África regista ligeiro avanço na agricultura – Josefa Sacko

  • Comissária do Departamento para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável, Josefa Sacko
Luanda - A Comissária para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Económia Azul e Ambiente Sustentável da União Africana ( UA), Josefa Correia Sacko, disse, nessa segunda-feira, que o continente africano registou, nos últimos anos, um certo progresso no sector da agricultura.

Segundo a diplomata, que falava durante a 4ª Conferência dos Ministros da Agricultura da UA e União Europeia (EU), que decorreu por vídeo conferência em Adis Abeba, Etiópia, tal crescimento do sector aconteceu por conta da declaração da agenda de cooperação bilateral e multilateral que vigora desde o ano de 2019.

Josefa Sacko referiu que, com o Programa Abrangente de Desenvolvimento da Agricultura da África (CAADP), os estados africanos comprometeram-se a investir pelo menos 10% de seu orçamento no sector agrícola, de modo a atingir pelo menos 6% de crescimento anual do PIB agrícola. “Porém, as análises do CAADP indicam que poucos países estão no caminho certo”, concluiu.

Reconheceu que, embora as questões e desafios para a transformação sustentável da agricultura e do desenvolvimento rural em África levem  à identificação de áreas prioritárias de cooperação, ainda  permanecem relevantes e foram agravados pela pandemia da Covid-19, que pôs em causa a insegurança alimentar e pobreza em África.

Para si,  o CAADP , revivido na Declaração de Malabo de 2014, é o quadro político da África para a transformação agrícola, criação de riqueza, segurança alimentar e nutrição, crescimento económico e prosperidade para todos.

De acordo com a diplomata, a comissão da UA está a trabalhar para implementar uma Agância de Segurança Alimentar da África, que visa fortalecer a segurança alimentar, produtos seguros e nutritivos acessíveis.

A responsável avançou que os sistemas alimentares podem estimular a inovação verde e criar empregos de crescimento na Europa e em países africanos. “ Isso é particularmente verdadeiro para a África, onde a produtividade agrícola e a produção sustentável podem ser aumentadas por meio de investimentos, onde a população jovem procura oportunidades de emprego”, completou.

Recomendações do fórum UA e UE

Durante o encontro, de iniciativa conjunta entre União Africana e União Europeia, os participantes consideraram oportuno o investimento como um factor chave para o crescimento económico, acções governamentais para fortalecer as instituições de governança, acelerar a aquisição de tecnologia e investimento em inovação, bem como em capital humano e físico.

As partes defenderam, na sua estratégia, a integração regional, a mobilização de recursos, a promoção de pesquisa e inovação , o fomento da agricultura digital, estímulo às cadeias de valores sustentáveis regionais e continentais.

Consideraram fundamental, manter o diálogo a nível político para Impulsionar o comércio intra-africano através da área de livre comércio continental para aumentar a produtividade e competitividade e apoiar a diversificação económica.

Para mudar o quadro, concluiram ser necessário complementar as estruturas regulatórias de investimentos transparentes e políticas a nível nacional, regional e continental para assegurar uma integração regional mais profunda.

A Conferência permitiu que a UA e a UE compartilhassem as melhores práticas nas diferentes experiências na vertente dos sistemas alimentares sustentáveis que contribuam para um aprofundamento das questões agrícolas ,oportunidades de investimento e desafios para os produtores locais e a competitividade do sector agro-alimentar.

Integraram o painel de discussão, temas como " A pesquisa agrícola e inovação para a saúde do solo” e  "Agro-ecologia e outras inovações como uso de soluções digitais na agricultura para combater doenças e fortalecer o meio rural".

A 4ª conferência realizou-se em antevisão da preparação da cúpula dos sistemas alimentares da ONU a decorrer ainda este ano em consonância com as prioridades agrícolas da União Africana e a actual discussão sobre a "EU Green".

Segundo a diplomata, que falava durante a 4ª Conferência dos Ministros da Agricultura da UA e União Europeia (EU), que decorreu por vídeo conferência em Adis Abeba, Etiópia, tal crescimento do sector aconteceu por conta da declaração da agenda de cooperação bilateral e multilateral que vigora desde o ano de 2019.

Josefa Sacko referiu que, com o Programa Abrangente de Desenvolvimento da Agricultura da África (CAADP), os estados africanos comprometeram-se a investir pelo menos 10% de seu orçamento no sector agrícola, de modo a atingir pelo menos 6% de crescimento anual do PIB agrícola. “Porém, as análises do CAADP indicam que poucos países estão no caminho certo”, concluiu.

Reconheceu que, embora as questões e desafios para a transformação sustentável da agricultura e do desenvolvimento rural em África levem  à identificação de áreas prioritárias de cooperação, ainda  permanecem relevantes e foram agravados pela pandemia da Covid-19, que pôs em causa a insegurança alimentar e pobreza em África.

Para si,  o CAADP , revivido na Declaração de Malabo de 2014, é o quadro político da África para a transformação agrícola, criação de riqueza, segurança alimentar e nutrição, crescimento económico e prosperidade para todos.

De acordo com a diplomata, a comissão da UA está a trabalhar para implementar uma Agância de Segurança Alimentar da África, que visa fortalecer a segurança alimentar, produtos seguros e nutritivos acessíveis.

A responsável avançou que os sistemas alimentares podem estimular a inovação verde e criar empregos de crescimento na Europa e em países africanos. “ Isso é particularmente verdadeiro para a África, onde a produtividade agrícola e a produção sustentável podem ser aumentadas por meio de investimentos, onde a população jovem procura oportunidades de emprego”, completou.

Recomendações do fórum UA e UE

Durante o encontro, de iniciativa conjunta entre União Africana e União Europeia, os participantes consideraram oportuno o investimento como um factor chave para o crescimento económico, acções governamentais para fortalecer as instituições de governança, acelerar a aquisição de tecnologia e investimento em inovação, bem como em capital humano e físico.

As partes defenderam, na sua estratégia, a integração regional, a mobilização de recursos, a promoção de pesquisa e inovação , o fomento da agricultura digital, estímulo às cadeias de valores sustentáveis regionais e continentais.

Consideraram fundamental, manter o diálogo a nível político para Impulsionar o comércio intra-africano através da área de livre comércio continental para aumentar a produtividade e competitividade e apoiar a diversificação económica.

Para mudar o quadro, concluiram ser necessário complementar as estruturas regulatórias de investimentos transparentes e políticas a nível nacional, regional e continental para assegurar uma integração regional mais profunda.

A Conferência permitiu que a UA e a UE compartilhassem as melhores práticas nas diferentes experiências na vertente dos sistemas alimentares sustentáveis que contribuam para um aprofundamento das questões agrícolas ,oportunidades de investimento e desafios para os produtores locais e a competitividade do sector agro-alimentar.

Integraram o painel de discussão, temas como " A pesquisa agrícola e inovação para a saúde do solo” e  "Agro-ecologia e outras inovações como uso de soluções digitais na agricultura para combater doenças e fortalecer o meio rural".

A 4ª conferência realizou-se em antevisão da preparação da cúpula dos sistemas alimentares da ONU a decorrer ainda este ano em consonância com as prioridades agrícolas da União Africana e a actual discussão sobre a "EU Green".