Ferrovia recorre à FIFA no caso do atleta “Vingumba”

  • Ferrovia obtém primeiro ponto no Girabola após castigo federativo
Huambo - O presidente do Ferrovia do Huambo, Adriano Catito, afirmou hoje, terça-feira, que o seu clube vai recorrer à Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) para a reposição da legalidade no caso que envolve o atleta Vingumba.

Em declarações à ANGOP, reagindo o acórdão número 03 da Federação Angolana de Futebol (FAF), o dirigente desportivo considera injusta a decisão recaída sobre o recurso interposto ao Conselho Jurisdicional do órgão reitor do futebol em Angola.

Na decisão constante no acórdão da FAF, o Conselho Jurisdicional confirma a posição tomada anteriormente pelo Conselho de Disciplina que sanciona o clube do Planalto Central com a retirada de 19 pontos, na sequência do protesto interposto pelo Williete de Benguela, por alegada má inscrição do atleta Alberto Xavier “Vingumba”.

O acórdão agrava a sanção ao suspender os “locomotivas” por um ano da primeira divisão, por terem intentado uma providência cautelar junto do Tribunal Provincial de Luanda, considerando que tal representa violação às normas desportivas.

A agremiação, liderada técnicamente por Agostinho Tramagal, terá ainda de pagar uma multa no valor de Kz 200 mil em cada jogo perdido na secretaria.

Adriano Catito afirmou que o castigo aplicado está “eivado de muitos vícios, além de terem sido violados o princípio da imparcialidade por parte do Conselho de Disciplina”.

Lembrou que o processo que retirou os pontos ao Ferrovia do Huambo foi decidido pelo irmão do Presidente do clube que apresentou o protesto, o que viola claramente o princípio da imparcialidade, nos termos do artigo 176º, do Regulamento de Disciplina da FAF.

Perante a situação, disse, o Ferrovia do Huambo não vê outra saída a não ser recorrer à FIFA, enquanto órgão reitor do futebol mundial para a reposição da legalidade do processo e salvaguardar institucionalmente a moral da justiça desportiva da FAF.

Já o atleta Vingumba referiu que a decisão da FAF anuncia “a morte prematura” de um clube formado por jovens que despontam no desporto nacional

“Neste momento vimos os nossos empregos ameaçados. Os meus colegas acusam-me e pedem que arranje alternativa para o sustento das suas famílias”, referiu.

Por seu turno, o director do Gabinete da Cultura, Turismo e Juventude e Desporto na província do Huambo, Jeremias Piedade, considera que a decisão compromete o  desenvolvimento do futebol do país e da província do Huambo, em particular.

O Ferrovia do Huambo é o último classificado do Girabola2022-21, com 11 pontos. A tabela classificativa é liderada pelo Petro de Luanda, com 63 pts.

 

 

Em declarações à ANGOP, reagindo o acórdão número 03 da Federação Angolana de Futebol (FAF), o dirigente desportivo considera injusta a decisão recaída sobre o recurso interposto ao Conselho Jurisdicional do órgão reitor do futebol em Angola.

Na decisão constante no acórdão da FAF, o Conselho Jurisdicional confirma a posição tomada anteriormente pelo Conselho de Disciplina que sanciona o clube do Planalto Central com a retirada de 19 pontos, na sequência do protesto interposto pelo Williete de Benguela, por alegada má inscrição do atleta Alberto Xavier “Vingumba”.

O acórdão agrava a sanção ao suspender os “locomotivas” por um ano da primeira divisão, por terem intentado uma providência cautelar junto do Tribunal Provincial de Luanda, considerando que tal representa violação às normas desportivas.

A agremiação, liderada técnicamente por Agostinho Tramagal, terá ainda de pagar uma multa no valor de Kz 200 mil em cada jogo perdido na secretaria.

Adriano Catito afirmou que o castigo aplicado está “eivado de muitos vícios, além de terem sido violados o princípio da imparcialidade por parte do Conselho de Disciplina”.

Lembrou que o processo que retirou os pontos ao Ferrovia do Huambo foi decidido pelo irmão do Presidente do clube que apresentou o protesto, o que viola claramente o princípio da imparcialidade, nos termos do artigo 176º, do Regulamento de Disciplina da FAF.

Perante a situação, disse, o Ferrovia do Huambo não vê outra saída a não ser recorrer à FIFA, enquanto órgão reitor do futebol mundial para a reposição da legalidade do processo e salvaguardar institucionalmente a moral da justiça desportiva da FAF.

Já o atleta Vingumba referiu que a decisão da FAF anuncia “a morte prematura” de um clube formado por jovens que despontam no desporto nacional

“Neste momento vimos os nossos empregos ameaçados. Os meus colegas acusam-me e pedem que arranje alternativa para o sustento das suas famílias”, referiu.

Por seu turno, o director do Gabinete da Cultura, Turismo e Juventude e Desporto na província do Huambo, Jeremias Piedade, considera que a decisão compromete o  desenvolvimento do futebol do país e da província do Huambo, em particular.

O Ferrovia do Huambo é o último classificado do Girabola2022-21, com 11 pontos. A tabela classificativa é liderada pelo Petro de Luanda, com 63 pts.