função da retirada dos 19 pontos, além de condicionar as projecções do clube na concretização do objectivo de lutar pela permanência na I divisão", disse.

Entretanto, minimizou as constantes ameaças de que tem sido alvo a sua agremiação desportiva, de possível suspensão do Girabola  pela FAF, referindo tratar-se de “atitudes de quem não entende de leis”.

“Apesar da sanção, nunca fugimos da alçada da FAF, a quem recorremos para se repor a verdade desportiva, pelo que não cometemos nenhuma infracção que possa originar a nossa suspensão do campeonato, tal como se insinua”, sublinhou.

Quanto a providência interposta ao Tribunal Provincial de Luanda, “é um direito que nos assiste, enquanto cidadãos, para nos acautelarmo-nos de algumas situações menos boas que ocorrem na FAF, independentemente de sermos uma agremiarão desportiva”, explicou.

Entre as mesmas situações, apontou o facto de o presidente do Conselho de Disciplina ser colaborador directo no escritório de advogado do presidente do Conselho Jurisdicional, além de um dos membros subscritores da punição ser irmão do presidente do clube requerente, facto que viola o princípio da transparência e isenção, nos termos no nº 5 do artigo 53º do Estatuto da FAF.

Por outro lado, disse que caso o órgão reitor do futebol angolano defira desfavoravelmente contra o recurso do seu clube, vai recorrer à Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA).

Fruto da sanção, o Ferrovia do Huambo é o último classificado do Girabola, com 10 pontos. A tabela classificativa é liderada pelo Petro de Luanda, com 54 pontos.