Sagrada Esperança conquista Girabola 16 anos depois

  • Sagrada Esperança (Arquivo)
Luanda – O Sagrada Esperança da Lunda Norte sagrou-se, este sábado, campeão do Girabola2021, ao vencer o Petro de Luanda, por 1-0, em pleno Estádio 11 de Novembro, na capital do país.

Luís Taty, aos 21 minutos, foi o autor do golo solitário que devolveu o título nacional à equipa diamantífera, com 70 pontos, 16 anos depois da primeira consagração, em 2005.

Tecnicamente equilibrada, a partida entre os então líderes do campeonato ficou marcada por actos menos bons, alheios à festa do futebol, quando na sequência de um penalte favorável ao Petro a equipa diamantífera protestou ao ponto de retirar-se das quatro linhas, ao mesmo tempo que os seus adeptos arremessavam cadeiras para o campo.

O desacato obrigou a paralisação do desafio durante 20 minutos, assim como a intervenção, nas bancadas, das forças da ordem.

Presente, na tribuna vip, entre as várias individualidades ávidas do desfecho do encontro, o presidente da mesa da assembleia-geral do Sagrada Esperança e governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, teve a amabilidade de se deslocar ao balneário no sentido de persuadir o grupo a regressar ao jogo e pouco tempo depois o espectáculo reatou.

Aos 55’ a situação voltou-se a normalidade, os lundas deram cara à luta e contra as expectativas petrolíferas o avançado Tiago Azulão falhou o penalte, ou seja, permitiu a defesa do guarda-redes Langanga, que esta época se mostrou um “senhor das balizas”.

A anteceder, o Sagra esteve próximo de aumentar a vantagem, sendo que Lepua marcou, aos 29 minutos, mas o árbitro António Dungula anulou por indicação do seu assistente Gerson Emiliano, que considerou haver irregularidade no lance.

Em resposta, o Petro quase chegou a igualdade. Picas cavalgou alguns metros, passando por dois contrários, e em desequilíbrio a bola sobrou para o capitão Job, mas este não soube dar melhor aproveitamento a mesma, ao rematar por cima da baliza.

Em função da longa paragem o juiz compensou e a primeira parte foi jogada até aos 66 minutos.

A etapa complementar foi mais calma, pois as equipas procuraram conter os ânimos e concentrar-se somente na “luta” por um título que a muito não “viam”.

Os treinadores operaram algumas alterações, mas em nada mudou o curso dos acontecimentos e com o andar do tempo era visível a festa nas hostes diamantíferas, sendo que até o empate servia para a segunda consagração na história do Girabola, depois da primeira em 2005, coincidentemente, ante o mesmo adversário e por igual resultado, no Dundo.

O Sagrada somou 70 pontos, mais três que o Petro na segunda posição. O 1º de Agosto ficou em terceiro com 64, ao passo que as formações da Baixa de Cassange de Malanje (32 pts), Santa Rita de Cássia do Uíge (29) e Ferrovia do Huambo com um pontos baixam de divisão.

 

Luís Taty, aos 21 minutos, foi o autor do golo solitário que devolveu o título nacional à equipa diamantífera, com 70 pontos, 16 anos depois da primeira consagração, em 2005.

Tecnicamente equilibrada, a partida entre os então líderes do campeonato ficou marcada por actos menos bons, alheios à festa do futebol, quando na sequência de um penalte favorável ao Petro a equipa diamantífera protestou ao ponto de retirar-se das quatro linhas, ao mesmo tempo que os seus adeptos arremessavam cadeiras para o campo.

O desacato obrigou a paralisação do desafio durante 20 minutos, assim como a intervenção, nas bancadas, das forças da ordem.

Presente, na tribuna vip, entre as várias individualidades ávidas do desfecho do encontro, o presidente da mesa da assembleia-geral do Sagrada Esperança e governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, teve a amabilidade de se deslocar ao balneário no sentido de persuadir o grupo a regressar ao jogo e pouco tempo depois o espectáculo reatou.

Aos 55’ a situação voltou-se a normalidade, os lundas deram cara à luta e contra as expectativas petrolíferas o avançado Tiago Azulão falhou o penalte, ou seja, permitiu a defesa do guarda-redes Langanga, que esta época se mostrou um “senhor das balizas”.

A anteceder, o Sagra esteve próximo de aumentar a vantagem, sendo que Lepua marcou, aos 29 minutos, mas o árbitro António Dungula anulou por indicação do seu assistente Gerson Emiliano, que considerou haver irregularidade no lance.

Em resposta, o Petro quase chegou a igualdade. Picas cavalgou alguns metros, passando por dois contrários, e em desequilíbrio a bola sobrou para o capitão Job, mas este não soube dar melhor aproveitamento a mesma, ao rematar por cima da baliza.

Em função da longa paragem o juiz compensou e a primeira parte foi jogada até aos 66 minutos.

A etapa complementar foi mais calma, pois as equipas procuraram conter os ânimos e concentrar-se somente na “luta” por um título que a muito não “viam”.

Os treinadores operaram algumas alterações, mas em nada mudou o curso dos acontecimentos e com o andar do tempo era visível a festa nas hostes diamantíferas, sendo que até o empate servia para a segunda consagração na história do Girabola, depois da primeira em 2005, coincidentemente, ante o mesmo adversário e por igual resultado, no Dundo.

O Sagrada somou 70 pontos, mais três que o Petro na segunda posição. O 1º de Agosto ficou em terceiro com 64, ao passo que as formações da Baixa de Cassange de Malanje (32 pts), Santa Rita de Cássia do Uíge (29) e Ferrovia do Huambo com um pontos baixam de divisão.