Angola perspectiva Balança de Pagamentos com saldos positivos este ano

  • Manuel Nunes Júnior, Ministro de Estado para a Coordenação Económica
Luanda – O Executivo angolano perspectiva, para o presente ano 2021, a retoma de saldos positivos da Balança de Pagamentos, depois de em 2020 ter registado resultados negativos, informou hoje, em Luanda, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

Falando em conferência de imprensa a propósito da "Quinta Avaliação do Fundo Monetário Internacional ao Programa de Assistência Ampliada – EFF", o governante disse antever, com isso, a recuperação das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), que neste momento se situam em USD 8,4 mil milhões, valor que representa cerca de 10 meses de importações.   

De acordo com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, devido aos efeitos causados pela Covid-19, em 2020 o país teve um saldo orçamental negativo de 1,5%, mesmo assim abaixo da previsão do Orçamento Geral do Estado (OGE) que era de um défice de 4% por cento.

Para o corrente ano de 2021, acrescentou, o OGE prevê um défice de 2,3% do PIB. Contudo, as projecções fiscais mais recentes, apontam para um saldo orçamental positivo de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), significando que este ano o país volta a trajectória de saldos orçamentais positivos, iniciada em 2018 e interrompidas em 2020.  

ʺPor outro lado, a conta corrente da Balança de Pagamentos que estava em deficit desde 2014 passou a exibir saldos positivos em 2018 e 2019. Por isso, é muito importante fazer-se uma gestão prudente das contas internas, disse, referindo que, em 2019, para além de um saldo positivo da conta corrente, se registou um saldo positivo da Balança de Pagamentos.

Quanto à Taxa de Câmbio, fez saber, já atingiu o seu valor de equilíbrio ou está muito próxima disso, mantendo-se estável nos últimos meses. Sublinhou que a diferença ante a taxa de câmbio oficial do dólar norte-americano e a prevalente no mercado paralelo, que em 2017 era de 150%, está hoje em 4%, e que em relação ao Euro esta diferença é de apenas 0,5%. 

Trata-se na verdade, de acordo com o ministro de Estado, de um avanço significativo, sendo o ajustamento do mercado cambial uma medida de grande alcance estratégico no que respeita à mudança da estrutura económica de Angola. 

“A título de exemplo, no ano passado, não obstante o país ter conhecido a nível global uma contracção de cerca de 5 por cento do PIB, o sector da agricultura conheceu um crescimento de 5,6%, o que é um facto a todos os títulos notável, por ter ocorrido num ano extremamente difícil para todo o mundo”, expressou.

Por outro lado, acrescentou, é importante igualmente ressaltar que as importações em 2020 tiveram em geral uma contracção na ordem de 34%, numa altura em que a contracção das importações dos bens alimentares fixou-se em cerca de 23%. 

“Esta diminuição das importações de bens alimentares é uma clara manifestação do efeito positivo das medidas de estímulo à economia que o país tem estado a desenvolver e que revela que o esforço que está a ser feito no sentido do aumento da produção nacional começa a dar frutos”, observou o ministro de Estado para a Coordenação Económica.  

Falando em conferência de imprensa a propósito da "Quinta Avaliação do Fundo Monetário Internacional ao Programa de Assistência Ampliada – EFF", o governante disse antever, com isso, a recuperação das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), que neste momento se situam em USD 8,4 mil milhões, valor que representa cerca de 10 meses de importações.   

De acordo com o ministro de Estado para a Coordenação Económica, devido aos efeitos causados pela Covid-19, em 2020 o país teve um saldo orçamental negativo de 1,5%, mesmo assim abaixo da previsão do Orçamento Geral do Estado (OGE) que era de um défice de 4% por cento.

Para o corrente ano de 2021, acrescentou, o OGE prevê um défice de 2,3% do PIB. Contudo, as projecções fiscais mais recentes, apontam para um saldo orçamental positivo de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), significando que este ano o país volta a trajectória de saldos orçamentais positivos, iniciada em 2018 e interrompidas em 2020.  

ʺPor outro lado, a conta corrente da Balança de Pagamentos que estava em deficit desde 2014 passou a exibir saldos positivos em 2018 e 2019. Por isso, é muito importante fazer-se uma gestão prudente das contas internas, disse, referindo que, em 2019, para além de um saldo positivo da conta corrente, se registou um saldo positivo da Balança de Pagamentos.

Quanto à Taxa de Câmbio, fez saber, já atingiu o seu valor de equilíbrio ou está muito próxima disso, mantendo-se estável nos últimos meses. Sublinhou que a diferença ante a taxa de câmbio oficial do dólar norte-americano e a prevalente no mercado paralelo, que em 2017 era de 150%, está hoje em 4%, e que em relação ao Euro esta diferença é de apenas 0,5%. 

Trata-se na verdade, de acordo com o ministro de Estado, de um avanço significativo, sendo o ajustamento do mercado cambial uma medida de grande alcance estratégico no que respeita à mudança da estrutura económica de Angola. 

“A título de exemplo, no ano passado, não obstante o país ter conhecido a nível global uma contracção de cerca de 5 por cento do PIB, o sector da agricultura conheceu um crescimento de 5,6%, o que é um facto a todos os títulos notável, por ter ocorrido num ano extremamente difícil para todo o mundo”, expressou.

Por outro lado, acrescentou, é importante igualmente ressaltar que as importações em 2020 tiveram em geral uma contracção na ordem de 34%, numa altura em que a contracção das importações dos bens alimentares fixou-se em cerca de 23%. 

“Esta diminuição das importações de bens alimentares é uma clara manifestação do efeito positivo das medidas de estímulo à economia que o país tem estado a desenvolver e que revela que o esforço que está a ser feito no sentido do aumento da produção nacional começa a dar frutos”, observou o ministro de Estado para a Coordenação Económica.