Pavilhão do Chitato - um activo com futuro incerto

  • Obras do pavilhão multiuso do Chitato na  Lunda Norte
Dundo - Há mais de seis anos nascia no município de Chitato, província da Lunda Norte, um moderno pavilhão multiusos, com três mil e 70 lugares, mas nada fazia prever que as obras iriam paralisar pouco tempo depois, caindo no esquecimento das autoridades de direito.

Por Hélder Dias e João Viagem

Orçado em USD 18 milhões, o projecto executado na ordem dos 55 por cento está implantado numa área de 6.464 metros quadrados, no distrito urbano do Mussungue, nas imediações da centralidade do Dundo.

A construção do imóvel era um sonho até então quase impossível para os amantes do desporto locais, constituindo-se em tábua de salvação para a tão almejada massificação das modalidades de sala como o basquetebol, voleibol, andebol e futsal.

Em 2013, o Executivo angolano anunciara  a boa nova, a construção do moderno pavilhão. Contudo, o projecto criou algum cepticismo aos mais de um milhão de habitantes da província,  tal era a ausência de programas similares ao longo dos anos.

Os receios confirmaram-se quando neste mesmo ano o então ministro dos desportos, Albino da Conceição José, anunciava que a infra - estrutura só começaria a ser erguida no ano seguinte.

Contra todas as expectativas, em 2014 o ”sonho” começou a ser concretizado com a consignação da obra a 15 de Agosto a uma empresa chinesa ("CR 20&quot), com prazo de execução de um ano e três meses, ou seja, a obra estaria pronta em Novembro de 2015.

Se na altura o pavilhão era prioridade e saiu do papel mesmo com o início da crise financeira gerada pela baixa do preço do petróleo, hoje com a pandemia da Covid -19, que agravou a crise económica mundial, torna-se mais difícil “ressuscitar” tão cedo o gigante do Chitato.

Trata-se de um pavilhão com três pisos, projectado para albergar três mil e 70 espectadores (3.070) com uma arena, dois camarotes, área de imprensa, um parque de estacionamento para 2.100 viaturas, dois balneários e sala de conferência de imprensa.

Do valor global, USD 18 milhões, incluindo o seu apetrechamento, segundo fontes do Ministério da Juventude e Desportos, foram já pagos USD 11 milhões até a paralisação das obras em 2016, levando ao desemprego perto de 40 jovens.

O que Já foi feito?

Segundo Aleu Campos, fiscal da obra, foram já executadas 55 por cento da parte física, nomeadamente, a estrutura, bancadas, quadra de jogos, balneários, camarotes, salas de imprensa, asfaltagem da via de acesso ao pavilhão e lojas.

Falando à ANGOP,  disse faltar por concluir os pilares, parte da alvenaria, estrutura metálica, rede de combate ao incêndio, rede eléctrica, esgotos, parque de estacionamento, reboque, aplicação do pavimento multiuso e tecto.

Revelou que o empreiteiro foi obrigado a paralisar com os trabalhos porque enfrenta dificuldades na movimentação de divisas, já que os pagamentos foram feitos em kwanzas e a maior parte do equipamento é comprado no exterior do país.

Tal situação, conforme explicou, ficou ainda mais complicada quando o Ministério da Juventude e Desportos, até então proprietário do projecto, decidiu transferi-lo para o Governo local.

No meio de todo este cenário, o futuro do imóvel continua incerto e adivinha-se que não será concluído tão cedo.

Posição do MINJUD

Sobre o assunto, a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, disse recentemente numa entrevista colectiva, na Lunda Norte, que as prioridades do Estado angolano, actualmente, são para os sectores da Educação e Saúde, tendo em conta a escassez de recursos financeiros.

“A infra - estrutura está inacabada, ela precisa de ver concluída as suas obras. Vamos aguardar porque a prioridade agora é para a educação e saúde”, sustentou.

Mesmo assim, prosseguiu, o sector dos desportos está a ganhar muitas infra-estruturas ao nível da Educação, porque as escolas programadas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção aos Municípios (PIIM) contemplam quadras polidesportivas.

Governo local

O governo da Lunda Norte, actualmente detentora do projecto, está a trabalhar no sentido de inscreve-lo no Orçamento Geral do Estado, nos próximos anos económicos, segundo o governador local, Ernesto Muangala, num encontro recente com a juventude local.

A província conta com cinco campos de ténis, 14 de futebol, com destaque para o Estádio Sagrada Esperança com capacidade para sete mil espectadores e seis esquadras polidesportivas.

Por Hélder Dias e João Viagem

Orçado em USD 18 milhões, o projecto executado na ordem dos 55 por cento está implantado numa área de 6.464 metros quadrados, no distrito urbano do Mussungue, nas imediações da centralidade do Dundo.

A construção do imóvel era um sonho até então quase impossível para os amantes do desporto locais, constituindo-se em tábua de salvação para a tão almejada massificação das modalidades de sala como o basquetebol, voleibol, andebol e futsal.

Em 2013, o Executivo angolano anunciara  a boa nova, a construção do moderno pavilhão. Contudo, o projecto criou algum cepticismo aos mais de um milhão de habitantes da província,  tal era a ausência de programas similares ao longo dos anos.

Os receios confirmaram-se quando neste mesmo ano o então ministro dos desportos, Albino da Conceição José, anunciava que a infra - estrutura só começaria a ser erguida no ano seguinte.

Contra todas as expectativas, em 2014 o ”sonho” começou a ser concretizado com a consignação da obra a 15 de Agosto a uma empresa chinesa ("CR 20&quot), com prazo de execução de um ano e três meses, ou seja, a obra estaria pronta em Novembro de 2015.

Se na altura o pavilhão era prioridade e saiu do papel mesmo com o início da crise financeira gerada pela baixa do preço do petróleo, hoje com a pandemia da Covid -19, que agravou a crise económica mundial, torna-se mais difícil “ressuscitar” tão cedo o gigante do Chitato.

Trata-se de um pavilhão com três pisos, projectado para albergar três mil e 70 espectadores (3.070) com uma arena, dois camarotes, área de imprensa, um parque de estacionamento para 2.100 viaturas, dois balneários e sala de conferência de imprensa.

Do valor global, USD 18 milhões, incluindo o seu apetrechamento, segundo fontes do Ministério da Juventude e Desportos, foram já pagos USD 11 milhões até a paralisação das obras em 2016, levando ao desemprego perto de 40 jovens.

O que Já foi feito?

Segundo Aleu Campos, fiscal da obra, foram já executadas 55 por cento da parte física, nomeadamente, a estrutura, bancadas, quadra de jogos, balneários, camarotes, salas de imprensa, asfaltagem da via de acesso ao pavilhão e lojas.

Falando à ANGOP,  disse faltar por concluir os pilares, parte da alvenaria, estrutura metálica, rede de combate ao incêndio, rede eléctrica, esgotos, parque de estacionamento, reboque, aplicação do pavimento multiuso e tecto.

Revelou que o empreiteiro foi obrigado a paralisar com os trabalhos porque enfrenta dificuldades na movimentação de divisas, já que os pagamentos foram feitos em kwanzas e a maior parte do equipamento é comprado no exterior do país.

Tal situação, conforme explicou, ficou ainda mais complicada quando o Ministério da Juventude e Desportos, até então proprietário do projecto, decidiu transferi-lo para o Governo local.

No meio de todo este cenário, o futuro do imóvel continua incerto e adivinha-se que não será concluído tão cedo.

Posição do MINJUD

Sobre o assunto, a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, disse recentemente numa entrevista colectiva, na Lunda Norte, que as prioridades do Estado angolano, actualmente, são para os sectores da Educação e Saúde, tendo em conta a escassez de recursos financeiros.

“A infra - estrutura está inacabada, ela precisa de ver concluída as suas obras. Vamos aguardar porque a prioridade agora é para a educação e saúde”, sustentou.

Mesmo assim, prosseguiu, o sector dos desportos está a ganhar muitas infra-estruturas ao nível da Educação, porque as escolas programadas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção aos Municípios (PIIM) contemplam quadras polidesportivas.

Governo local

O governo da Lunda Norte, actualmente detentora do projecto, está a trabalhar no sentido de inscreve-lo no Orçamento Geral do Estado, nos próximos anos económicos, segundo o governador local, Ernesto Muangala, num encontro recente com a juventude local.

A província conta com cinco campos de ténis, 14 de futebol, com destaque para o Estádio Sagrada Esperança com capacidade para sete mil espectadores e seis esquadras polidesportivas.