Roque Sapiri - aposta arriscada que vale ouro 

  • Roque Sapiri, treinador do Sagrada Esperança da Lunda Norte
Dundo - Na época da sua contratação como técnico principal do Sagrada Esperança da Lunda Norte, Roque Sapiri colocou a equipa num patamar até então impensado, com a conquista do Campeonato Nacional de Futebol (Girabola), Supertaça de Angola e qualificação inédita à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos.

Por Hélder Dias 

Escolhido em condições excepcionais por uma direcção na altura também acabada de ser eleita, Sapiri não foi consensual no seio da massa associativa, mas, ainda assim, colocou fim a um jejum de títulos de 16 anos no Girabola e 45 anos para qualificar o conjunto pela primeira vez a uma fase de grupos da prova africana.

Apesar da derrota este sábado, por 0-1, frente ao Royal Leopards de Eswatini, em jogo da segunda mão, no terreno do adversário, os angolanos valem-se da vitória categórica de 3-1 na primeira mão, no Estádio dos Coqueiros, em Luanda.

Muito por conta da disciplina e rigor táctico, sobretudo na defesa, o antigo campeão pelos Lundas como atleta, em 2005, tornou-se no primeiro técnico angolano a apurar uma colectividade para a fase de grupo da prova mais apetecida do continente berço, no que ao futebol diz respeito.  

Efectivamente, tratou-se de uma aposta “arriscada” em um jovem até então pouco conhecido para um clube com verbas para contratar profissionais de vasta experiência no mercado local e internacional.

O adjunto de Mário Calado, Paulo Duarte, Zoran Manoljovic, Agostinho Tramagal e Ekren Asma tem um currículo curto. Até então nunca fora líder.

A sua formação técnica também não é das maiores. Possui apenas o nível III, ou seja, a licença C, que o impede de orientar equipa nas competições africanas, estando a fazê-lo a partir da bancada, de telefone na mão, em contacto permanente com os seus adjuntos no terreno.

Seu grande mérito na temporada anterior foi ter montado uma equipa que manteve a invencibilidade na condição de anfitriã, colhendo pontos diante de adversários considerados do seu campeonato e discutindo pontos "de peito aberto" com os “gigantes” do campeonato nacional, nomeadamente, o 1º de Agosto (com registo de um empate e uma vitória) e o Petro de Luanda (duplo triunfo).

A conquista do Girabola 2021 e da Supertaça permitiu acreditar em melhores resultados na “Champions”. No lançamento da presente temporada, Roque Sapiri prometeu aos adeptos e à direcção do clube a qualificação para a fase de grupos da maior competição continental de clubes. Promessa feita, promessa cumprida.

A “aventura” iniciou a 13 de Setembro último com o empate dos verde e branco sem golos, no estádio dos Coqueiros, em Luanda, contra o FC Platinum do Zimbabwe, no confronto da primeira “mão”.

E foi no jogo de resposta, no Zimbabwe, que Sapiri e seus pupilos contrariaram os prognósticos desfavoráveis de analistas e adeptos ao vencerem, por 5-4, aos penáltis, após igualdade a zero bolas no tempo regulamentar.

Após reforma profunda no plantel em 2020, agora, o grande desafio de Roque Sapiri não será, obviamente, a conquista da prova continental, mas sim chegar o mais longe possível, numa trajectória em que pode surpreender ainda mais.

Natural do Dundo, província da Lunda Norte, o promissor técnico nasceu a 21 de Janeiro de 1976 (45 anos). Iniciou a carreira desportiva em 1988 neste mesmo Sagrada Esperança de que hoje é treinador, tendo conquistado como jogador a Taça de Angola em 1999 e o Campeonato Nacional de Futebol em 2005. 

Enquanto jogador participou ainda em várias competições africanas, com realce para a Taça CAF, em 1992 e 1998, e na Taça dos Clubes Campeões de África, em 2006.

Concluiu a sua carreira como atleta em 2008 num jogo que serviu de inauguração do estádio Sagrada Esperança, e no mesmo ano passou a desempenhar a função de treinador-adjunto.

Em 2020, assumiu o cargo de técnico principal do Sagrada Esperança no quadro de uma aposta na prata da casa, após rescisão da colectividade com o português Paulo Torres, por maus resultados.

Como treinador, conquistou dois troféus ao serviço do Sagrada (Girabola2021 e Supertaça de Angola/2021), sendo o primeiro técnico angolano a conseguir a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos.

Fundado a 22 de Dezembro de 1976, no Dundo, o Sagrada Esperança estreou-se nesta prova, que realiza sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), após a conquista do primeiro título no Girabola2005, sob orientação do treinador Mário Calado.

Na altura, a colectividade fora afastada na primeira eliminatória no Estádio da Cidadela, em Luanda, apesar de ter ganho, por 2-1 (golos de Fefé e Sotto Maior), devido à derrota volumosa sofrida em Windhoek, frente ao Civics, por 0-4, na primeira "mão". 

O clube marcou várias presenças em competições africanas, disputando a Taça dos Vencedores das Taças, em 1989 e 2000, além da participação na Taça CAF em 1992, 1998 e 2020.

Por Hélder Dias 

Escolhido em condições excepcionais por uma direcção na altura também acabada de ser eleita, Sapiri não foi consensual no seio da massa associativa, mas, ainda assim, colocou fim a um jejum de títulos de 16 anos no Girabola e 45 anos para qualificar o conjunto pela primeira vez a uma fase de grupos da prova africana.

Apesar da derrota este sábado, por 0-1, frente ao Royal Leopards de Eswatini, em jogo da segunda mão, no terreno do adversário, os angolanos valem-se da vitória categórica de 3-1 na primeira mão, no Estádio dos Coqueiros, em Luanda.

Muito por conta da disciplina e rigor táctico, sobretudo na defesa, o antigo campeão pelos Lundas como atleta, em 2005, tornou-se no primeiro técnico angolano a apurar uma colectividade para a fase de grupo da prova mais apetecida do continente berço, no que ao futebol diz respeito.  

Efectivamente, tratou-se de uma aposta “arriscada” em um jovem até então pouco conhecido para um clube com verbas para contratar profissionais de vasta experiência no mercado local e internacional.

O adjunto de Mário Calado, Paulo Duarte, Zoran Manoljovic, Agostinho Tramagal e Ekren Asma tem um currículo curto. Até então nunca fora líder.

A sua formação técnica também não é das maiores. Possui apenas o nível III, ou seja, a licença C, que o impede de orientar equipa nas competições africanas, estando a fazê-lo a partir da bancada, de telefone na mão, em contacto permanente com os seus adjuntos no terreno.

Seu grande mérito na temporada anterior foi ter montado uma equipa que manteve a invencibilidade na condição de anfitriã, colhendo pontos diante de adversários considerados do seu campeonato e discutindo pontos "de peito aberto" com os “gigantes” do campeonato nacional, nomeadamente, o 1º de Agosto (com registo de um empate e uma vitória) e o Petro de Luanda (duplo triunfo).

A conquista do Girabola 2021 e da Supertaça permitiu acreditar em melhores resultados na “Champions”. No lançamento da presente temporada, Roque Sapiri prometeu aos adeptos e à direcção do clube a qualificação para a fase de grupos da maior competição continental de clubes. Promessa feita, promessa cumprida.

A “aventura” iniciou a 13 de Setembro último com o empate dos verde e branco sem golos, no estádio dos Coqueiros, em Luanda, contra o FC Platinum do Zimbabwe, no confronto da primeira “mão”.

E foi no jogo de resposta, no Zimbabwe, que Sapiri e seus pupilos contrariaram os prognósticos desfavoráveis de analistas e adeptos ao vencerem, por 5-4, aos penáltis, após igualdade a zero bolas no tempo regulamentar.

Após reforma profunda no plantel em 2020, agora, o grande desafio de Roque Sapiri não será, obviamente, a conquista da prova continental, mas sim chegar o mais longe possível, numa trajectória em que pode surpreender ainda mais.

Natural do Dundo, província da Lunda Norte, o promissor técnico nasceu a 21 de Janeiro de 1976 (45 anos). Iniciou a carreira desportiva em 1988 neste mesmo Sagrada Esperança de que hoje é treinador, tendo conquistado como jogador a Taça de Angola em 1999 e o Campeonato Nacional de Futebol em 2005. 

Enquanto jogador participou ainda em várias competições africanas, com realce para a Taça CAF, em 1992 e 1998, e na Taça dos Clubes Campeões de África, em 2006.

Concluiu a sua carreira como atleta em 2008 num jogo que serviu de inauguração do estádio Sagrada Esperança, e no mesmo ano passou a desempenhar a função de treinador-adjunto.

Em 2020, assumiu o cargo de técnico principal do Sagrada Esperança no quadro de uma aposta na prata da casa, após rescisão da colectividade com o português Paulo Torres, por maus resultados.

Como treinador, conquistou dois troféus ao serviço do Sagrada (Girabola2021 e Supertaça de Angola/2021), sendo o primeiro técnico angolano a conseguir a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos.

Fundado a 22 de Dezembro de 1976, no Dundo, o Sagrada Esperança estreou-se nesta prova, que realiza sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), após a conquista do primeiro título no Girabola2005, sob orientação do treinador Mário Calado.

Na altura, a colectividade fora afastada na primeira eliminatória no Estádio da Cidadela, em Luanda, apesar de ter ganho, por 2-1 (golos de Fefé e Sotto Maior), devido à derrota volumosa sofrida em Windhoek, frente ao Civics, por 0-4, na primeira "mão". 

O clube marcou várias presenças em competições africanas, disputando a Taça dos Vencedores das Taças, em 1989 e 2000, além da participação na Taça CAF em 1992, 1998 e 2020.